sábado, 19 de setembro de 2026

UMA ROSA BRANCA SOBRE O TÚMULO...

Um homem relativamente jovem – um moço-velho – com uns poucos cabelos grisalhos e uma sombra no olhar caminha ao sol do meio-dia entre as lápides do cemitério, sob um céu preso no azul do mar. Leva nos braços um menino que mal pode entender suas palavras, mas que sorri quando encontra seus olhos. O homem permanece ali por um momento, em silêncio, as pálpebras apertadas para conter as lágrimas. A voz de seu filho o traz de volta ao presente e quando ele abre os olhos vê que o menino está apontando para uma estatueta que desponta entre as pétalas de flores secas, à sombra de um vaso de cristal. Sua mão procura entre as flores e pega uma figurinha de gesso, tão pequena que cabe na mão fechada. Um Anjo. As palavras que pensava esquecidas se reabrem em sua memória como uma velha ferida. O menino tenta pegar o Anjo que repousa na mão do pai e, ao tocá-lo, seus dedos o empurram sem querer. A estatueta cai sobre o mármore e se quebra. E então ele vê. É um papelzinho dobrado escondido no interior do gesso. O papel é fino, quase diáfano. Ele abre com a ponta dos dedos e, na mesma hora, reconhece a “caligrafia”. A brisa do mar se levanta entre as lápides e o alento de uma maldição dos antepassados acaricia seu rosto desfigurado. Guarda o papel no bolso. Em seguida, deixa uma rosa branca em cima do túmulo e retorna sobre seus passos com o menino nos braços, até a galeria de ciprestes onde a mãe de seu filho espera por ele. Os três fundem num abraço e quando ela o encara no fundo dos olhos, descobre neles alguma coisa que não estava lá antes. Algo turvo e escuro que lhe dá medo. - você está bem, João Guilherme? Ele olha para ela longamente e sorri. - Eu te amo – diz, e a beija, sabendo que a história, sua história, ainda não terminou. Acabou de começar. (Writer and Journalist by EUGENIO SANTANA, FRC)

BIBLIOTECA DE LIVROS ABANDONADOS...

Soube que um dia voltaria a estas ruas para contar a história do homem que perdeu a alma e o nome entre as sombras de uma Florianópolis submersa no sono medroso de um tempo de cinzas e silêncio. São páginas escritas com fogo e gelo, palavras gravadas na asa da memória daquele que retornou de entre os mortos, por meio de um psicopompo, com uma promessa cravada no coração e pagando o elevado preço de uma maldição dos antepassados. A cortina se abre, o público silencia e, antes de a sombra que espreita seu destino descer sobre o palco, um elenco de espíritos brancos entra em cena com o texto de uma tragicomédia nos lábios afiados e aquela bendita pureza de quem, pensando que o terceiro ato é o último, começa a narrar um conto kafkiano sem saber que, ao virar a última página, a tinta de sua alma azul o arrastará, lenta e inapelavelmente, ao coração das trevas. A claridade caía numa cascata de vapor pelos meandros do grande labirinto de corredores, túneis, escadas, arcos e abóbadas que pareciam brotar do solo como o tronco de uma árvore infinita feita de livros, que se abria para o céu numa geometria impossível. Parei no início de uma passarela que penetrava como uma ponte na base da estrutura e, perplexo, contemplei o espetáculo. Cheguei junto dela silenciosamente e pousei a mão em seu ombro. - Bem-vinda à Biblioteca dos Livros Abandonados, Nuria. Uma Alexandria às avessas. De acordo com minha experiência pessoal, quando alguém descobria aquele lugar, sua reação era de encantamento, magia e assombro. A beleza e o mistério do recinto reduziam o visitante ao silêncio, à reflexão e ao sonho. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo, filósofo. Autor do best-seller, "Ventos Fortes, Raízes Profundas", Madras editora, SP, entre outros.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NÃO SE CULPE PELOS QUE SE FORAM...

Ninguém lhe deixou, o Universo apenas removeu do seu caminho aqueles que não podiam lhe fazer feliz. É preciso cuidado com quem você quer para a sua vida. O ego, a ilusão e a carência costumam nublar a visão de quem realmente é bom para você. Por isso, um conselho importante sobre o afeto é: não force. Não faça questão de querer na sua vida aqueles que de livre vontade não optam em permanecer. Presença saudável é daquele que faz questão de estar ali. Quando alguém sai da sua vida, mesmo você dando o seu melhor, relaxe. Apesar de toda a dor que você possa sentir no momento, confie, a vida nunca tira do seu lado aqueles que realmente fazem parte da sua história. Algumas pessoas simplesmente precisam ir. Porque sua jornada não compactua com a sua caminhada. São pessoas que chegam em nossas vidas por uma estação. Permanecem durante um período. Muitas vezes nos ensinam algo ou são um exercício para o nosso emocional e para a nossa evolução. Mas não vieram para ficar. (Writer and Journalist by EUGENIO SANTANA)

O ESCRITOR. UMA ALMA QUE HABITA NAS PALAVRAS (*)

Todo grande escritor passa a vida inteira rondando os mesmos temas profundos — a morte, a efemeridade do tempo, o amor, a solidão ou a busca por identidade. Mudar os personagens ou o cenário é apenas uma forma de vestir a mesma obsessão com roupas diferentes. A relação entre a essência e os fragmentos de um escritor habita justamente no paradoxo de que um autor só se faz inteiro quando se divide em pedaços. — o escritor que se torna "escravo enquanto escreve" —, essa dinâmica revela como a identidade de quem cria literatura é moldada. O escritor funciona como uma esponja que absorve as dores, os silêncios e as contradições humanas para tentar decifrá-las em palavras. A escrita é feita de estilhaços da memória real misturados com a imaginação. O escritor reconstrói vidraças inteiras a partir de um único caco de lembrança da infância ou de uma conversa ouvida no metrô. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, filósofo Rosacruz. Autor de 23 livros publicados, incluindo o seu best-seller, "Ventos Fortes, Raízes Profundas", Madras editora, entre outros.

sábado, 12 de setembro de 2026

A IMPERMANÊNCIA E O ÚLTIMO CICLO...

Muitas vezes associado à colheita, à sabedoria e à conclusão da jornada — carrega um peso emocional, mas também uma oportunidade única de transcendência.A impermanência, que antes parecia um conceito abstrato, torna-se muito mais tangível nesta fase. A Beleza e os Desafios do Terceiro Ciclo. O Olhar da Sabedoria: Este ciclo não se resume ao declínio, mas sim ao ápice da sua história. É o momento em que a pressa diminui e a profundidade de compreensão sobre o mundo aumenta. A Prática do Desapego Real: É a fase de desatar nós, perdoar o passado e focar estritamente no que possui valor real: o afeto, a paz de espírito e o momento presente. O Legado Emocional: Mais do que bens materiais, este ciclo é sobre o que você transmite através de sua presença, suas memórias e seus aprendizados para quem fica. Como Habitar este Ciclo com Leveza. Aceitação Ativa: Em vez de lutar contra o tempo, acolha o ritmo atual do seu corpo e da sua mente com gentileza. Celebração da Bagagem: Olhe para trás não com nostalgia dolorosa, mas com o orgulho de quem atravessou tempestades e construiu uma trajetória inteira. Foco no "Hoje": O amanhã perde a urgência. A beleza da vida passa a se manifestar nas pequenas coisas: o gosto de um café, o calor do sol, o silêncio reconfortante. Este ciclo final é, em essência, o fechamento de uma obra de arte que você passou a vida inteira pintando. (EUGENIO SANTANA é Escritor, jornalista e filósofo Rosacruz)

domingo, 30 de agosto de 2026

QUEM SOU EU? )*)

EUGENO SANTANA nasceu às 9 horas da manhã na fazenda "Aldeia de Cima", do seu avô materno José Ulhôa Santana, em 19 de abril de 1963, município de Paracatu, Minas Gerais. filho de Fabião da Silva Couto e Adília Santana Silva (em memória), ambos fazendeiros. Estudou o curso primário no "Grupo Escolar Temístocles Rocha", em Paracatu (MG) e o Ginasial no Colégio São Francisco de Assis, em Anápolis (GO) e o Ensino Médio, Técnico em Contabilidade, no CTS - Colégio de Taguatinga Sul, no Distrito Federal e cursou Ciências Econômicas, na UNEB e, posteriormente, fez Propaganda, Marketing e Jornalismo, não concluído, na ESPM, em Goiânia (GO). Em 2015 cursou Licenciatura em Letras Inglês/Português, na UNIP, Asa Norte, Brasília, que também não foi concluído. Concluiu, porém, em 2021, Filosofia, por meio da URCI - Universidade Rosae-Croix Internacional, em Curitiba, PR. Casou-se com a professora e supervisora do Banco do Brasil. Yvonne Andrade. Têm uma filha, Nuria Liz, modelo. Que afirma o autor, tratar-se de sua única obra-prima, que nasceu em Brasília e, atualmente, mora em São Paulo. Posteriormente, teve um relacionamento afetivo com a psicopedagoga, Tatiana Moraes e dessa relação têm um filho, Enzo Gabriel Moraes Santana. Hoje, com nove anos de idade, que vive com a mãe em Uberaba (MG) Ao mudar-se para Curitiba, em 2017, conheceu a estilista de moda Ana Lopes a quem considera a sua "pitonisa e senhora do seu afeto". Em termos de estudos "acadêmicos", foi rotulado, por uma banda podre da família que o considera "autodidata". Humanista que é, ele ignora essas pessoas ridículas e invejosas. Inadimplentes da Arte e Cultura. A partir de 2002 obteve o Registro de Jornalista Profissional, por meio da DRT-GO, sob o número 001319/JP. Alguns familiares afirmaram que ele seria a "reencarnação" de Nestório de Paula Ribeiro, seu bisavô materno, que foi destacado professor, poeta e poliglota, em Minas Gerais e Goiás. De família tradicional de Paracatu, é bisneto de FIRMINA SANTANA, a primeira mulher nutricionista brasileira a pronunciar um célebre e insólito discurso na sede da ONU, nos Estados Unidos, ao final da década de 1930. Primo do jornalista, roteirista, poeta e escritor Fernando Santana Rubinger e de Zé Rubinger, o mais conceituado artista plástico, de Paracatu. Por conta da atividade jornalística, morou nas cidades de Anápolis, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Uberaba, Manaus, Macapá, Jaraguá do Sul, Pires do Rio, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Franca e, por fim, Curitiba. Recebeu dezoito prêmios literários em âmbito nacional. Pertence a mais de vinte e duas instituições culturais do Brasil e Portugal. Membro efetivo e co-fundador da ULA - União Literária Anapolina; membro efetivo e co-fundador da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, onde ocupou a cadeira nº 2 e sócio correspondente da Academia Uruguaianense de Letras e da ACL - Academia Cachoeirense de Letras e sócio da UBE/GO/SC - União Brasileira de Escritores, colaborador da ADESG-DF e do Greenpeace/SP; possui o nível superior, grau Iluminati, na Ordem Rosacruz - AMORC. Recebeu o título nobiliárquico de Comendador honorário, da Ordem Ka-Huna do Poder Mental, Brasília (DF). Foi Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, Gestor editorial na sua empresa, Hórus9 Editora e Editor-chefe de Revistas e Jornais, destacando-se o jornal "Diário da Manhã" e a revista "Cenário Goiano", da qual foi Diretor de Redação, em Anápolis (GO) e a revista "Especial Mulher", de Uberaba (MG), Chefe de Reportagem, na Região Amazônica, de uma emissora de Rádio e TV, filiadas à Rede Bandeirantes (Macapá/AP). Publicou quinze livros, nos gêneros Poesia, Crônica, Conto, Ensaio, Romance e Biografia, onde se destaca "VENTOS FORTES, RAÍZES PROFUNDAS", autoajuda, Madras editora, de São Paulo, Capital, entre outros. Durante sete meses ficou em Abadiânia (GO), objetivando escrever a biografia: "João de Deus - O Paranormal de Abadiânia", a biografia foi concluída para o contentamento do "curandeiro" e segundo o mesmo foi traduzida e divulgada em alguns países da Europa. Além de escritor e jornalista, atuou na área de Recursos Humanos durante quinze anos, como Gestor em RH, em renomadas empresas, com sede em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Aposentado, em abril de 2021, está radicado a partir de 2017, em Curitiba, PR, e jamais renunciará ao seu imenso amor pela Arte e Cultura. Até o fim! Maktub!
(*) Por ANTONIO DE DEUS TELES FILHO , ensaísta literário, publicou o livro "A Redenção de Eva". É professor universitário da UEG. Formou-se em Letras Modernas, na Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão, em 1973. Especializou-se em Língua Portuguesa, na Universidade Federal de Goiás, em 1979. Ex delegado de Ensino em Anápolis.

PARACATU, MINAS GERAIS, TEM MUITO A AGRADECER...

PARACATU (MG) TEM MUITO A AGRADECER ao escritor Eugenio Santana, ao ex Ministro do STF Joaquim Barbosa, escritor e diplomata Afonso Arinos de Melo Franco, escritor Fernando Santana Rubinger, professor, poeta e poliglota Nestório Ribeiro e a primeira nutricionista brasileira a discursar na ONU Firmina Santana. Orgulho de Minas Gerais e do Brasil! (Prof. Dr. Oswaldo Costa - discurso ALNM - Empresário, Bioquímico e Escritor)

quarta-feira, 8 de abril de 2026

MAR DE VIDRO - 22º LIVRO PUBLICADO

ESCREVER não muda o mundo. Não acredito na LITERATURA como meio de salvar o mundo. Acredito, sim, que a obra literária eventualmente possa salvar ALGUÉM. ESCREVER, era isso a única coisa que povoava minha vida e que a encantava. Eu o fiz. A escritura nunca me abandonou. (Copydesk/fragment by Writer and Journalist EUGENIO SANTANA)

domingo, 15 de março de 2026

QUEM SOU EU, QUEM SOMOS NÓS? (*)

A maioria hipócritas, medíocres, pusilânimes, dissimulados; pequena parcela de resilientes, persistentes e determinados. O que significa para você vitória, conquista? E os que vivem (uma vida inteira?), buscando metas e objetivos? "coisificados" e "robotizados", esquecem da beleza contida no sorriso do seu filho, implorando um pouquinho de atenção no sentido do que significa pertencimento, o estar no mundo? Respostas evasivas, pouco convicentes. O importante é o "Fator Maya" - o espaço-tempo das ilusões, dos paradoxos. Conheci um menino assim, quase adolescente e cresceu sem a chance de um mínimo de realidade por meio dos seus pais. E os questionamentos de professores, com uma visão de mundo arcaica ou ... sem palavras. E o que existe, papai, após a terceira margem do Rio da Vida? (esqueçam Guimaráes Rosa), a nossa existência (breve e efêmera), não traduz para ninguém a finitude. Precisamos viver, pelo menos, 150 anos para descobrir os segredos da vida indecifrável que se corrói entre chegadas e partidas, perdas e ganhos. E conhecer Nova Iorque, Paris, Egito, Itambul, Veneza, Turquia, Chile, Uruguai, Arábia saudita, Japão e India? Você voltará melhor quando aterrissar no Galeão do meu/nosso Rio de Janeiro? E a morte, e o amor romântico, as catarses filosóficas no seu espaço-tempo; encontrando o self você acredita que já está vivenciando a quinta Dimensão? É Crístico transformar o seu cadáver em cinzas? E sobre judeus? Umberto Ecco os desvendou. E o Criador do Universo, Deus - Todo-Poderoso? Ele existe e sempre existiu, quando toquei a face fria de papai... E como existe! Aos que questionam? Bando de imbecís, que nunca insistiram no Religare e desdenham a Parusia. Pelo menos, me faça algo relevante: respeite os MISTÉRIOS! Maktub. Namastê! (EUGENIO SANTANA é filósofo Rosacruz, escritor, jornalista, ensaísta e gestor editorial. Autor de 22 livros publicados de autoajuda, autoconhecimento, biografia, romance, ensaio, crônicas, contos e poemas)

sábado, 7 de março de 2026

ABANDONO E ESQUECIMENTO...

Pensando além de qualquer noção de progresso ou de desenvolvimento, quanto mais estivermos dispostos a permanecer no caminho das sendas do aberto, mais fascinantes serão os voos à altitude do possível e mais intensos serão os sublimes acenos da ausência essencial. Ora, mas o que recebemos ao ingressarmos no que constantemente se vela e se ausenta? Possibilidades. Não sabemos quais, quando ou como, mas o mistério do ser pode, a partir do nosso carecer silencioso, presentear-nos.Que assim seja. Que o silêncio e a escuta tenham mais espaço do que os ruídos e os falatórios desmedidos. Que o fluxo da vida tenha abertura para seguir o seu rumo sem manejos. Que o curso do rio não seja interrompido. Que a flor possa irromper e fluir. Que os lirismos do poeta não cessem. Que a mente do homem não seja suprema. Porque “há” mais entre o céu e a terra do que a nossa simples finitude. (Copydesk/fragment by Writer and journalist EUGENIO SANTANA, FRC)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ULTIMO VOO

Há muito tempo meus escritos sangram... Olhos perplexos – pupilas dilatadas, alma imolada – coração partido. Sigo o roteiro dos visionários, utopistas e dos pássaros e a angústia é tanta que não caberia na taça de cicuta de Hórus e dos filósofos gregos, especialmente Aristóteles – abandonados pelo desencanto e a neuroforia de um mundo – que jamais lhes pertencera. Quem me amaram? Foram sete as mulheres?! Talvez não existam mais para os cenários de amor, regado a vinho tinto seco chileno, do ex-Adônis de Paracatu. Valeu a pena?! Reticências Infinitas... (EUGENIO SANTANA)

domingo, 22 de fevereiro de 2026

VALIDAÇÃO DOS OUTROS...

TODOS OS DIAS, A GENTE TOMA DECISÕES. Algumas pequenas, quase automáticas. Outras, maiores - e que moldam o nosso caminho. Nem sempre dá para controlar tudo, mas sempre dá pra escolher com mais consciência. A vida muda mesmo quando a gente assume a responsabilidade por ela... E está pronto pra dar os passos necessários, um de cada vez. Ontem, eu percebi que muita gente por aqui tá tentando superar a necessidade de agradar todo mundo... Por isso, hoje trago uma pergunta importante: será que você realmente precisa da aprovação dessa pessoa? Ou só se acostumou a buscá-la? Porque tem uma diferença entre querer ser aceito e precisar desesperadamente da validação dos outros pra se sentir bem. Uma coisa te motiva, a outra te prende. Pense nisso com carinho. (Copydesk/Fragment by Writer and Journalist EUGENIO SANTANA, FRC)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O MUNDO NÃO É REGIDO POR UMA FILOSOFIA OU CONJUNTO DE REGRAS (*)

Todos os dias construímos um santuário de preocupações e cuidadosamente veneramos cada um desses preciosos objetos. Existe sempre algo que está para acontecer ou uma questão relacionada à nossa saúde, sem contar alguma situação embaraçosa que tenha acontecido no dia anterior, ou mesmo há dez anos, mas que continua ocupando um lugar de honra no santuário. A preocupação não nos faz sentir mais confortáveis nem favorece melhores decisões. Ela fragmenta a mente, tira a concentração, distorce a perspectiva e destrói o bem-estar interior. A preocupação é um espécie de estresse autoaplicado. A preocupação é o caos mental, não é nada agradável - ou seja, é puro lixo, mas lixo que nós acumulamos e aturamos todos os dias de nossas vidas. Talvez as duas preocupações mais comuns sejam algo que vive nos incomodando ou alguém com quem discutimos até em pensamento. A primeira diz respeito ao futuro: um medo do que pode acontecer. A segunda dis respeito ao passado: angústia em relação ao comportamento de alguém ou em relação à maneira como algum acontecimento se desdobrou. É importante observar que as reações dos outros são o centro de nossa preocupação. Nossa mente não se prende a situações. Se fazemos algo realmente tolo enquanto caminhamos, podemos até rir disso, mas não vira uma idéia fixa - a menos, é claro, que o erro fique evidente quando retornamos. Nosso ego funciona de forma repetitiva, aumentando ad distância entre nós e os outros. A religião, que deveria promover conforto e amparo, pode levar à preocupação e, às vezes, ao terror. Padres, pastores e rabinos muitas vezes usam o medo para ensinar a doutrina e - por que não? - para aumentar as contribuições dos fiéis. Até o sistema educacional promove a ansiedade, ao fixar metas impossíveis e ameaçar com penalidades quem ousa se comportar de forma "imprópria". Do primeiro ao último ano da escola, os objetivos são conflitantes: responsabilidade, socialização, autoestima, consciência ambiental, criatividade, orgulho racial, consciência das drogas, administração do tempo etc. Os próprios professores variam amplamente na maneira como influenciam os alunos, até porque os livros e currículos escolares que lhes são entregues também contêm idéias complexas e contraditórias. O que se pode observar é que quando a mente está preocupada, ela se torna lenta e dispersa, ao passo que a mente tranquila é capaz de uma consciência ampla e firme, no mínimo, porque está distraída. Diante dessa perspectiva, pode-se dizer que a mente preocupada está desprotegida, dominada pela ansiedade, enquanto a mente tranquila pode avaliar a situação de modo mais rápido e preciso. Por isso mesmo tem mais chances de impedir um perigo iminente. De vez em quando, nos deparamos com situações potencialmente desagradáveis ou mesmo perigosas. O exemplo clássico é convidar um alcoólatra em recuperação a se juntar com pessoas que bebem muito. Naturalmente, às vezes somos obrigados a frequentar reuniões de colegas de trabalho, mas uma boa desculpa pode nos tirar de praticamente qualquer situação. Mesmo assim, muita gente não se permite utilizar essa opção porque tem uma definição radical de honestidade. Qual seria a resposta "honesta" a um convite desse tipo: "Não, não irei porque você e seus amigos se embebedam e se tornam tão chatos que eu poderia voltar a beber de novo. Caso vocês não saibam, sou um alcoólatra em recuperação." Será que esse tipo de sinceridade aumenta a consciência de alguém? A franqueza total pode ser considerada uma qualidade nos dias de hoje, mas, na verdade, quando as pessoas dizem "Preciso ser honesto com você", em geral prosseguem com um discurso de ataque, abandono ou traição. Os defensores da "honestidade" não deixam nada intocado. Muitos relacionamentos naufragam antes mesmo de começar porque os dois parceiros pensam que devem confessar todos os atos sexuais que tiveram ou pensaram ter na vida. Observe que essas confissões levam a um desentendimento maior. Elas iludem, não esclarecem. Vivemos em batalha constante com nosso cabelo, nossos dentes, pele, unhas, células de gordura, tamanho do nariz, altura, forma e idade. Quanto mais nos aprofundamos no corpo, mais reclamações surgem: seios horríveis, intestinos que se comportam mal, costas doloridas, joelhos traiçoeiros e juntas mal-ajambradas. Sem contar as lutas de vida e morte com nossos órgãos vitais, sistemas imunológicos e química do sangue. Eu poderia ir em frente, mas é uma história que começa a ficar assustadora. As pessoas têm medo e desconfiam de seu corpo, sentem-se traídas por ele e às vezes até o odeiam. Abrir mão desses pensamentos perturbadores é o único caminho para uma mente pacífica. Muitas pessoas só ficam em paz com seus corpos no momento em que estão morrendo - mas por que esperar até lá? Até os anos 1960 as pessoas não acreditavam tanto em leis metafísicas ou "princípios universais", mas sim no fluxo natural da vida. Se você fez o que é certo; se não questionou a autoridade, o seu lugar na sociedade ou a situação vigente; se não mentiu, não disse palavrões, não trapaceou, nem bebeu demais; se trabalhou muitas horas e poupou o seu dinheiro para poder transmiti-lo a seus filhos; se foi leal a seu país, à companhia para a qual trabalha, ao partido político, à universidade em que estudou; se cumpriu seus deveres conjugais... Então, tudo dará certo e em determinado momento você caminhará em direção ao pôr-do-sol. Esta abordagem estendia-se às escolhas pessoais, como a marca do automóvel, o estilo de roupa e até o gosto em questões de música e estrelas de cinema. O essencial era manter-se afinado com o status quo, que todos mais ou menos compreendiam e com o qual mais ou menos concordavam. Culturalmente, éramos bastante coerentes. Contávamos uns aos outros histórias das recompensas recebidas pelas pessoas que "trabalharam duro" e viviam "segundo as regras" e gostávamos dos exemplos do que acontecia a quem não vivia assim. Nossa sociedade acreditava que as pessoas sabiam como se comportar de modo que a vida funcionasse muito bem. Agora, neste século XXI, acreditamos que renegar "a maneira como se faz as coisas" proporciona uma oportunidade melhor para a felicidade. É preciso sentir-se livre para experimentar diferentes "estilos de vida" e formas "exóticas" de divertimento, além de estar aberto para mudar de amigos e familiares assim como se troca de trabalho, residência ou penteado. Não apenas questionamos os valores como passamos a derrubá-los obsessivamente. Já não sabemos olhar para qualquer coisa sem ansiedade, incerteza e cinismo. Todos querem saber quais são as forças e os fatos essenciais. Ansiamos por conhecer as regras e queremos que elas nos sejam explicadas e numeradas. Felizmente, isto jamais acontecerá. O mundo simplesmente não é regido por uma filosofia, doutrina ou conjunto de regras. Admitir essa verdade tira um peso enorme e totalmente desnecessário de nossos ombros. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, filósofo, jornalista, ensaísta, agente literário, redator publicitário e gestor editorial. Autor de 22 livros publicados e 3 no prelo. Membro da ADESG/DF, Greenpeace/SP, ACI - Associação Catarinense de Imprensa e da UBE - União Brasileira de Escritores. (62) 9.8236-7742 WhatsApp - Emal: es.escritor1199@gmail.com

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

MEMÓRIAS DO OLVIDO...

Passei por tudo. Ou tudo passou por mim? Inclusive pelo teu labirinto. Terror e trevas. Venci. Memórias? 22 Livros publicados, 490 árvores plantadas. Pai e mãe? Espelho. Referência! Filhos ou filhas? Raízes genealógicas. Além disso, leia Gibran. O ter sobre o “ser” prevalece hoje, antes e depois de Cristo. Quem sou? Utopista-humanista. Ainda. Apenas um perfil perdido nas paredes do tempo e nas asas Da memória. Luto por um planeta melhor a partir de mim mesmo. Só é possível a revolução por meio do amor incondicional e o cooperativismo pleno. Ou através do método utilizado por Che Guevara? Sangue é libertação. Quanto ao país? Jamais foi sério! Mutante e fragmentado, não voto em crápulas e arrivistas desde 9/9/1999. E conheço Brasília e seus poderes podres. Durante 14 anos atuei na iniciativa privada daquela “capital”. Fui Amigo, na Asa Norte, de Renato Russo e Cássia Eller, entre outros. Depois de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Joinville, Florianópolis, Manaus, Uberaba, Franca, Anápolis, Goiânia, Macapá, Curitiba? Nada me comove, nem troglodita; muito menos IA! Enganei-me com Minas Gerais. Lamento profundamente ter voltado ao “estado” em que nasci, após 30 anos ausente. E quanto às memórias do esquecimento? Eu sou jornalista, escritor, filosofo, editorial, relações públicas; Diretor de Redação de jornais e revistas (1980/1990) e, acima de tudo, um ser humano sempre trilhando o Caminho da Luz. (WRITER AND JOURNALIST BY EUGENIO SANTANA, FRC)

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

"ELES" MUDARAM DAQUI...

Essa sombra de neblina ganhou refúgio dentro de mim. Agora eu compreendo a dimensão intraduzível que se chama Saudade. Não logrei êxito tentando impedir a névoa de chumbo cobrindo minha cabeça, com o tormento de atordoados pensamentos. Tarde demais para encontrar as chaves secretas dos Mistérios e seus códigos indecifráveis. Vidas extintas são escritas com as mãos trêmulas e um olhar congelado pelas perdas inaceitáveis. É possível acreditarmos num longo-breve caminho que nos empurra para continuarmos vivendo ou morrendo lentamente? Buscamos voar, pesadamente, como o Albatroz através de uma fraturada Asa de Esquecimento? (Escritor/Jornalista/filósofo Eugenio Santana)

domingo, 28 de setembro de 2025

WIKIPEDIA. O QUE É ISSO?

Não entendo critérios. Métodos. São racistas? São da parte negra do abismo mundial? É multinacional que quer dinheiro? Certamente é das trevas em que vivenciamos tantos atos e fatos indescritíveis; nebulosos, escabrosos. Deliberadamente, não quero o meu nome biografado nesta pífia fonte de inexplcável podridão pseudo intelectual. Pode conferir o que escrevo em meu Blog, já que fizemos o enterro e o funeral da mídia impressa há muitos anos. Até os autores de projeção nacional estão prseguidos aqui. Particularmente, não quero convite da ABL, Drummond rejeitou e Guimaráes Rosa, aceitou a contragosto, e três dias depois estava morto. Drummond estavva certo! Academia de Letras não é atestado saudável que define o bom ESCRITOR muito menos "prefáceis". DANE-SE WIKIPEDIA e sua arrogância. (EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, pensador, biógrafo e gestor editorial - autor de 22 livros publicados, "Ventos Fortes, Raízes Profundas", autoajuda, é o seu best seller, entre outras pedras preciosas)

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

HÁ DOR NAS ASAS DA ALMA (*)

As dores da alma não deixam recados, imprimem uma sentença que pode se estender por uma década. Um amor que acabou mal resolvido… Um emprego que se perdeu inexplicavelmente… Um casamento que mal começou e já terminou… Uma amizade que acabou com traição… Tudo vai deixando sinais, marcas profundas… Precisamos trabalhar as dores da alma, para que sirvam apenas de aprendizado, extraindo delas a capacidade de nos fortalecermos… aprendendo que o melhor de nós, ainda está em nós mesmos… Que amando-nos incondicionalmente descobrimos a auto-estima… Que se deixarmos seguir o caminho da dor e do remorso, iremos, inevitavelmente, ao fundo do poço, e, no abismo sombrio, afundamos na depressão que pode vir a ser um proceso emocional incurável. As dores da alma não aparecem na manchete de um jornal, não viram capa de revista; ou alguma chamada em rede social. E só quem sente, pode avaliar o estrago que elas provocam. Como não existe vacina para amores mal resolvidos, nem para decepções diárias e muito menos cirurgião plástico que cicatrize as feridas da alma, o que vale é a prevenção…Autoconhecimento, autoconsciência e autoanálise. Portanto, Ame-se para amar e ser verdadeiramente amado. Sorria para que o mundo seja mais gentil e menos hostil. Dedique-se para que as falhas sejam pequena e os danos emocionais, menores. Não se compare, você é único! Repare nas pequenas coisas, mas cuidado com as grandes que as vezes estão à frente do nosso campo visual e não enxergamos… Sonhe, pois o sonho é o combustível da realização. Tenha amigos e seja o melhor amigo de todos. Apaixone-se pela vida e por tudo o que é seu. Sinta o seu cheiro e acredite em seu poder de sedução… Estimule-se, contagie o mundo com a sua criatividade e senso de humor… Creia em Deus pois sem Ele não há razão em nada! E tenha sempre a plena convicção de que, após uma forte tempestade ou de um ciclone, o arco-íris vai surgir e o sol vai brilhar ainda mais forte com suas poderosas Asas de Luz. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, filósofo ensaísta, gestor editorial e redator publicitário. Já publicou 22 (vinte e dois) livros, entre os quais destaca-se, "VENTOS FORTES, RAÍZES PROFUNDAS", pelo selo Madras editora, de SP. Membro Rosacruz, do Greenpeace, da UBE-GO e da ADESG-DF. WhatsAp (62) 99635-8005 - e-mail es.escritor1199@gmail.com

terça-feira, 26 de agosto de 2025

O FUTURO DOS ESCRITORES COM A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (*)

Você já se perguntou como a inteligência artificial está impactando a profissão de escritor ? Será que os avanços tecnológicos estão ameaçando o futuro dos escritores ou oferecendo novas oportunidades? Talvez o “pânico” não seja para tanto. A crescente adoção da Inteligência Artificial revolucionou diversos setores, incluindo a criação artística e autoral. No entanto, essa tecnologia também levanta questões complexas relacionadas aos direitos autorais e à proteção do trabalho de autores e artistas. Desafios como criação e geração automatizada de conteúdo, plágio e uso indevido precisam ser enfrentados. Além disso, é necessário garantir pagamentos justos, registro e comprovação de autoria. Tudo isso para garantir a proteção e recompensa justa das obras criativas na era da Inteligência Artificial. A Inteligência Artificial (IA) tem se mostrado uma aliada poderosa para os escritores no mundo moderno. Com o avanço da tecnologia na escrita, os escritores podem contar com a assistência da IA ​​em diversas etapas do processo criativo, desde a geração de ideias até a personalização de conteúdo. Isso traz muitos benefícios e oportunidades para os profissionais da escrita. Um dos recursos mais úteis da IA ​​para os escritores é a assistência na escrita e edição. A inteligência artificial pode auxiliar na correção de erros ortográficos e gramaticais, melhorando a qualidade e as precisão do texto. Além disso, a IA também pode sugerir opções de estilo e sinônimos para enriquecer a escrita do autor, aprimorando sua voz e tornando o conteúdo mais cativante para os leitores. A geração de ideias é outra área em que a IA se destaca. Com algoritmos avançados, a IA pode fornecer insights criativos e inovadores para os escritores, ajudando-os a encontrar inspiração e desenvolver enredos e personagens de maneira única. Isso estimula a criatividade e permite a criação de conteúdo original e envolvente para diversas plataformas e meios de comunicação. “A IA pode ser uma fonte valiosa de inspiração e assistência para os escritores, oferecendo insights criativos e facilitando o processo de escrita.” Outra área em que a IA se mostra extremamente útil é a pesquisa e verificação de fatos. Com acesso a um vasto volume de dados e informações na internet, a inteligência artificial pode agilizar a pesquisa, auxiliando os escritores a localizar referências e dados pertinentes com simplicidade. Além disso, a IA também pode verificar a precisão e a confiabilidade das informações, garantindo a veracidade dos fatos apresentados no conteúdo. A personalização de conteúdo é um aspecto essencial na escrita contemporânea, e a IA pode ser uma grande aliada nesse sentido. Através da análise das preferências e comportamentos do público, a IA pode auxiliar os escritores a personalizar o conteúdo, tornando-o mais relevante e impactante para cada segmento. A IA como aliada do escritor oferece inúmeras possibilidades e benefícios. No entanto , é crucial enfatizar que a criatividade, a originalidade e a voz autoral continuam sendo características essenciais para os autores. A IA pode auxiliar e potencializar o trabalho dos escritores, mas é uma habilidade humana de contar histórias e expressar emoções que realmente cativam os leitores e fazem a diferença. O avanço da IA ​​na escrita está apenas no começo, e seu potencial é imenso. A tecnologia continuará evoluindo e oferecendo novas oportunidades para aprimorar e agilizar o trabalho dos escritores. No entanto, é fundamental encontrar um equilíbrio entre a automação e a criatividade humana , garantindo que a personalidade e a voz autoral sejam preservadas. A IA pode ser uma aliada valiosa, mas é a combinação entre a tecnologia e o talento dos escritores que construirão o futuro da escrita. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, biógrafo e gestor editorial. Autor de 22 (vinte e dois) livros publicados. (62) 99635-8005