segunda-feira, 2 de novembro de 2026

PRÓLOGO: "DOSSIÊ SÍSIFO: ETERNOS RECOMEÇOS."

Aos setenta anos, a perspectiva que se tem da linha do horizonte não é a mesma da juventude. O olhar já não busca a velocidade da flecha, mas a firmeza do arco. Olho para trás e vejo sete décadas esculpidas entre os prazos das redações jornalísticas, o silêncio sagrado das páginas em branco e vinte e três livros que, antes de serem impressos, foram vividos. Este, o vigésimo quarto, carrega o peso definitivo da verdade despida. É o meu dossiê. Escolhi Sísifo como testemunha desta jornada não pelo cansaço de sua punição, mas pela grandiosidade de sua insistência. A mitologia nos ensina que ele foi condenado a rolar uma imensa pedra até o topo de uma montanha, apenas para vê-la cair novamente, repetindo o ciclo por toda a eternidade. Durante muito tempo, a humanidade enxergou nisso uma tragédia. Mas o mestre Albert Camus nos alertou para o fato de que precisamos imaginar Sísifo feliz. A felicidade dele não está na chegada, mas no processo. Está no instante em que a pedra cai e ele, com as mãos calejadas e o peito aberto, decide descer a montanha para recomeçar. Eu também desci a minha montanha. Após cinco anos de um casamento que desenhou minhas últimas grandes expectativas, o ciclo se encerrou. As linhas da vida, que por tanto tempo correram paralelas em Curitiba, bifurcaram-se. Diante do silêncio que se instalou, restou-me a escolha: estagnar no topo árido da saudade ou recolher minhas bagagens e iniciar a descida. Escolhi o recomeço. Voltei para as minhas raízes goianas, para o abraço acolhedor de Anápolis, trazendo comigo os ventos fortes que, em vez de me quebrarem, provaram a profundidade das minhas estruturas. Há três anos e meio habito o território da solitude. Para quem sempre viveu cercado por palavras, ruídos e expectativas alheias, descobrir o lado bom de morar sozinho é um batismo tardio, mas libertador. A solitude não é a ausência de pessoas; é a presença absoluta de si mesmo. É o espaço onde o jornalista se aposenta do factual para que o homem possa, finalmente, documentar a própria essência. Neste retiro urbano, aprendi a reconhecer minhas falhas sem o chicote da culpa, e a abraçar minhas virtudes sem a vaidade do aplauso. Com bom senso e cautela, mantenho os olhos abertos para o mundo. A fé e a esperança não são ilusões da juventude; são as ferramentas de sobrevivência da maturidade. Se o destino ainda me reserva o encontro com a “Parceira da Vida Inteira”, que ela venha para somar ao silêncio bonito que conquistei. Se não, que a minha própria companhia continue sendo o meu porto mais seguro. As páginas a seguir não são um lamento sobre as pedras que rolaram colina abaixo. São o manifesto de um homem que descobriu que a beleza da existência não está em manter a pedra no topo, mas na coragem inabalável de recomeçar a subir. Aos que buscam o sentido de suas próprias quedas, dou-lhes as boas-vindas ao meu dossiê. Chapadão do Céu, GO. Outono de 2026. Eugenio Santana

MISTÉRIOS

Minha fé é no desconhecido, em tudo que não podemos compreender por meio da razão. Creio que o que está acima do nosso entendimento é apenas um fato em outras dimensões e que no reino do desconhecido há uma infinita reserva de poder. Razão pela qual, eu respeito os Mistérios. (Escritor/jornalista/ensaísta Eugenio Santana)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

GRATIDÃO É SABEDORIA

Que você ouse ser você mesmo, mas sem prepotência! Que você veja seus filhos como presentes do Ser Supremo. Que você ainda se encante com as coisas mais simples da vida. Que você perdoe, mesmo que ninguém o compreenda. Que você veja cada dia como uma dádiva de luz e recomeço... Que você não se esqueça de seus pais e honre-os com sua atenção. Que você não se apegue ao passado; há tanta coisa para aprender... Que você não se esqueça de quem lhe estendeu a mão; gratidão é sabedoria. Que você conserve seus amigos verdadeiros; eles são jóias de sua vida. Que você segure seus filhos no colo, como Deus segura as estrelas. Que você veja sua parceira como um presente da vida. Que você não cultive ódio em seu coração, pois isso empobrecerá sua alma. Que você abra seu coração para o Amor, como a flor se abre para o sol. Que você beije alguém amado como os raios solares beijam as flores. Que você faça Amor com Luz nos olhos e gratidão pelo presente. Que você não prenda quem quer ir embora... Amor não é gaiola! Que você sinta o cheiro do café e se sinta cada vez mais vivo. Que você tome um chá de olhos fechados e pense em algo bom. Que você tenha a idade que seu espírito lhe disser, sem medo de rugas. Que você perceba o perigo de ser tomado pela irritação exagerada. Que você não perca tempo com fofocas e nem se exaspere com tolices. Que você ande com um sol na cara e um grande Amor no coração. Que você seja feliz, mesmo que ninguém compartilhe. (copydesk/frament by Writer and journalist Eugenio Santana, FRC)

FILAMENTOS DE UM PÔR-DO-SOL ANDRÓGINO (*)

Admirava-o. Não perdi a admiração. Acredito que ela tenha aumentado. O bizarro, é que nunca cheguei a pensar como tudo havia acontecido. Eu era, testemunha ocular de um gesto que o personalizou, ainda que não tenha tido a intenção, seu trabalho bastaria, como bastou. Entre os estandartes da demência e da genialidade, fez-se eterno. O vermelho deslizava-lhe pelo pescoço, avolumando pequenas poças, coágulos, gosmas, querubins malditos, formas mortas, abortos, abutres, assentados nos pêlos da sua barba. Seu olhar fixo, sem nenhum tremor, como se nada acontecesse, e não fora ele o autor, intérprete, diretor, cenário e palco do monólogo vermelho. A colcha que cobria a cama ganhava nova coloração e forma, pintura primitiva, esvaindo-se das minas da carne, viscosa e quente, contrastando à indiferença do seu olhar, parede e alcova, da emoção. O corpo demonstrando declínio ante a dor não exposta e fraqueza natural, quedou-se devagarzinho, de encontro à cama. O instrumento cúmplice, banhado de vermelho, parecia um bumerangue aborígene, pássaro apocalíptico da trilogia da negligência. Nós éramos mórbidos epigramas do triângulo em gestação. Cortado pelo gélido pincel, foi-lhe a carne dividida, lembrando o pão da santa ceia, às avessas. Ela estava arrancada dele, definitivamente separados. Não fiz nada. Senti que não deveria interferir. No entanto, não poderia abandonar aquele momento trágico e sedutor, sem pegar um souvenir. Quanto tempo sonhei com aquela tarde no Louvre. Lá estava eu, entre dezenas de grandes mestres, todos fascinantes com seus estilos, e rupturas que marcaram época, contudo, queria encontrá-lo, devorá-lo ao vivo, longe das reproduções e slides, que durante anos foram companheiros nas salas de aula. Somente ele, nenhum outro, de tal forma, conseguia desequilibrar-me, colocando-me à deriva emocional. Diante da sua arte, caminhava entre as plantações de trigo, girassóis e moinhos. Nessa viagem, frenesi de quem parte sem ausentar-se, somente retornava a mim mesmo, quando os alunos em coro, chamavam-me. Andando pelos corredores do Louvre, escarnavam-me o olhar babando as gosmas saborosas das retinas, Delaroche, Velasquez, Picasso, Gaugain, Renoir, Monet, que me provocou compreensível – breve – parada. Ele, de certa forma, bordava as lantejoulas do meu frenesi. Continuei a busca, com a certeza da sua proximidade. Subitamente, como se algo, chamasse-me a atenção, tocando-me às costas, virei-me, e o paraíso descerrou as cortinas – a luz amarela – estrela vésper da sua pintura, mergulhava na umidez vermelha dos meus olhos. Ignorando as pessoas em volta, perdendo com mais intensidade a noção do tempo, ao êxtase tântrico pictórico, minha alma alada, já não era alma. Era um arco-íris pousando no útero da tela, onde fiquei, até que uma voz – sempre elas – trouxe-me de volta para o outro lado – a terceira margem do rio do tempo – ao insistir que estava na hora de fechar o museu. Saindo do Louvre, meus olhos garimpavam o transe. Na indiscreta verticalidade do abismo, encontrei o metal cortante. Minhas náufragas, suadas digitais, revelaram a dissimulada atração. Ao guardá-lo, no bolso esquerdo da jaqueta, forte era a sensação de Ícaro, cujas asas a monotonia, não mais haveria de derreter. No balanço do meu andar, o metal batia e voltava sobre meu coração, como chibatadas, açoitando a dolorida ansiedade. A uma quadra do hotel, resolvi parar num café, escolhendo uma mesa na calçada. Após a primeira taça de vinho tinto seco, vejo-me novamente em seu quarto. Ele com o instrumento em riste, no topo da orelha, não ousava dizer absolutamente nada. Quedou silente. Os músculos de sua face e seus olhos eram os mesmos bailarinos paralíticos, completando a alegoria do hiato, antecedendo ao gesto. Sua mão, única expressão de vida, desceu num frêmito impulso guilhotinador. Um desejo irremovível de amputar. Em queda, as gotas de sangue eram filamentos de um pôr-do-sol andrógino. Sentado no café, o garçom perguntava-me se queria outra garrafa. Pedi a conta, ao mesmo tempo em que apalpava os bolsos da jaqueta. Chegando ao hotel, peguei a chave, tomei o elevador. Dentro do apartamento, ouvi o farfalhar das asas de dois pássaros vermelhos, fui ao lavabo, postei-me frente ao espelho, retirando, primeiro do bolso esquerdo da jaqueta, o dócil e inofensivo cortante metal. Depois foi a vez do souvenir. Ao empunhar o metal sobre minha orelha, no canto esquerdo superior do espelho, Van Gogh, observava-me passivamente. No mármore do banheiro, a orelha de Van Gogh, já não estava sozinha. (*) EUGENIO SANTANA é Jornalista, Escritor, Ensaísta, Biógrafo, Filósofo e Redator publicitário. Pertence à UBE - União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG, AMORC e do Greenpeace. Autor de vinte e três livros publicados. Gestor e fundador da Hórus/9 Editora e Diretor de Redação da Revista Cenário Goiano. (62) 98236-7742 WhatsApp

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

NÃO TEORIZE SOBRE O AMOR, AME

Exercite a arte de fazer bonito o seu amor ou fazer o seu amor ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão complexa missão de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender... Por meio de minha longa caminhada, tenho deparado com muitas fórmulas e formas de amor: Amores bravios, heróicos, platônicos, românticos, racionais, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, leveza, dádiva e doação. Amores conduzidos com arte e ternura pelas mãos de luz entrelaçadas com os olhos cravados na mesma direção... Esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, robotizam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem perceber que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Amar bonito é saber a hora de ter razão. Coloque a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de ser alegre, entusiasmado, otimista, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança latente, nenhum amor é bonito. Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Jogue pro alto todas as jogadas, estratégias, golpes, perspicácias, atitudes sabiamente eficazes: seja apenas você no apogeu de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto, intrínseco; inescapável. Não se preocupe mais com ele e suas multiformes definições. Cuide agora da forma de amar. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. (copydesk/fragment by Writer and Journalist Eugenio Santana)

domingo, 20 de setembro de 2026

METÁFORA DOS PORCOS-ESPINHOS

A história se passa em um dia gélido de inverno. Para não morrerem congelados, um grupo de porcos-espinhos decide se aproximar para compartilhar o calor mútuo. No entanto, ao ficarem muito juntos, os espinhos de cada um começam a ferir os companheiros mais próximos. Por causa da dor, eles se afastam, mas o frio intenso logo os obriga a se unirem novamente. Esse ciclo de aproximação e afastamento se repete até que eles finalmente encontram a distância ideal: um espaço onde conseguem se aquecer mutuamente sem se machucarem. Os espinhos representam os defeitos, as divergências e as características repulsivas que descobrimos nos outros quando criamos laços muito íntimos. A solução: A "distância adequada" representa a civilidade, as boas maneiras e o respeito mútuo, permitindo a convivência pacífica sem grandes feridas emocionais. O conceito tornou-se tão influente que foi posteriormente adotado por Sigmund Freud na psicanálise para ilustrar a ambivalência das relações humanas e o medo da vulnerabilidade. (Escritor/jornalista/filósofo EUGENIO SANTANA, FRC)

sábado, 19 de setembro de 2026

UMA ROSA BRANCA SOBRE O TÚMULO...

Um homem relativamente jovem – um moço-velho – com uns poucos cabelos grisalhos e uma sombra no olhar caminha ao sol do meio-dia entre as lápides do cemitério, sob um céu preso no azul do mar. Leva nos braços um menino que mal pode entender suas palavras, mas que sorri quando encontra seus olhos. O homem permanece ali por um momento, em silêncio, as pálpebras apertadas para conter as lágrimas. A voz de seu filho o traz de volta ao presente e quando ele abre os olhos vê que o menino está apontando para uma estatueta que desponta entre as pétalas de flores secas, à sombra de um vaso de cristal. Sua mão procura entre as flores e pega uma figurinha de gesso, tão pequena que cabe na mão fechada. Um Anjo. As palavras que pensava esquecidas se reabrem em sua memória como uma velha ferida. O menino tenta pegar o Anjo que repousa na mão do pai e, ao tocá-lo, seus dedos o empurram sem querer. A estatueta cai sobre o mármore e se quebra. E então ele vê. É um papelzinho dobrado escondido no interior do gesso. O papel é fino, quase diáfano. Ele abre com a ponta dos dedos e, na mesma hora, reconhece a “caligrafia”. A brisa do mar se levanta entre as lápides e o alento de uma maldição dos antepassados acaricia seu rosto desfigurado. Guarda o papel no bolso. Em seguida, deixa uma rosa branca em cima do túmulo e retorna sobre seus passos com o menino nos braços, até a galeria de ciprestes onde a mãe de seu filho espera por ele. Os três fundem num abraço e quando ela o encara no fundo dos olhos, descobre neles alguma coisa que não estava lá antes. Algo turvo e escuro que lhe dá medo. - você está bem, João Guilherme? Ele olha para ela longamente e sorri. - Eu te amo – diz, e a beija, sabendo que a história, sua história, ainda não terminou. Acabou de começar. (Writer and Journalist by EUGENIO SANTANA, FRC)

BIBLIOTECA DE LIVROS ABANDONADOS...

Soube que um dia voltaria a estas ruas para contar a história do homem que perdeu a alma e o nome entre as sombras de uma Florianópolis submersa no sono medroso de um tempo de cinzas e silêncio. São páginas escritas com fogo e gelo, palavras gravadas na asa da memória daquele que retornou de entre os mortos, por meio de um psicopompo, com uma promessa cravada no coração e pagando o elevado preço de uma maldição dos antepassados. A cortina se abre, o público silencia e, antes de a sombra que espreita seu destino descer sobre o palco, um elenco de espíritos brancos entra em cena com o texto de uma tragicomédia nos lábios afiados e aquela bendita pureza de quem, pensando que o terceiro ato é o último, começa a narrar um conto kafkiano sem saber que, ao virar a última página, a tinta de sua alma azul o arrastará, lenta e inapelavelmente, ao coração das trevas. A claridade caía numa cascata de vapor pelos meandros do grande labirinto de corredores, túneis, escadas, arcos e abóbadas que pareciam brotar do solo como o tronco de uma árvore infinita feita de livros, que se abria para o céu numa geometria impossível. Parei no início de uma passarela que penetrava como uma ponte na base da estrutura e, perplexo, contemplei o espetáculo. Cheguei junto dela silenciosamente e pousei a mão em seu ombro. - Bem-vinda à Biblioteca dos Livros Abandonados, Nuria. Uma Alexandria às avessas. De acordo com minha experiência pessoal, quando alguém descobria aquele lugar, sua reação era de encantamento, magia e assombro. A beleza e o mistério do recinto reduziam o visitante ao silêncio, à reflexão e ao sonho. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, filósofo. Autor do best-seller, "Ventos Fortes, Raízes Profundas", Madras editora, SP, entre outros.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NÃO SE CULPE PELOS QUE SE FORAM...

Ninguém lhe deixou, o Universo apenas removeu do seu caminho aqueles que não podiam lhe fazer feliz. É preciso cuidado com quem você quer para a sua vida. O ego, a ilusão e a carência costumam nublar a visão de quem realmente é bom para você. Por isso, um conselho importante sobre o afeto é: não force. Não faça questão de querer na sua vida aqueles que de livre vontade não optam em permanecer. Presença saudável é daquele que faz questão de estar ali. Quando alguém sai da sua vida, mesmo você dando o seu melhor, relaxe. Apesar de toda a dor que você possa sentir no momento, confie, a vida nunca tira do seu lado aqueles que realmente fazem parte da sua história. Algumas pessoas simplesmente precisam ir. Porque sua jornada não compactua com a sua caminhada. São pessoas que chegam em nossas vidas por uma estação. Permanecem durante um período. Muitas vezes nos ensinam algo ou são um exercício para o nosso emocional e para a nossa evolução. Mas não vieram para ficar. (Writer and Journalist by EUGENIO SANTANA)

O ESCRITOR. UMA ALMA QUE HABITA NAS PALAVRAS (*)

Todo grande escritor passa a vida inteira rondando os mesmos temas profundos — a morte, a efemeridade do tempo, o amor, a solidão ou a busca por identidade. Mudar os personagens ou o cenário é apenas uma forma de vestir a mesma obsessão com roupas diferentes. A relação entre a essência e os fragmentos de um escritor habita justamente no paradoxo de que um autor só se faz inteiro quando se divide em pedaços. — o escritor que se torna "escravo enquanto escreve" —, essa dinâmica revela como a identidade de quem cria literatura é moldada. O escritor funciona como uma esponja que absorve as dores, os silêncios e as contradições humanas para tentar decifrá-las em palavras. A escrita é feita de estilhaços da memória real misturados com a imaginação. O escritor reconstrói vidraças inteiras a partir de um único caco de lembrança da infância ou de uma conversa ouvida no metrô. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, filósofo Rosacruz. Autor de 23 livros publicados, incluindo o seu best-seller, "Ventos Fortes, Raízes Profundas", Madras editora, entre outros.

sábado, 12 de setembro de 2026

A IMPERMANÊNCIA E O ÚLTIMO CICLO...

Muitas vezes associado à colheita, à sabedoria e à conclusão da jornada — carrega um peso emocional, mas também uma oportunidade única de transcendência.A impermanência, que antes parecia um conceito abstrato, torna-se muito mais tangível nesta fase. A Beleza e os Desafios do Terceiro Ciclo. O Olhar da Sabedoria: Este ciclo não se resume ao declínio, mas sim ao ápice da sua história. É o momento em que a pressa diminui e a profundidade de compreensão sobre o mundo aumenta. A Prática do Desapego Real: É a fase de desatar nós, perdoar o passado e focar estritamente no que possui valor real: o afeto, a paz de espírito e o momento presente. O Legado Emocional: Mais do que bens materiais, este ciclo é sobre o que você transmite através de sua presença, suas memórias e seus aprendizados para quem fica. Como Habitar este Ciclo com Leveza. Aceitação Ativa: Em vez de lutar contra o tempo, acolha o ritmo atual do seu corpo e da sua mente com gentileza. Celebração da Bagagem: Olhe para trás não com nostalgia dolorosa, mas com o orgulho de quem atravessou tempestades e construiu uma trajetória inteira. Foco no "Hoje": O amanhã perde a urgência. A beleza da vida passa a se manifestar nas pequenas coisas: o gosto de um café, o calor do sol, o silêncio reconfortante. Este ciclo final é, em essência, o fechamento de uma obra de arte que você passou a vida inteira pintando. (EUGENIO SANTANA é Escritor, jornalista e filósofo Rosacruz)

domingo, 30 de agosto de 2026

QUEM SOU EU? )*)

EUGENO SANTANA nasceu às 9 horas da manhã na fazenda "Aldeia de Cima", do seu avô materno José Ulhôa Santana, em 19 de abril de 1963, município de Paracatu, Minas Gerais. filho de Fabião da Silva Couto e Adília Santana Silva (em memória), ambos fazendeiros. Estudou o curso primário no "Grupo Escolar Temístocles Rocha", em Paracatu (MG) e o Ginasial no Colégio São Francisco de Assis, em Anápolis (GO) e o Ensino Médio, Técnico em Contabilidade, no CTS - Colégio de Taguatinga Sul, no Distrito Federal e cursou Ciências Econômicas, na UNEB e, posteriormente, fez Propaganda, Marketing e Jornalismo, não concluído, na ESPM, em Goiânia (GO). Em 2015 cursou Licenciatura em Letras Inglês/Português, na UNIP, Asa Norte, Brasília, que também não foi concluído. Concluiu, porém, em 2021, Filosofia, por meio da URCI - Universidade Rosae-Croix Internacional, em Curitiba, PR. Casou-se com a professora e supervisora do Banco do Brasil. Yvonne Andrade. Têm uma filha, Nuria Liz, modelo. Que afirma o autor, tratar-se de sua única obra-prima, que nasceu em Brasília e, atualmente, mora em São Paulo. Posteriormente, teve um relacionamento afetivo com a psicopedagoga, Tatiana Moraes e dessa relação têm um filho, Enzo Gabriel Moraes Santana. Hoje, com nove anos de idade, que vive com a mãe em Uberaba (MG) Ao mudar-se para Curitiba, em 2017, conheceu a estilista de moda Ana Lopes a quem considera a sua "pitonisa e senhora do seu afeto". Em termos de estudos "acadêmicos", foi rotulado, por uma banda podre da família que o considera "autodidata". Humanista que é, ele ignora essas pessoas ridículas e invejosas. Inadimplentes da Arte e Cultura. A partir de 2002 obteve o Registro de Jornalista Profissional, por meio da DRT-GO, sob o número 001319/JP. Alguns familiares afirmaram que ele seria a "reencarnação" de Nestório de Paula Ribeiro, seu bisavô materno, que foi destacado professor, poeta e poliglota, em Minas Gerais e Goiás. De família tradicional de Paracatu, é bisneto de FIRMINA SANTANA, a primeira mulher nutricionista brasileira a pronunciar um célebre e insólito discurso na sede da ONU, nos Estados Unidos, ao final da década de 1930. Primo do jornalista, roteirista, poeta e escritor Fernando Santana Rubinger e de Zé Rubinger, o mais conceituado artista plástico, de Paracatu. Por conta da atividade jornalística, morou nas cidades de Anápolis, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Uberaba, Manaus, Macapá, Jaraguá do Sul, Pires do Rio, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Franca e, por fim, Curitiba. Recebeu dezoito prêmios literários em âmbito nacional. Pertence a mais de vinte e duas instituições culturais do Brasil e Portugal. Membro efetivo e co-fundador da ULA - União Literária Anapolina; membro efetivo e co-fundador da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, onde ocupou a cadeira nº 2 e sócio correspondente da Academia Uruguaianense de Letras e da ACL - Academia Cachoeirense de Letras e sócio da UBE/GO/SC - União Brasileira de Escritores, colaborador da ADESG-DF e do Greenpeace/SP; possui o nível superior, grau Iluminati, na Ordem Rosacruz - AMORC. Recebeu o título nobiliárquico de Comendador honorário, da Ordem Ka-Huna do Poder Mental, Brasília (DF). Foi Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, Gestor editorial na sua empresa, Hórus9 Editora e Editor-chefe de Revistas e Jornais, destacando-se o jornal "Diário da Manhã" e a revista "Cenário Goiano", da qual foi Diretor de Redação, em Anápolis (GO) e a revista "Especial Mulher", de Uberaba (MG), Chefe de Reportagem, na Região Amazônica, de uma emissora de Rádio e TV, filiadas à Rede Bandeirantes (Macapá/AP). Publicou quinze livros, nos gêneros Poesia, Crônica, Conto, Ensaio, Romance e Biografia, onde se destaca "VENTOS FORTES, RAÍZES PROFUNDAS", autoajuda, Madras editora, de São Paulo, Capital, entre outros. Durante sete meses ficou em Abadiânia (GO), objetivando escrever a biografia: "João de Deus - O Paranormal de Abadiânia", a biografia foi concluída para o contentamento do "curandeiro" e segundo o mesmo foi traduzida e divulgada em alguns países da Europa. Além de escritor e jornalista, atuou na área de Recursos Humanos durante quinze anos, como Gestor em RH, em renomadas empresas, com sede em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Aposentado, em abril de 2021, está radicado a partir de 2017, em Curitiba, PR, e jamais renunciará ao seu imenso amor pela Arte e Cultura. Até o fim! Maktub!
(*) Por ANTONIO DE DEUS TELES FILHO , ensaísta literário, publicou o livro "A Redenção de Eva". É professor universitário da UEG. Formou-se em Letras Modernas, na Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão, em 1973. Especializou-se em Língua Portuguesa, na Universidade Federal de Goiás, em 1979. Ex delegado de Ensino em Anápolis.

PARACATU, MINAS GERAIS, TEM MUITO A AGRADECER...

PARACATU (MG) TEM MUITO A AGRADECER ao escritor Eugenio Santana, ao ex Ministro do STF Joaquim Barbosa, escritor e diplomata Afonso Arinos de Melo Franco, escritor Fernando Santana Rubinger, professor, poeta e poliglota Nestório Ribeiro e a primeira nutricionista brasileira a discursar na ONU Firmina Santana. Orgulho de Minas Gerais e do Brasil! (Prof. Dr. Oswaldo Costa - discurso ALNM - Empresário, Bioquímico e Escritor)

quarta-feira, 8 de abril de 2026

MAR DE VIDRO - 22º LIVRO PUBLICADO

ESCREVER não muda o mundo. Não acredito na LITERATURA como meio de salvar o mundo. Acredito, sim, que a obra literária eventualmente possa salvar ALGUÉM. ESCREVER, era isso a única coisa que povoava minha vida e que a encantava. Eu o fiz. A escritura nunca me abandonou. (Copydesk/fragment by Writer and Journalist EUGENIO SANTANA)

domingo, 15 de março de 2026

QUEM SOU EU, QUEM SOMOS NÓS? (*)

A maioria hipócritas, medíocres, pusilânimes, dissimulados; pequena parcela de resilientes, persistentes e determinados. O que significa para você vitória, conquista? E os que vivem (uma vida inteira?), buscando metas e objetivos? "coisificados" e "robotizados", esquecem da beleza contida no sorriso do seu filho, implorando um pouquinho de atenção no sentido do que significa pertencimento, o estar no mundo? Respostas evasivas, pouco convicentes. O importante é o "Fator Maya" - o espaço-tempo das ilusões, dos paradoxos. Conheci um menino assim, quase adolescente e cresceu sem a chance de um mínimo de realidade por meio dos seus pais. E os questionamentos de professores, com uma visão de mundo arcaica ou ... sem palavras. E o que existe, papai, após a terceira margem do Rio da Vida? (esqueçam Guimaráes Rosa), a nossa existência (breve e efêmera), não traduz para ninguém a finitude. Precisamos viver, pelo menos, 150 anos para descobrir os segredos da vida indecifrável que se corrói entre chegadas e partidas, perdas e ganhos. E conhecer Nova Iorque, Paris, Egito, Itambul, Veneza, Turquia, Chile, Uruguai, Arábia saudita, Japão e India? Você voltará melhor quando aterrissar no Galeão do meu/nosso Rio de Janeiro? E a morte, e o amor romântico, as catarses filosóficas no seu espaço-tempo; encontrando o self você acredita que já está vivenciando a quinta Dimensão? É Crístico transformar o seu cadáver em cinzas? E sobre judeus? Umberto Ecco os desvendou. E o Criador do Universo, Deus - Todo-Poderoso? Ele existe e sempre existiu, quando toquei a face fria de papai... E como existe! Aos que questionam? Bando de imbecís, que nunca insistiram no Religare e desdenham a Parusia. Pelo menos, me faça algo relevante: respeite os MISTÉRIOS! Maktub. Namastê! (EUGENIO SANTANA é filósofo Rosacruz, escritor, jornalista, ensaísta e gestor editorial. Autor de 22 livros publicados de autoajuda, autoconhecimento, biografia, romance, ensaio, crônicas, contos e poemas)

sábado, 7 de março de 2026

ABANDONO E ESQUECIMENTO...

Pensando além de qualquer noção de progresso ou de desenvolvimento, quanto mais estivermos dispostos a permanecer no caminho das sendas do aberto, mais fascinantes serão os voos à altitude do possível e mais intensos serão os sublimes acenos da ausência essencial. Ora, mas o que recebemos ao ingressarmos no que constantemente se vela e se ausenta? Possibilidades. Não sabemos quais, quando ou como, mas o mistério do ser pode, a partir do nosso carecer silencioso, presentear-nos.Que assim seja. Que o silêncio e a escuta tenham mais espaço do que os ruídos e os falatórios desmedidos. Que o fluxo da vida tenha abertura para seguir o seu rumo sem manejos. Que o curso do rio não seja interrompido. Que a flor possa irromper e fluir. Que os lirismos do poeta não cessem. Que a mente do homem não seja suprema. Porque “há” mais entre o céu e a terra do que a nossa simples finitude. (Copydesk/fragment by Writer and journalist EUGENIO SANTANA, FRC)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ULTIMO VOO

Há muito tempo meus escritos sangram... Olhos perplexos – pupilas dilatadas, alma imolada – coração partido. Sigo o roteiro dos visionários, utopistas e dos pássaros e a angústia é tanta que não caberia na taça de cicuta de Hórus e dos filósofos gregos, especialmente Aristóteles – abandonados pelo desencanto e a neuroforia de um mundo – que jamais lhes pertencera. Quem me amaram? Foram sete as mulheres?! Talvez não existam mais para os cenários de amor, regado a vinho tinto seco chileno, do ex-Adônis de Paracatu. Valeu a pena?! Reticências Infinitas... (EUGENIO SANTANA)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

VALIDAÇÃO DOS OUTROS...

TODOS OS DIAS, A GENTE TOMA DECISÕES. Algumas pequenas, quase automáticas. Outras, maiores - e que moldam o nosso caminho. Nem sempre dá para controlar tudo, mas sempre dá pra escolher com mais consciência. A vida muda mesmo quando a gente assume a responsabilidade por ela... E está pronto pra dar os passos necessários, um de cada vez. Ontem, eu percebi que muita gente por aqui tá tentando superar a necessidade de agradar todo mundo... Por isso, hoje trago uma pergunta importante: será que você realmente precisa da aprovação dessa pessoa? Ou só se acostumou a buscá-la? Porque tem uma diferença entre querer ser aceito e precisar desesperadamente da validação dos outros pra se sentir bem. Uma coisa te motiva, a outra te prende. Pense nisso com carinho. (Copydesk/Fragment by Writer and Journalist EUGENIO SANTANA, FRC)