sábado, 30 de dezembro de 2017

A/MAR AZUL...

ESTAREI NO FUNDO DO OCEANO, sem leme, navego e sou onda, sou sonda mapeando este imenso a/mar azul, azul que dói. E porque lá, tão longe, ficou a enorme Ponte Rio-Niterói, nada me salga, não há alga, é água doce, é chuva e céu: estarei perto do sol, então, e nuvens e um azul, azul que me absorve. Tudo tomado e diluído no azul, uma cor idêntica às das listras da sua blusa nova. (Eugenio Santana)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

OS OLHOS DO TEMPO (*)

O tempo nos avisa que ele está passando. Não, ele não está indo embora, ele só está passando, por nós, diante de nós. E ele nos olha, para que o notemos. Não é o tempo quem passa rápido demais, somos nós que passamos rápido demais por ele. Não respeitamos nossos limites, porque não usufruímos o tempo para reconhecê-los. Literalmente, não temos limite. Nos vemos desnorteados num campo aberto, onde exigimos que haja um caminho pavimentado, uma estrada pronta e decidida por nós. Mas o caminho quem constrói somos nós. E isso o tempo insiste em nos lembrar, pondo em nossos caminhos escolhas, questionamentos e decisões. Ele confia na gente. Antes de reclamar do velho, e ansiar pelo novo que, na verdade chama-se desconhecido, devemos abraçar o tempo e nos segurar à dádiva do presente. Agarre suas mãos as mãos do tempo e entrelacem seus dedos. Sinta o cheiro do tempo, e do que vocês dois juntos são capazes de produzir e edificar. Antes de ansiar por um ano que ainda não existe, aproveite o momento, pois o tempo é encarregado de missões drásticas. Ele traz, mas também leva. Eu, quando criança, esperava pelo ano novo a fim de pensar que os próximos 365 dias seriam os melhores. A esperança por novos dias nos mantém firmes, mas fixar-se num futuro sem ater-se ao que fazer agora, torna-o menos promissor. Mas hoje, olhando a decoração Natalina de Macapá, a seriedade da vida adulta me engolindo, o ano que vem que eu não sei mais, os amores que talvez (esse maldito talvez) não estejam mais aqui.... Ah, meu caro, eu desejo que o ano não acabe nunca mais. Nenhum ano é ruim. Há épocas devastadoras, fases terríveis e desanimadoras. Mas o mesmo tempo abominável que nos abala, é o mesmo pai que nos consola, sem se incomodar se notamos ou não a sua presença. O tempo chega, fica e vai. Feliz Ano Novo! (*) Eugenio Santana é membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; Sócio da UBE – União Brasileira de Escritores; da ACI – Associação Catarinense de Imprensa, Florianópolis/SC. É redator publicitário, ensaísta, revisor de textos, biógrafo, blogueiro e romancista. Autor de nove livros publicados.

DONO DOS SONHOS SEM BÚSSOLAS E LIMITES...

Constróis o barco justo, justamente para aquele que aprendeu melhor a naufragar. Os mares são desequilibrados. Os amares, mais ainda. E sabemos que és o mais afundado dos construtores de embarcações: afundado nas coisas lindas. Dono dos sonhos sem bússolas e limites, nós sabemos que és o mais afogado nas águas dos próprios olhos e o mais afogado nas coisas findas. Um último olhar, antes de embarcar naquilo que constróis: uma casca de noz que vai virar e nela, embutida, a saga dos escritores: sangue, ferida, saliva, pele triturada, recheio de desengano - casca de nós e a carne viva. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

TRANSFORME A SUA VIDA INVESTINDO EM EXPERIÊNCIAS E NÃO PRODUTOS...

Carro com cheiro de novo, sapatos e roupas da última coleção. Comprar o que desejamos é um dos caminhos mais fáceis – e talvez equivocados – para a felicidade. Por isso o mundo em que vivemos é rotulado como sociedade do consumo. Todos o praticam freneticamente. Comprar um objeto, um doce, um livro ativa em nosso cérebro mecanismos químicos de recompensa. Dá prazer. Leva a pessoa a pensar: “Eu sou alguém que sabe se vestir”. Ou ler. Ou comer. O problema é que a felicidade do consumo se dissipa rapidamente. Muitas vezes, antes mesmo da chegada da fatura do cartão. (Jornalista/Escritor Eugenio Santana)

É EM MIM QUE MORA A RESPOSTA...

HOMENS E MULHERES são seres de séculos diferentes, previu Ibsen. Vivem em pátrias distantes uma da outra, exilados na perene nostalgia do amor idílico, terno e eterno. Fora desse universo ele é busca incessante, procura atroz, como se o outro fosse a resposta. Não, não é no outro que reside o conforto de uma jornada finda. Não é o outro o endereço de uma incansável procura. E pouco adianta trocar o outro por mais um outro, nessa busca exaustiva de perfeição, como se existisse a fada ou o príncipe encantado. É em mim que mora a resposta. (Escritor/Jornalista Eugenio Santana)

sábado, 23 de dezembro de 2017

FÊNIX MULHER...

FÊNIX, eu sei renascer no sorriso da criança que corre atrás de uma bolha de sabão; no verde que renasce do estio, nos botões que encerram promessas, na grama que cresce para ser podada; eu só não tenho Fênix, tuas asas auri-rubras, nem sou bem-vindo ao Templo do Sol, nem verei mais que o espaço de uma vida. Mas, Fênix, eu renasço como as estrelas renascem na noite, como o azul renasce nos nimbos, como os povos renascem das guerras, como a liberdade renasce da opressão, como a bem-aventurança renasce da desgraça, como o perdão renasce do ódio, como a vida renasce da morte e o amor renasce da mágoa. E seguirei renascendo a cada dia, a cada dia, Fênix, a cada dia... (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A IMPERMANÊNCIA DO AMOR

NÃO PENSE QUE O AMOR tem que ser permanente e isso tornarão sua vida amorosa mais bonita, pois você saberá que hoje vocês estão juntos e amanhã podem não estar. O AMOR vem como uma brisa, fresca, perfumada, que entra na sua casa, deixando-a repleta de frescor e perfume, durando o tempo que a existência lhe conceder e depois vai embora. Você não deve tentar fechar todas as portas, senão a brisa fresca se tornará um ar viciado. Na vida, tudo está mudando e a mudança é belíssima; ela lhe proporciona mais e mais experiências, mais e mais consciência, mais e mais maturidade. (escritor/jornalista Eugenio Santana, FRC)

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O GOSTO AMARGO DE UMA IMAGINÁRIA ABISSÍNIA

Longe... O Vôo noturno de um Ícaro perdido. Caído antes mesmo de alçar o próprio vôo. Fuga da Árvore da Vida, das Raízes ou dos Ancestrais. Investigador ou explorador de cavernas ocultas em outras culturas, rasas, raras... Mergulho no desconhecido? O Êxtase do saboreado se extinguiu. O ostracismo permite-nos extrair diamantes e burilá-los do cascalho de nossas almas afundadas num esquecimento voluntário e a crueldade de quem nos empurrou. Tentei a amnésia? Ganhei autoconhecimento e um manual de sobrevivente grudado ao coração. Sou um homem memorialista. Talvez eu perca o sentido da saudade. (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

PAIXÃO PELAS PALAVRAS

É a essa metafórica viagem de busca que os escritores se entregam, buscando, talvez, as respostas para a grande interrogação existencial deste ciberespaço que nos cabe. Quem sou eu? O que faço aqui? A que verdade pertenço? Interrogações vitais que, só têm as respostas cifradas, dadas pela Literatura, Psicanálise, Filosofia. Nesses trinta anos de Literatura e Jornalismo cultural e investigativo busquei e encontrei respostas. Não para o Mistério da Vida, mas para o agir e o viver pleno, no aqui agora, onde se cumpre o destino humano. (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

domingo, 17 de dezembro de 2017

UM RIO AO CREPÚSCULO

Venho de tua origem, pisando o silêncio do orvalho em cio de messe e floradas... Pastor de ovelhas líricas em vasto chão de nuvens, trago o gosto da seiva no madurar do crepúsculo dos gomos sanguíneos da tarde. Viajor do impensável, venho de semear girassóis no fértil rebrotar dos campos. Venho de tua origem, caminhando pela floresta onde os rastros de teus passos rebrilham como um rio ao por do sol... (Escritor/jornalista Eugenio Santana)

A VISÃO CÓSMICA DO POETA (*)

POETA é aquele que olha. E o que vê? O Paraíso. Porque o Paraíso está em toda parte. Não cremos nas aparências, porque elas são imperfeitas: balbuciam as verdades que escondem. Com meia-palavra, o Poeta deve compreender, porque de novo diz essas verdades. Age o sábio, por acaso, de outro modo? Também ele busca o arquétipo das coisas e as leis de sua sucessão. Recompõe, enfim, um mundo idealmente simples, no qual tudo se ordena com naturalidade. O Poeta, aquele que sabe que acredita, adivinha atrás de cada coisa (e uma única lhe basta) o símbolo, a fim de lhe revelar o arquétipo. Ele sabe que a aparência é um pretexto apenas, uma veste que a furta e na qual pousa o olho profano. No entanto, ela nos revela que a Verdade está ali. Piedoso, o Poeta contempla. Debruça-se sobre os símbolos e, silencioso, desce bem fundo até o coração das coisas. E quando, como um visionário, deu com a Fantasia, íntimo número harmonioso do Ser, fundamento da forma imperfeita, ele a retém, pois, indiferente à forma transitória que a revestiu no tempo, sabe como lhe dar de novo uma forma eterna, a sua verdadeira Forma, inevitável, paradisíaca e cristalina. Pois a obra de arte é um cristal – paraíso incompleto e revivida Fantasia, num grau de elevada pureza, na qual, como no oculto Éden, a ordem normal e precisa dispôs todas as formas numa dependência recíproca e simétrica; em que o orgulho da palavra não suplanta o Pensamento e as frases rítmicas e firmes, símbolos ainda, mas puros símbolos, e as palavras, tornam-se transparentes e reveladoras. (*) Eugenio Santana é escritor, jornalista, ensaísta, redator publicitário, revisor de textos, agente literário. Autor de nove livros publicados. Sócio da AGI – Associação Goiana de Imprensa; sócio da UBE/GO – União Brasileira de Escritores. Colaborador da ADESG/DF e do Greenpeace/SP.

A IDADE DO LOBO

Restam algumas fotografias dispersas, espalhadas na desordem das gavetas do armário: arquivos do tempo nas Asas da memória... Encontrei – ao acaso – um velho álbum carcomido pelas traças ao longo desses anos. Nostalgicamente, retornei ao passado ao deter o olhar nos antigos fotogramas: revejo teu rosto jovem e belo, em destaque o amplo sorriso – antes tão familiar e os olhos de topázio a me indagar: o porquê da ruptura e o que faço de minha vida – hoje, agora, aqui. Silenciosamente, fecho o álbum e a porta e desligo a luz do abajur da sala e reflito a despeito do que é previsível e possível atenuar os conflitos na Idade-do-Lobo... Guardo o álbum. Melhor dizendo: escondo. Com uma leve sensação de alívio descarto qualquer ameaça de crise existencial... Inapelavelmente, Nostalgia. Neuroforia. Mas, sinto um irresistível estímulo de falar ao telefone. Com Amanda – em Paris – e rasgar o verbo, oculto há vinte anos... Expondo-lhe os projetos de minha vida e – principalmente – sugerir que fique com o velho álbum de fotografias... Este fantasma que insiste em não me abandonar. Amanhã envio – provavelmente – via sedex. Na Idade-do-Lobo não temos pressa para resolver as coisas do alado coração. (Escritor/jornalista EUGENIO SANTANA)

OS CIBERSOLITÁRIOS

Estão próximos, porém distantes. Estão acompanhados – mas sozinhos. Ainda que não seja utilizado, um smartphone por perto prejudica a comunicação entre as pessoas. A tecnologia é sedutora quando o que oferece preenche nossas vulnerabilidades humanas. E somos, realmente, bastante vulneráveis. Somos solitários, mas temos medo da intimidade. As conexões digitais oferecem a ilusão de ESTARMOS ACOMPANHADOS, contudo sem as demandas da amizade. Nossa vida virtual permite nos escondermos uns dos outros, mesmo quando estamos interessados. Preferimos teclar a FALAR. (Jornalista, escritor, ensaísta e consultor Eugenio Santana)

MEU FILHO: OBRA-PRIMA, O MELHOR LIVRO QUE ESCREVI (*)

Enquanto eu estiver por aqui, deambulando pelo planeta-escola, amado filho meu, serei tua profunda RAIZ; contudo, te permitirei vôos para trilhares teu caminho de Luz rumo a incríveis vitórias. Afinal, é Escorpião com ascendente em Áries. Ainda que, a Terra Devastada complique a vida das novas gerações, irá se destacar pela escolha certa de profissões humanísticas, artísticas e científicas. Ah, meu filho! Como eu te amo! Enzo Gabriel Moraes Santana – meu bebê luxo, pedra diamante, meu eterno menino-prodígio de alma nobre, brilhante como as estrelas. (Escritor/Jornalista EUGENIO SANTANA)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

AS FERIDAS OCULTAS (*)

As armas que o ferem podem ser tão banais quanto um beijo; são as palavras, os olhares, a linguagem corporal. Palavras, olhares, atitudes – são estas terríveis armas que provocam feridas ocultas nos corações humanos. A pergunta é a seguinte: o que nós fazemos com essas feridas? Como lidamos com elas? Em primeiro lugar, não as alimente. Há muitas pessoas que gostam de alimentar suas feridas ocultas. Caso sua ferida seja algo que não possa compartilhar com os demais sem criticar alguém ou arrasá-lo de vez, então o remédio é sofrer em silêncio. Se for este o caso, confie em Deus. Deixe-o curar suas feridas ocultas. Concentre-se naquela pequena esquina de seu coração, lá onde você escondeu seu Grande Sonho, que agora está ocultado por um mar de ressentimentos e mágoas. O único meio de ser alguém, renascido, ressurgido, renovado, é voltar-se para o seu ideal, o seu sonho. (*) EUGENIO SANTANA É ESCRITOR,jornalista, ensaísta, blogueiro, biógrafo, revisor de textos e relações públicas. Nove livros publicados. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2 (dois). Colaborador da ADESG/DF e do Greenpeace/SP.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

ENSINAMENTOS DO MESTRE DOS MESTRES: JESUS - O CRISTO CÓSMICO (*)

Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos. Caso teu irmão peque contra ti sete vezes por dia e sete vezes retorne, dizendo ‘Estou arrependido’, tu o perdoarás. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado. Amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo. A quem te ferir numa face, oferece a outra; a quem te arrebatar o manto, não recuses a túnica. Bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado. Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe também o manto; e se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas. Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. É de dentro do coração dos homens que saem as intenções malignas. A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, mas o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, pela embriaguez, pelas preocupações da vida. Tudo é possível àquele que crê. Todos os que pegam a espada pela espada perecerão. Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida? Se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais. Sabeis que os governadores das nações dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que serve. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, pois Deus faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. Não jureis em hipótese alguma. Seja o vosso ‘sim’, e o vosso ‘não’, não. Quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus. É pelo fruto que se conhece a árvore. Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus. Ao homem pode ser impossível, mas a Deus tudo é possível. Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está vosso tesouro aí estará também vosso coração. Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens. Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna. Não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer; nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas? (*) Copydesk/tradución/fragment by Eugenio Santana, FRC. Fonte: BÍBLIA DE JERUSALÉM – A BASE DA DOUTRINA CRISTÃ.