quinta-feira, 15 de março de 2018

FRAGMENTOS DA MEMÓRIA (*)

Fazendas Quilombo, Pouso Alegre, Cedro e Cachoeira, Chapada, Bonito, Bonsucesso, Mundo Novo, Água Fria, Forquilha, Lamarão, Vera Cruz, Santa Maria Lagoa Torta e “Aldeia de Cima” (onde nasci)... Cheiro forte de araticum, gabiroba, cagaita, jatobá, baru, cajuzinho, mangaba, marmelada, jambo, jenipapo e outras frutas silvestres do cerrado que perfumava e invadia meu chão de infância, os anos verdes, meu querido e inolvidável pai. Lembro-me o tempo de menino puro e inocente que agasalhavas nos seus braços longos, fortes e musculosos... A cantilena modorrenta do carro-de-boi, meu pai, subindo a serra verde-azulada; sulcando fundo a terra vermelha dos campos de sonhos da amada e inesquecível Minas Gerais, região noroeste. Imenso município de Paracatu “do Príncipe” ou “Atenas Mineira”. Gritavas a plenos pulmões: “Diamante, Gigante, ôôôaaahhh”!... Dois bois estimados, laboriosos e ao mesmo tempo dóceis. Nós – os restantes – aprendizes de carreiros, filhos das rochas, rios e ventos carreávamos com entusiasmo e indisfarçável alegria. Lembro-me do teu ritual de organizar as cangas e colocar o azeite, um óleo ônix que tão bem sabias preparar; lubrificavas os eixos das rodas e o carro-de-boi rangia, cortando o Sertão preguiçosamente e cantava – cantiga de cigarras – na vastidão dos nossos campos Gerais, percorridos e pesquisados, também, pelo saudoso e memorável homem de letras, o nosso escritor mineiro Guimarães Rosa, acompanhado do seu fiel escudeiro o vaqueiro Manuelzão. O velho carro-de-boi avançava lentamente nas estradas de chão batido formando sulcos profundos – rastros do tempo – na terra molhada... Menino pequeno e franzino seguia-te “chamando guia, à frente”, com a vara de ferrão. Não gostava, pai, das investidas surpreendentes dos marimbondos traiçoeiros que atacavam, às vezes, quando estávamos desprevenidos, pois precisávamos estar atentos à caravana. Adorava quando cavalgavas aquele seu cavalo pampa amansado pelo seu primo Santos Perez, na garupa eu seguia contente: o menino mais feliz do mundo! Colhias com gestos de carinho o fruto maduro, doce e agradável da marmelada-do-campo, uma das minhas frutas prediletas. E aquela aventura periódica e imperdível, pai, de subir a íngreme serra. Após a perigosa escalada enfrentávamos com indômita bravura e coragem o “Rio Aldeia”, invariavelmente transbordando suas águas turvas. Fazíamos a travessia por meio de uma frágil pinguela ou nadando, agarrados à montaria. Após a extenuante vitória rumávamos para o “Quilombo”: a fazenda-origem de teus ancestrais, meu querido e amado velho “Nequinho!”. Ali estava, papai, teu filho-do-meio – Toninho: tímido, calado, introspectivo; mas, cúmplice, parceiro obediente; tão magrinho... Seguindo-te por léguas e léguas nas imensas distâncias das Minas Gerais. Nas Asas da saudade e da memória, recordo, pai, a barraca de lona improvisada onde acampamos por volta de 1963. Uma vida cigana tão autêntica, vivência agradável respirando Natureza por todos os lados. Uma árvore bonita e frondosa “fruta-de-óleo”, foi parte do nosso teto; privilégio para a contemplação do incrível brilho das Estrelas. Hernandes e eu (o mano-ébano, “irmão de coração”), ajudávamos no feitio da cerca de arame farpado, serviço contratado pelo vovô Zé Sant’Anna, dono da extensa e promissora fazenda “Forquilha”. Velhos tempos, pai, de banho de rio e muita pescaria. Parece que foi ontem... “Brejo Alegre”... que alegria, pai, compartilhar a tua companhia e da amada mãe Adília... Hernandes meu leal guardião; águas de cacimba, caçadas intermináveis aos tatus, seriemas, saracuras, pombas-do-bando, jaós... Incontáveis aves e pássaros povoaram minha infância, querido velho, graças a ti. “Ilha do pau pombo”... Inventamos esse nome, lembras-te? Lenha de murici tão apreciada por minha mãe. Fogueiras sob o luar do outono, para espantar possíveis animais peçonhentos. O mel de abelha jataí, encontráveis normalmente no pau-terra. Os inumeráveis ferimentos nos dedos em conseqüência do constante labor com os pregos-triângulo na cadência intermitente do martelo nas estacas de “vinhático”, tua madeira preferida para cercas de arame. E como entendia de madeira de lei, meu velho? Admirável o teu conhecimento. Invejável a tua experiência e capacidade. Gratidão é o Sol do Verbo ou simplesmente a Palavra alada? Não importa os erros gramaticais, o palavreado simplório, por conta de nossas origens rurais, cometidos ao sabor desta inominável emoção. Nestas circunstâncias o coração do “poetalado” de milenares vidas, sangra visceralmente. Literalmente. Por favor, Anjo Lecabel, forneça a senha para o carrossel mágico de lembranças... Uma infância lúdica e prazerosa. Sentia a natureza penetrar os olhos, a mente, alma, braços, pernas, coração. Gratidão, meu velho Nequinho, por teres me propiciado a melhor infância do planetazul. Após a maravilhosa temporada nas fazendas dos queridos parentes, integrantes da nossa Árvore da Vida, construístes, a duras penas, a casa que nos abrigou, na cidade, no alto do bairro Bela Vista, palco e cenário de tantas reminiscências... O mano Eustáquio e minhas irmãs Lúcia e Graça. Patrícia, a caçula, veio por último já em chão goiano, Anápolis. Raras fotografias no alpendre... Os biscoitos fritos preparados pela mãe Adília. A marmita que eu levava diariamente para o seu almoço na máquina de beneficiar arroz do Sr. Juquita Vargas. Os banhos na “praia do matinho”... As chegadas bizarras, esfuziantes, hilárias e fugazes dos amáveis Ciganos, que acampavam ao longo da “praia”. Nosso fetichismo e curiosidade. Fui menino “voyeur” das ciganinhas, é claro. Os jogos de futebol, meu time, meu chute certeiro com a “canhotinha de ouro”. As bolas de meia; bolas de gude, bolas de lobeira... Os amigos Beto, Samuel, Donizete, Plínio: infernizávamos meu Deus, a chácara do “seu Jerônimo”... Era uma correria danada. Divertíamos muito! A “comédia”, as “galinhas noturnas”, “horas dançantes” ao sabor da jovem guarda. Circos e parques. A novidade recém-inaugurada Rádio “Juriti” e o vozeirão inconfundível do primeiro locutor, o Eurico Santos. E pelas ondas sonoras vindas de São Paulo, o romântico programa “Barros de Alencar”. Velhos tempos dos anos 1960: amor, leveza, alegria, descontração pura e contagiante. A Primeira Comunhão na Igreja Matriz Catedral de Santo Antonio. Naquele tempo, vestíamos de “Anjo”, indumentária alada, muito interessante... Maria Lúcia ficou tão linda! Eustáquio arrasou, com o terninho com gravata borboleta e a vela na mão. Graça, ainda muito pequena, me acompanhava nas “caçadas” aos passarinhos: visgo, arapuca, alçapão, estilingue e espingarda de pressão. Minha infância povoada de pássaros e aves marcou-me a vida para sempre. O amplo quintal, o vasto pomar: abacaxis, pêssegos, goiabas, mangas, abacates, jabuticabas, laranjas, mamão, amoras. A horta de mãe Adília: eu gostava tanto de ajudá-la a adubar, regar, cercar... E ousava, também, plantar com a orientação dela, claro. Velhas lembranças mescladas com o teu amor perene, insubstituível. Mangabas sazonadas no início do Verão. “Morro do Ouro”: fico amarelo e morro de saudades. A “Gruta Cachoeira de Vênus”, na praia dos Macacos. Encima árvores frutíferas incluindo saborosos jambos. As indefectíveis lavadeiras pobres do “Córrego Rico”. Alzira – minha Flor Azul: o primeiro esboço de amor adolescente... Largo do Jenipapeiro. O hangar dos pequenos monomotores onde eu escondia quando estava sorumbático e brincava, solitário, quem sabe ensaiando a vontade frustrada de ser, um dia, piloto de avião. O Largo do Sant’Anna e o velho casebre onde morou “dona Beja”, a famigerada cortesã. Não sofro, renasço. Revivo o que foi melhor em minha vida: a cidade natal, o palco da minha infância, a memorável presença e companhia do meu pai. Fiquei órfão e mais pobre sem as suas presenças essências querido, valoroso e amado pai Fabião e da senhora minha querida e valiosa mãe Adília. Jesus – O Sol do Verbo – O Mestre do Amor e da Sabedoria – O Cristo Cósmico é o companheiro inseparável: minha âncora, minha bússola. O consolo, o alento infinito. O Caminho, a Verdade e a Vida. Deus – Autor de nossas vidas nos enviou o Messias, o Príncipe da Paz para que nos perdoemos e encontremos a harmonia, em meio à surpresa, ao mistério e ao caos, existentes neste “Vale de Lágrimas”. Um dia, é certo, juntar-me-ei a vocês, nessas paragens cósmicas que desconhecemos. “Ele” pediu-me, carinhosamente, para não tentar desvelar os “Mistérios insondáveis”. Genuflexo e humilde reporto-me à Suprema Sabedoria Celestial. Imperecível saudade nestas asas da Memória, papai e mamãe. Os Anjos de Luz sussurram o verbo da coragem, fé, esperança, entusiasmo e amor incondicional. Eis o meu simples tributo. Esta tentativa de réquiem... Só Deus sabe porquê escrevo; escravo de uma Saudade inesgotável e que nunca terá fim. Beijos alados de seus filhos “Toninho”, Eustáquio, Maria Lúcia, Maria das Graças e Patrícia. Nossos laços são infinitos, intermináveis. É só olhar para as faces de Ingrid, Nuria Liz, Arthur Emmanuel, Enzo Gabriel, Camila, Bruna, Giovanna, Leonardo, Lílian, Glauciane, Janine, Marlon Régis, Gabriela e mais recentemente, Sofia... O amor que dedicaram a nós está impregnado em nossas almas e corações. Até a próxima. Até breve. Até sempre! Maktub. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, influenciador digital e blogueiro. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira dois. Membro Acadêmico “Benemérito Ad Honorem” do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; Autor de nove livros publicados. Radicado em Curitiba-PR – Dedico à memória do meu pai Fabião Couto e de minha mãe Adília Santana. WhatsApp (41) 99547-0100

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

QUEM É O GUARDIÃO DA PALAVRA? (*)

Eis a essência da sombra: o princípio e o fim da tua procura catártica. Aqui, as pessoas se confundem, se refugiam, se despem, se questionam: cobras, lagartos, colibris, borboletas, morcegos; aqueles que habitam as teias espessas do anonimato e formam tentáculos de Ariadne. Individualmente, cada um pode ser o que quiser, fazer o que quiser: os olhos na tela e o mundo nas mãos. Não interessa de onde venha ou para onde vá: ninguém passa impunemente por esse espaço de fragmentos, miscelâneas, economia verbal; linguagem coloquial e monossilábica; artigos prolixos – pró-lixos, jurássicos ou não – artigos longos e enfadonhos, palavrórios, estilhaços filosóficos, estilhaços oníricos e holísticos... Aqui sobrepõe e sobressai o livre-arbítrio e nenhuma mordaça jamais nos alcançará. Não acreditamos em almas-gêmeas. Algemas explodidas, implodidas. Este é o território inóspito do caos. É também solo do sagrado, onde reinam homens e mulheres, anciãos e bebês, carne e osso, Deus e o “encardido”. Onde (re)encontro você. Onde transcendo. E atinjo o zênite e o self e, por vezes, encontro a mimesmo. Você me questiona quem sou e, no instante em que sua curiosidade beira a insanidade, torno-me o nítido e letal veneno do seu temor e te convido a voar por meio de minha alma alada. Eu sou o guardião das sombras esquecidas e o Anjo da Luz revisitado. A nau é frágil? Naufrágio. Ícaro que inibe e instiga. Ânfora com sede. O ponto de exclamação. Junto ocidente e oriente; vida e transição; yin e yang; caos, utopia e paixão. Crepúsculos e Auroras. Nasço a cada findar de um novo dia. Permaneço pequeno, ínfimo. O olhar, ainda gótico. Orgulho-me de ter crescido envolto em névoa e neblina de Arte e Cultura. Lamento meu piano fechado, minha flauta quebrada, meu violino de cordas partidas. Meu pulo impreciso. Decidi viver do limbo virtual e real, arquiteto da pá lavra... basta-me existir e persistir e seguir resiliente aonde as estradas são janelas do Nada. Nadar. Nadir? Inspiro quando leio, escravo enquanto escrevo. Os dedos e os olhos sempre inquietos, a cabeça pulsante, buscando a ousadia, criativo e perfeccionista. E o pássaro voa, sobrevoando pudores, sentindo outros odores, alçando vôos inimagináveis; cantando para deixar brotar a Utopia. Aproxime-se! Há repulsa e irresistível atração. (*) EUGENIO SANTANA é membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira número dois; publicou nove livros. Jornalista, chegou ao ápice de Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro. Fundador de editoras, jornais e revistas.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

RECONEXÃO COM O SEU EU SUPERIOR: O CÓDIGO DO CHAMADO ESPIRITUAL (*)

Os Códigos Ocultos de Siirus, Òrion e Plêiades. 11:11 é o código do Chamado Espiritual. Há códigos chegando de Sírus, Órion e Plêiades. Essa repetição de números é um chamado espiritual, para a reconexão consigo mesmo, com seu Eu Superior, como queira chamar. Há novas freqüências de esclarecimento e iluminação chegando do Sol Central com força e poder. Conforme descrito no livro O Grande Pulso, tudo está sendo disponibilizado para que cada um se religue com a sua fonte, muitos estão sendo chamados, mas poucos estão conseguindo atender a ligação, o telefone espiritual toca e você não atende, porque com certeza o seu chip natural que foi criado para fazer essa comunicação, a glândula pineal, está quebrada, desativada ou com defeito. O que seu espírito quer é que você desperte, acorde da ilusão e atenda o telefone, 11:11 é o número da chamado, 22:22 também, 33:33 também, cada um vem de um local, como se fosse um bina demonstrando de onde seu espírito está chamado e tentando contato. Não é ele que está perdido, é você que está dormindo e não consegue acordar. “A Matemática é a ciência mais espiritual que existe no Universo.” P.A. Freqüentemente teus guias espirituais te dão mensagens que incluem uma combinação de dois ou mais números. Aqui estão os significados básicos dos dígitos triples e combinação de dois números. Se tuas mensagens contem três ou mais números, mescle as respostas das diferentes combinações dos números. Por exemplo. Se continuamente notas a seqüência 312, use o significado da combinação dos números 1 e 3, mais a combinação do 1 e ou 2, se te sentes guiado, soma os números. Continua somando os dígitos subseqüentes até que tenhas um número de um só dígito. Então, veja o significado para esse número em particular na lista previa de sequências numéricas que contem números idênticos (por exemplo, 111, 222, 333, etc.). COMBINAÇÕES DE NÚMEROS 11:11 Monitora cuidadosamente teus pensamentos, e assegura-te de pensar somente no que desejas, não no que não desejas. Esta seqüência é um sinal que há um portal de oportunidade desapegando-se, e teus pensamentos estão se manifestando no físico com velocidades recorde. O 111 é como a luz brilhante de um foco. Significa que o universo tem tomado uma instantânea de teus pensamentos e os está manifestando no físico. Estás satisfeito com os pensamentos que emites no universo? Se não, corrige teus pensamentos (pede que teus anjos te ajudem com isto se tens dificuldades para controlar ou monitorar teus pensamentos). 22:22 Nossas recém-plantadas idéias estão começando a desenrolarem-se na realidade. Continue regando elas e as nutrindo, e prontamente elas brotarão da terra para que possa ver a sua manifestação. Em outras palavras, não esperarás nem cinco minutos antes do milagre. Tua manifestação pronta vai a ser evidente para ti, Assim, continue realizando um bom trabalho! Continua mantendo pensamentos positivos, continue afirmando e os visualizando. Este é um sinal de confirmação que estás no caminho correto fazendo as coisas corretas e indo na direção certa. 33:33 Os mestres elevados estão próximos de ti, desejando que saibas que tens sua ajuda, amor e companhia. Chame os Mestres Elevados freqüentemente, especialmente quando enxerga padrões do número 3 ao seu redor. Alguns dos mais famosos Mestres Elevados são: Jesus, Moisés, Maria, Quan Yin e Yogananda. O sinal 333 também mostra que os Mestres Elevados estão de acordo com teus pensamentos e sentimentos e poderia interpretar-se como um “Ser” cósmico para as perguntas que tem feito ou as idéias que tem tido. (*) Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA. Escritor, jornalista, ensaísta, blogueiro, redator publicitário, revisor de textos, Místico Rosacruz. Autor de nove livros publicados. Da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM) e da UBE – União Brasileira de Escritores e da AGI – Associação Goiana de Imprensa. Colaborador da ADESG/DF e do Greenpeace/SP.

sábado, 20 de janeiro de 2018

11:11 - SINCRONICIDADE (*)

“11:11, faça um desejo!” É uma frase que você pode ter ouvido antes, mas qual o significado por trás disso? O que significa ver 11:11 em nosso celular ou em um relógio digital? Além de ser um número que está associado com sonhos e desejos se tornando realidade, 11:11 é a única hora do dia (usando o relógio de 12 horas), que todos os quatro dígitos do relógio são os mesmos. No entanto, parece que algumas pessoas podem viver esse momento mágico com mais frequência do que outras. De acordo com a numerologia, o número 11 é a ligação entre o mortal e imortal; o que explica a ideia de que, quando o relógio marca 11:11, uma janela para o céu se abre para conceder desejos. Outros ligam o hrário 11:11 a uma sincronicidade simbólica. 11:11 é mera coincidência ou há algo maior acontecendo? Usando a lógica e a ciência por trás desse fenômeno de pessoas vendo repetidamente o mesmo número, acabamos com três razões – acaso, predisposição e aceleração. Ao não usarmos a lógica, vamos acabar com uma outra razão – sincronicidade. Possibilidade apenas significa que você viu o número. Predisposição significa que você está atraindo um número em particular. Portanto, o vê com mais freqüência. Aceleração significa que, depois de ver um número várias vezes e começar a se perguntar sobre ele, em breve você vai começar a ver esse número com mais freqüência. Sincronicidade indica um poderoso fluxo de conexão entre pessoas, lugares, coisas, e/ou fenômenos aparentemente diferentes que de alguma forma se torna um número ou uma série de números. Agora que temos uma compreensão desses quatro fatores, podemos começar a ir mais fundo em ocorrências digitais estranhas. Possibilidade Os números estão ao nosso redor, em nossas receitas, em sua loja favorita, no carro, no seu telefone, mídias sociais e em uma tonelada de outras coisas. Há uma boa chance de você encontrar números iguais. Por alguma razão, você tem um número favorito. Você logo começará a ver como esse número aparece em outras coisas em sua vida. Seu jogador de futebol favorito veste o número 81, e 81 são os dois primeiros dígitos de seu cartão de estudante ou os dois últimos dígitos do seu número de telefone celular. Agora você está predisposto a reconhecer esse número sempre que vê-lo. Conforme você começa a ver qualquer número com mais freqüência, em breve começa a se perguntar se há algo de especial sobre este número. É aí que a aceleração é acionada. Nossas mentes estão sempre em busca de respostas para os mistérios, e seu subconsciente vai tentar decifrar esta informação O aparecimento repetido de 11:11 no seu celular ou relógio digital pode significar que você está no fluxo sagrado da sincronicidade. Muitas coisas boas estão acontecendo simultaneamente – como uma série de bons momentos na vida. Lembre-se, o nosso sistema digital de manutenção de tempo e contar o tempo em si, é linear. No entanto, números como 11:11, 04:44, 00:34 ou 01:23 permitem o reconhecimento de conexões ocultas entre aparentemente diferentes aspectos da vida que podem guiar-nos a uma maior sincronicidade ou mesmo hipersincronia – uma parte essencial da magia da vida. “Sincronicidade é uma realidade sempre presente para aqueles que têm olhos para ver.” – Carl Jung, psiquiatra, psicólogo, autor (1875 – 1961) (*) Copydesk/Fragment By EUGENIO SANTANA. Escritor, jornalista, ensaísta, místico Rosacruz, redator publicitário, revisor de textos, biógrafo e blogueiro. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas. Autor de nove livros publicados. (96) 98100-0986 (WhatsApp)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

PRÓLOGO: DE TUDO, UM POUCO... (*)

“Sou pedaços de músicas, fragmentos de textos, sou um pouco de um muito, sou apenas uma mistura de tudo.” Que você tenha, de tudo, um pouco... Sensibilidade para não ficar impassível perante a inesgotável beleza da vida. Coragem para colocar a inibição de lado e poder realizar o que tem vontade. Solidariedade e empatia para não ficar omisso diante do sofrimento dos homens e dos animais. Generosidade para não desviar o seu sábio olhar de quem te pede uma ajuda. Uma sugestão. Um conselho. Um toque motivacional. Uma dica de um filme ou de um livro ou peça teatral. Serenidade para quando chegar ao fim do dia, deitar e dormir o sono dos anjos e dos justos. Euforia para você distribuí-la, amplamente, colocando um sorriso no rosto de alguém. Simplicidade para você reconhecer aquilo que você não é. Personalidade para você ter a percepção de suas qualidades e gostar do que vê por dentro. Fé para te guiar, como uma bússola, e te sustentar e te manter de pé. Transparência para você continuar sendo autêntico, gostar de você mesmo e desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Felicidade para você reinventá-la dentro de você e doá-la a quem necessitar. Amizade para você jamais esquecer que, quem tem um amigo, tem um tesouro de valor inestimável. Esperança para fazer você crer na vida e se sentir um eterno menino. Sabedoria para compreender e discernir que só o Bem existe, o resto é utopia e ilusão. Desejos para nutrir o seu corpo e proporcionar prazer ao seu espírito. Sonhos para poder, diariamente, alimentar a sua alma. Amor para você ter alguém para amar e sentir-se amado. Para você desejar tocar uma flor-estrela e sorrir pra lua e perceber que a vida é bela, através do simples exercício de uma caminhada ao Crepúsculo, na orla do Rio Amazonas, em Macapá. Para você descobrir que existe um sol alado no seu coração. Para você se sentir feliz na Aurora de cada dia e saber que o Amor é a razão essencial da vida. Mas se você não tiver um amor, que nunca deixe morrer em você, a busca e a vontade de encontrá-lo. Tenha de tudo, um pouco... e Seja feliz, muito feliz meu amigo, professor, doutor JURACY FREITAS. Foi motivo de júbilo conhecer esse arquiteto da palavra, um escritor dos bons. Segue sua senda Juracy, viajor incansável de trilhas inimagináveis. Parabéns! Continue semeando Palavras de Luz, nesse mundo desventurado e desfigurado de humanidade e fraterno afeto aos seres, coisas e ao Eterno. Se algumas respostas podem ser encontradas, nem todas as indagações podem ser atendidas. Resta, portanto, aguardar, com renovada expectativa, o volume II da obra “DE TUDO, UM POUCO”, do beletrista Juracy Freitas! (*) EUGENIO SANTANA é mineiro de Paracatu. Escritor, jornalista, ensaísta, redator publicitário e relações públicas. Autor de nove livros publicados, um deles, “Ventos Fortes, Raízes Profundas”, pelo selo MADRAS Editora/SP. Membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM), ocupante da cadeira (2) dois. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e da ACI – Associação Catarinense de Imprensa e membro Acadêmico Benemérito “Ad Honorem”, do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal.

sábado, 23 de dezembro de 2017

FÊNIX MULHER...

FÊNIX, eu sei renascer no sorriso da criança que corre atrás de uma bolha de sabão; no verde que renasce do estio, nos botões que encerram promessas, na grama que cresce para ser podada; eu só não tenho Fênix, tuas asas auri-rubras, nem sou bem-vindo ao Templo do Sol, nem verei mais que o espaço de uma vida. Mas, Fênix, eu renasço como as estrelas renascem na noite, como o azul renasce nos nimbos, como os povos renascem das guerras, como a liberdade renasce da opressão, como a bem-aventurança renasce da desgraça, como o perdão renasce do ódio, como a vida renasce da morte e o amor renasce da mágoa. E seguirei renascendo a cada dia, a cada dia, Fênix, a cada dia... (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

PAR IDEAL (*)

Uma das características mais importantes que você deve procurar em alguém para se casar é a flexibilidade da pessoa na convivência e também a inteligência de saber apreciar diferentes pontos de vista. Não existe parceiro perfeito. O que existe são pessoas reais, com qualidades e defeitos aos quais você tem que aprender a se adaptar. Não importa se você gosta muito da pessoa ou se a acha bonita. O mais importante é pensar: ela serve para você? E você, serve para ela? Certas coisas no relacionamento são passageiras e não sustentam o amor. O que fica realmente são aquelas coisas que nosso parceiro nos proporciona, como paz, atenção, compreensão, apoio, cuidado e respeito. A pessoa adequada a você nunca, intencionalmente, o ferirá nem tentará torná-lo alguém que você não é. Outra palavra que qualifica uma pessoa para ser uma boa companhia para o resto da vida é “auxiliadora”. Não basta ser adequada para você, tem de lhe ser útil também. Isto é, contribuir para que você alcance seus objetivos e seja uma pessoa melhor. Foque em também se tornar uma pessoa adequada e adquirir um caráter de um auxiliador. Sem essas duas qualidades, nenhuma quantidade de sentimento afetivo será suficiente para manter a relação. Casamento feliz é possível sim, e muito bom, mas dá trabalho. Não é fruto do acaso. Não é automático. Não é consequência da sorte, nem de cupido, nem de achar a pessoa certa ou só crer em Deus.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista e ensaísta. Autor de nove livros publicados. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira dois.

terça-feira, 25 de abril de 2017

CARREGO BREVE A MINHA CRUZ (*)

Um dia é feito de tantos fragmentos, pedaços sujos de estrelas, papéis mofados e carcomidos; crepúsculos e auroras, caminhos que levam a nada. Um dia é feito de portas que se abrem para o limo das palavras: uma lua de papel habita essa terra desabitada. Nas encruzilhadas cavalos dormem um sono cheio de signos e suas crinas trançadas com o lusco-fusco das estradas. As amáveis pessoas que conheci à margem da vida e que me escaparam das mãos de maneira ou de outra como um pássaro escapa, como um sopro escapa de dentro dos ossos voltem, me enlacem e me envolvam e me ajudem a suportar o peso quieto das palavras e o rumor invisível das águias. Por que se perderam de mim essas doces pessoas? Tragam de volta seus rostos como frutas de seda numa bandeja, como borboletas noturnas, lilases. Assim, farejo minhas raízes de frente para o passado nos meus olhos. Antepassados navegam em veleiros espantados. Suas histórias se enredam como flores no concreto, ritos e amores o chão lavado para os momentos sagrados. Um arco de violino toca sete notas nas asas do vento. Fecho os olhos submerso em seus cânticos lamentáveis. O encanto se desmancha. Estou só com o meu destino. Carrego breve a minha cruz. E um retrato entrecortado roído nas bordas pelos ratos que dormem nos porões da memória. Pelos ratos que acordam quando o navio do tempo faz água. Um corte, um hiato, o tempo se contrai e se dilata: quem era eu nesse retrato, quem eram todos aqueles que a vida engoliu? (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, redator publicitário, copidesque, revisor de textos e relações públicas. Sócio da Academia de Letras de Uruguaiana-RS, colaborador da ADESG-DF – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Comendador (honorário) da Ordem Ka-huna do Poder Mental, membro ativo e grau superior da AMORC – Ordem Rosacruz. Autor de nove livros publicados e detentor de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor CONTRATADO pela MADRAS Editora, de São Paulo.

sábado, 22 de abril de 2017

A TRAVESSIA PELO RIO DO TEMPO (*)

Existe um questionamento que, quando feito a um escritor, dói mais que picada de serpente. A mim, particularmente, jamais fizeram. Mas fizeram a amigos meus. “Ele é do jeito mesmo que escreve?” é uma indagação brotada do amor: acharam belas as coisas que escrevi e agora estão curiosos para saber se me pareço com o que escrevo. Como afirmei, nunca me fizeram a pergunta, diretamente. Mas eu respondo. “Não, eu não sou igual ao que escrevo.” O que escrevo é melhor que eu. Invento ser outro: O eu - lírico. O texto é mais bonito que o escritor. Fernando Pessoa se espantava com isso. Ele tinha nítida consciência de que ele era muito pequeno comparado com a sua obra. Depois de escrever, leio... Por que escrevi isto? Onde fui buscar isto? De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu... Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve pra valer o que nós aqui traçamos? O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou oásis. Não. Não escrevo o que sou. Escrevo o que não sou. Sou pedra. Escrevo pássaro. Sou tristeza. Escrevo alegria. É que nós somos corpos dilacerados – o corpo é o lugar onde moram as coisas amadas que nos foram tomadas, presença de ausências, daí a saudade, que é quando o corpo não está onde está... O escritor escreve para invocar essa coisa ausente. Todo texto é um ato de alquimia do verbo cujo objetivo é tornar presente e real aquilo que está ausente e não tem realidade. O que escrevo é uma ponte de palavras aladas que tento construir para atravessar o rio do tempo. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, influenciador digital, blogueiro e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; foi Superintendente de Comunicação no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A BELEZA TORNA ALEGRE A MINHA SOLIDÃO (*)

Parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis. Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, esta é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. E reflita. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim. Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões de saúde, incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em sintonia com a Natureza. Elas não veem as árvores, nem as flores, nem as nuvens, nem sentem a asa do vento acariciar o rosto. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo diálogo prolixo e vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um subterfúgio para evitar o contato com nós mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que “o inferno são os outros”. Eis o que Nietzsche escreveu sobre a solidão: “Ó solidão! Solidão, meu lar!... tua voz – ela me fala com ternura e felicidade! Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estas, ali as coisas são abertas e luminosas. E ate mesmo as horas caminham com pés saltitantes. Ali as palavras e os tempos, poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim falar”. Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: “As obras de arte são de uma solidão infinita”. E na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta. O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kierkegaard, um solitário que me faz companhia ate hoje, observou que o inicio da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria pele. Foi quando eu, menino do interior de uma cidadezinha de Minas Gerais, me mudei para o Rio de Janeiro que conheci as dificuldades. Comparei-me com eles: cariocas, perspicazes, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca convidei nenhum deles a ir onde eu morava: no apartamento do meu tio, na Rua Senador Vergueiro, no bairro do Flamengo. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. Nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão... Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, redator publicitário, copidesque, revisor de textos e relações públicas. Sócio da Academia de Letras de Uruguaiana-RS, colaborador da ADESG-DF – Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Comendador (honorário) da Ordem Ka-huna do Poder Mental, membro ativo e grau superior da AMORC – Ordem Rosacruz. Autor de nove livros publicados e detentor de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor CONTRATADO pela MADRAS Editora, de São Paulo.

sexta-feira, 31 de março de 2017

SE COMEÇAR NO VIRTUAL, NÃO PROLONGUE O ENCONTRO REAL (*)

Não tente se encaixar. Apenas seja você mesmo. Muitas pessoas ficam pensando e tentando ser 'quem' acreditam que o outro quer encontrar. Isso é idiotice, perda de tempo e tem grandes chances de dar errado! Quando você tenta parecer quem não é, termina atraindo alguém que não vai lhe fazer feliz. Poupe sua energia e apenas seja você. Os homens não costumam mentir sobre o que querem. Freqüentemente, ouço mulheres contando sobre o fato de saírem com homens que afirmam não querer nada sério. O problema é que quando eles aparecem, mesmo que eventualmente, são muito carinhosos e atenciosos, fazendo com que elas acreditem que, no fundo, eles estão sim interessados. Não estão. A história é o que é: se eles disseram que querem apenas saídas sem compromisso, mesmo sendo carinhosos, não estão apaixonados e nem dispostos a investir num compromisso. Simples assim. Não abra todas as portas de uma vez. Mesmo estando muito interessado por alguém, vá com calma. Mostrar todos os sinais verdes, fazer vários convites, facilitar demais todas as chances, faz com que o outro perca a motivação da conquista. Sem contar que é uma dinâmica humana: quanto mais fácil é conseguir algo, menos valor parece que tem. Não seja difícil demais. Embora possa parecer, essa dica não contradiz a anterior. Se não é legal facilitar tudo e fazer de tudo para que o outro queira ficar, também é uma grande monotonia estar com alguém que dificulta qualquer possibilidade. Nem oito, nem oitenta. O melhor mesmo é ouvir sua intuição e viver um dia de cada vez. Não se trata de fazer joguinho. Se existe algo que considero realmente exaustivo é se relacionar com alguém que joga o tempo todo. Quer, mas diz que não quer. Faz, mas diz que não faz. Seja autêntico e assuma o que quer e o que sente e assuma as conseqüências e os riscos. Segurança e espontaneidade são poderosos afrodisíacos. Mantenha-se atento aos fatos. Quando se está muito carente ou ansioso para encontrar alguém bacana, é mais fácil se deixar enganar e terminar acreditando no que 'se quer' e não no 'que é'! Ouça o que o outro diz. Observe o que ele faz. Seja claro quanto ao que você quer e mantenha-se atento ao modo como ele reage e o que diz sobre isso. Se começar no virtual, não prorrogue demais o encontro real. Conhecer alguém pela internet é ótimo, mas passar anos nesta relação virtual sem nunca se encontrarem, é uma perigosa armadilha. É viver num mundo que não existe de verdade. Trate de marcar este encontro real assim que possível, até para constatar se vão se gostar também frente a frente, incluindo cheiros, gostos, manias, entre outros detalhes que a gente só percebe na convivência. (*) Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA, FRC. Nove livros publicados. Ocupa a cadeira número dois da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM); é autor contratado pela Madras Editora, SP, email: autoreugeniosantana9@gmail e Zap (61) 99581-4765

terça-feira, 14 de março de 2017

FRAGMENTOS DA MEMÓRIA (*)

Fazendas Quilombo, Cedro e Cachoeira, Chapada, Bonito, Bonsucesso, Mundo Novo, Água Fria, Forquilha, Lamarão, Vera Cruz, Santa Maria Lagoa Torta e “Aldeia de Cima” (onde nasci)... Cheiro forte de araticum, gabiroba, cagaita, jatobá, baru, cajuzinho, mangaba, marmelada, jambo, jenipapo e outras frutas silvestres do cerrado que perfumava e invadia meu chão de infância, os anos verdes, meu querido e inolvidável pai. Lembro-me o tempo de menino puro e inocente que agasalhavas nos seus braços longos, fortes e musculosos... A cantilena modorrenta do carro-de-boi, meu pai, subindo a serra verde-azulada; sulcando fundo a terra vermelha dos campos de sonhos da amada e inesquecível Minas Gerais, região noroeste. Imenso município de Paracatu “do Príncipe” ou “Atenas Mineira”. Gritavas a plenos pulmões: “Diamante, Gigante, ôôôaaahhh!... Dois bois estimados, laboriosos e ao mesmo tempo dóceis. Nós – os restantes – aprendizes de carreiros, filhos das rochas, rios e ventos carreávamos com entusiasmo e indisfarçável alegria. Lembro-me do teu ritual de organizar as cangas e colocar o azeite, um óleo ônix que tão bem sabias preparar; lubrificavas os eixos das rodas e o carro-de-boi rangia, cortando o Sertão preguiçosamente e cantava – cantiga de cigarras – na vastidão dos nossos campos Gerais, percorridos e pesquisados, também, pelo saudoso e memorável homem de letras, o nosso escritor mineiro Guimarães Rosa, acompanhado do seu fiel escudeiro o vaqueiro Manuelzão. O velho carro-de-boi avançava lentamente nas estradas de chão batido formando sulcos profundos – rastros do tempo – na terra molhada... Menino pequeno e franzino seguia-te “chamando guia, à frente”, com a vara de ferrão. Não gostava, pai, das investidas surpreendentes dos marimbondos traiçoeiros que atacavam, às vezes, quando estávamos desprevenidos, pois precisávamos estar atentos à caravana. Adorava quando cavalgavas aquele seu cavalo pampa amansado pelo seu primo Santos Perez, na garupa eu seguia contente: o menino mais feliz do mundo! Colhias com gestos de carinho o fruto maduro, doce e agradável da marmelada-do-campo, uma das minhas frutas prediletas. E aquela aventura periódica e imperdível, pai, de subir a íngreme serra. Após a perigosa escalada enfrentávamos com indômita bravura e coragem o “Rio Aldeia”, invariavelmente transbordando suas águas turvas. Fazíamos a travessia por meio de uma frágil pinguela ou nadando, agarrados à montaria. Após a extenuante vitória rumávamos para o “Quilombo”: a fazenda-origem de teus ancestrais, meu querido e amado velho “Nequinho!”. Ali estava, papai, teu filho-do-meio – Toninho: tímido, calado, introspectivo; mas, cúmplice, parceiro obediente; tão magrinho... Seguindo-te por léguas e léguas nas imensas distâncias das Minas Gerais. Nas Asas da saudade e da memória, recordo, pai, a barraca de lona improvisada onde acampamos por volta de 1963. Uma vida cigana tão autêntica, vivência agradável respirando Natureza por todos os lados. Uma árvore bonita e frondosa “fruta-de-óleo”, foi parte do nosso teto; privilégio para a contemplação do incrível brilho das Estrelas. Hernandes e eu (o mano-ébano, “irmão de coração”), ajudávamos no feitio da cerca de arame farpado, serviço contratado pelo vovô Zé Sant’Anna, dono da extensa e promissora fazenda “Forquilha”. Velhos tempos, pai, de banho de rio e muita pescaria. Parece que foi ontem... “Brejo Alegre”... que alegria, pai, compartilhar a tua companhia e da amada mãe Adília... Hernandes meu leal guardião; águas de cacimba, caçadas intermináveis aos tatus, seriemas, saracuras, pombas-do-bando, jaós... Incontáveis aves e pássaros povoaram minha infância, querido velho, graças a ti. “Ilha do pau pombo”... Inventamos esse nome, lembras-te? Lenha de murici tão apreciada por minha mãe. Fogueiras sob o luar do outono, para espantar possíveis animais peçonhentos. O mel de abelha jataí, encontráveis normalmente no pau-terra. Os inumeráveis ferimentos nos dedos em conseqüência do constante labor com os pregos-triângulo na cadência intermitente do martelo nas estacas de “vinhático”, tua madeira preferida para cercas de arame. E como entendia de madeira de lei, meu velho? Admirável o teu conhecimento. Invejável a tua experiência e capacidade. Gratidão é o Sol do Verbo ou simplesmente a Palavra alada? Não importa os erros gramaticais, o palavreado simplório, por conta de nossas origens rurais, cometidos ao sabor desta inominável emoção. Nestas circunstâncias o coração do “poetalado” de milenares vidas, sangra visceralmente. Literalmente. Por favor, Anjo Lecabel, forneça a senha para o carrossel mágico de lembranças... Uma infância lúdica e prazerosa. Sentia a natureza penetrar os olhos, a mente, alma, braços, pernas, coração. Gratidão, meu velho Nequinho, por teres me propiciado a melhor infância do planetazul. Após a maravilhosa temporada nas fazendas dos queridos parentes, integrantes da nossa Árvore da Vida, construístes, a duras penas, a casa que nos abrigou, na cidade, no alto do bairro Bela Vista, palco e cenário de tantas reminiscências... O mano Eustáquio e minhas irmãs Lúcia e Graça. Patrícia, a caçula, veio por último já em chão goiano, Anápolis. Raras fotografias no alpendre... Os biscoitos fritos preparados pela mãe Adília. A marmita que eu levava diariamente para o seu almoço na máquina de beneficiar arroz do Sr. Juquita Vargas. Os banhos na “praia do matinho”... As chegadas bizarras, esfuziantes, hilárias e fugazes dos amáveis Ciganos, que acampavam ao longo da “praia”. Nosso fetichismo e curiosidade. Fui menino “voyeur” das ciganinhas, é claro. Os jogos de futebol, meu time, meu chute certeiro com a “canhotinha de ouro”. As bolas de meia; bolas de gude, bolas de lobeira... Os amigos Beto, Samuel, Donizete, Plínio: infernizávamos meu Deus, a chácara do “seu Jerônimo”... Era uma correria danada. Divertíamos muito! A “comédia”, as “galinhas noturnas”, “horas dançantes” ao sabor da jovem guarda. Circos e parques. A novidade recém-inaugurada Rádio “Juriti” e o vozeirão inconfundível do primeiro locutor, o Eurico Santos. E pelas ondas sonoras vindas de São Paulo, o romântico programa “Barros de Alencar”. Velhos tempos dos anos 1960: amor, leveza, alegria, descontração pura e contagiante. A Primeira Comunhão na Igreja Matriz Catedral de Santo Antonio. Naquele tempo, vestíamos de “Anjo”, indumentária alada, muito interessante... Maria Lúcia ficou tão linda! Eustáquio arrasou, com o terninho com gravata borboleta e a vela na mão. Graça, ainda muito pequena, me acompanhava nas “caçadas” aos passarinhos: visgo, arapuca, alçapão, estilingue e espingarda de pressão. Minha infância povoada de pássaros e aves marcou-me a vida para sempre. O amplo quintal, o vasto pomar: abacaxis, pêssegos, goiabas, mangas, abacates, jabuticabas, laranjas, mamão, amoras. A horta de mãe Adília: eu gostava tanto de ajudá-la a adubar, regar, cercar... E ousava, também, plantar com a orientação dela, claro. Velhas lembranças mescladas com o teu amor perene, insubstituível. Mangabas sazonadas no início do Verão. “Morro do Ouro”: fico amarelo e morro de saudades. A “Gruta Cachoeira de Vênus”, na praia dos Macacos. Encima árvores frutíferas incluindo saborosos jambos. As indefectíveis lavadeiras pobres do “Córrego Rico”. Alzira – minha Flor Azul: o primeiro esboço de amor adolescente... Largo do Jenipapeiro. O hangar dos pequenos monomotores onde eu escondia quando estava sorumbático e brincava, solitário, quem sabe ensaiando a vontade frustrada de ser, um dia, piloto de avião. O Largo do Sant’Anna e o velho casebre onde morou “dona Beja”, a famigerada cortesã. Não sofro, renasço. Revivo o que foi melhor em minha vida: a cidade natal, o palco da minha infância, a memorável presença e companhia do meu pai. Fiquei órfão e mais pobre sem as suas presenças essências querido, valoroso e amado pai Fabião e da senhora minha querida e valiosa mãe Adília. Jesus – O Sol do Verbo – O Mestre do Amor e da Sabedoria – O Cristo Cósmico é o companheiro inseparável: minha âncora, minha bússola. O consolo, o alento infinito. O Caminho, a Verdade e a Vida. Deus – Autor de nossas vidas nos enviou o Messias, o Príncipe da Paz para que nos perdoemos e encontremos a harmonia, em meio à surpresa, ao mistério e ao caos, existentes neste “Vale de Lágrimas”. Um dia, é certo, juntar-me-ei a vocês, nessas paragens cósmicas que desconhecemos. “Ele” pediu-me, carinhosamente, para não tentar desvelar os “Mistérios insondáveis”. Genuflexo e humilde reporto-me à Suprema Sabedoria Celestial. Imperecível saudade nestas asas da Memória, papai e mamãe. Os Anjos de Luz sussurram o verbo da coragem, fé, esperança, entusiasmo e amor incondicional. Eis o meu simples tributo. Esta tentativa de réquiem... Só Deus sabe porquê escrevo; escravo de uma Saudade inesgotável e que nunca terá fim. Beijos alados de seus filhos “Toninho”, Eustáquio, Maria Lúcia, Maria das Graças e Patrícia. Nossos laços são infinitos, intermináveis. É só olhar para as faces de Ingrid, Nuria Liz, Arthur Emmanuel, Enzo Gabriel, Camila, Bruna, Giovanna, Leonardo, Lílian, Glauciane, Janine, Marlon Régis, Gabriela... O amor que dedicaram a nós está impregnado em nossas almas e corações. Até a próxima. Até breve. Até sempre! Maktub. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, influenciador digital e blogueiro. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira dois. Membro Acadêmico “Benemérito Ad Honorem” do Centro Cultural, Literário e Artístico de Portugal; Autor de nove livros publicados – Dedico à memória do meu pai Fabião Couto e de minha mãe Adília Santana.

segunda-feira, 13 de março de 2017

AS ASAS AZUIS DO PÁSSARO DO AMOR (*)

Pai, eu vi um pássaro voando e me lembrei de você. E o meu coração se encheu de saudade... Dos seus braços fortes me segurando no colo. Dos seus conselhos severos e de suas esperanças em meu futuro. Do quanto você teve paciência e tolerância comigo. Sabe, quando somos jovens, não sabemos o que um pai sente. Não valorizamos quem segura nossa barra e nos sustenta. Com o tempo, também nos tornamos pais, e aí compreendemos. A experiência transforma o olhar e faz ver além... Então, lembramos de que um dia fomos filhos. E a saudade vem de cheio, junto com o agradecimento. Pai, ontem eu não sabia; hoje eu sei, com todo meu Ser. Com a chegada do meu filho Enzo Gabriel, o vento do amor arejou meu coração. Assim como arejou seu coração, quando você me recebeu como seu filho. Fico pensando nas coisas que não são ditas entre pais e filhos. Coisas que o tempo leva na memória do vento... Coisas que não têm preço. Lembranças que viajam pela Asa do coração... Com o passar dos anos, sinto o que antes não sentia. Amando meu filho, penso no seu amor por mim. E se isso é assim, aqui no Planeta-escola, imagino um Amor Maior, em tudo. Um Grande Coração Universal, onde pais e filhos viajam nos sentimentos reais. Fico imaginando o Poder Maior que nos colocou aqui, como pais e filhos. E elevo meus pensamentos a Ele, Pai de todos nós, agradecendo o presente. Sim, agradeço o presente de hoje ser pai, e de um dia ter sido seu filho. Pai, o Pássaro do Amor passou voando pelas fibras do meu coração. E ele me disse: "O Grande Espírito lhe ordenou escrever algo para os pais e filhos". Não questionei, apenas escrevi o que senti, consciente da missão. Pois sei que há um Poder Maior capaz de interligar invisivelmente as consciências. Como sei, também, que algumas palavras podem chegar no momento certo para alguém. Talvez, a corações feridos, que reconsiderem sentimentos e reúnam novamente pais e filhos. Ou, simplesmente, por entre os planos da vida, pais e filhos se toquem no infinito. Por obra e graça de um Poder Maior, isso é possível. Como é possível refletir... Sim, refletir, para recomeçar. Talvez para melhorar pais e filhos, pela vastidão do Universo criado por Deus – Todo-Poderoso: Onisciente, Onipresente e Onipotente. Então, que esses escritos viajem nas Asas do Vento, cumprindo sua função e unindo corações. Que o Pássaro do amor leve essas palavras a quem de direito, como deve ser... (*) copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de nove livros publicados. Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) dedico à memória do meu pai Fabião Couto e à minha filha Ingrid e ao meu filho Arthur Emmanuel

CURRÍCULO DO CAÇADOR DA UTOPIA (*)

Diversas vezes eu chorei até pegar no sono no sofá da sala e acordei atordoado sem lembrar de nada. Já peguei metrô errado e continuei andando por caminhos ínvios e desconhecidos. Confundi sentimentos e machuquei a mimesmo. Eu já gargalhei até ficar com torcicolo. Já mergulhei até o pulmão quase fugir pela boca; hoje, aproveito ao máximo o oxigênio que acredito ter direito. Já fiquei infinitamente apaixonado inúmeras vezes. Já me senti sozinho no meio da multidão, com saudades daquele nome que escrevi no muro da universidade. Já fugi de casa quando morava sozinho e voltei, desolado, para chorar silente no banheiro. Eu voei sobre minha cidade natal, Paracatu, e lá de cima, Ícaro hodierno, não consegui encontrar meu lugar. Corri descalço na tempestade, roubei uma flor no jardim de uma ex-namorada e fiz as pazes deitado na grama molhada. Já apostei todas as fichas que amigos não partiriam e perdi mares de lágrimas. Fiz cócegas no Enzo Gabriel só para ele parar de chorar e discuti com o espelho que teimou que eu estava, inapelavelmente, envelhecendo. Já fiz promessas impagáveis e me queimei com a vela azul. Durante um banho de chuva sonhei um amor de verão que talvez dure para sempre. Já estourei bola de chiclete no cabelo da amada e brinquei de mocinho, astronauta, índio e aprendiz de feiticeiro. Passei trote por telefone e me escondi atrás da cortina esquecendo os pés para fora. Já levei choque elétrico no banheiro e caí da escada com a bunda no chão. Sai caminhando sem rumo e fiquei sem nada na cabeça pensando naquele amor vazio. Fiquei ouvindo estrelas no telhado da casa da avó e roubei frutas de uma árvore do tamanho dos meus sonhos. Fiquei tentando esquecer algumas pessoas que descobri serem as mais difíceis de esquecer. Já chorei ouvindo música do elevador lotado e me cortei fazendo a barba, em uma madrugada cósmica. Já vi o crepúsculo alaranjado e violeta e bebi no gargalo da garrafa de uísque até ficar com a boca contando as histórias inverossímeis que nunca vivi. Já vi a cara da senhora de negro de perto e agora vivo cada dia como se fosse o melhor. Quase morri de amor muitas vezes e quase revivi outras para agradecer o sorriso de alguém especial. Vi amigos partindo e encontrei mais alguns novos e agradeci o ir e vir sem razão da vida. Foram tantas coisas que fiz e fotografei num refúgio da mente reservado para os dias de minha vida, tantas emoções encostadas nas fibras do coração, que até faz parecer que a vida vale a pena. E agora um “formulário” quer ditar o meu futuro, me avaliando e questionando em letras garrafais que gritam: Qual a sua experiência? Experiência? Será que “caçador da Utopia” é uma boa experiência? Não, claro que não. Os recrutadores ainda não sabem voar com as Asas da Utopia... (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, influenciador digital, blogueiro e redator publicitário. Diretor de Redação da revista Cenário Goiano; foi Superintendente de Comunicação no Governo do Rio de Janeiro. Nove livros publicados