sábado, 16 de julho de 2016

EDITORA-LABORATÓRIO E LIVRO-MERCADORIA...

CASAS EDITORIAIS SÃO MINI-LABORATÓRIOS, OS LIVROS SÃO PRODUTOS E OS LEITORES O PÚBLICO-ALVO – Uma boa perspectiva como ponto-de-partida seria pensar as casas editoriais como mini-laboratórios, livros como a excelsa mercadoria, leitores como público e as práticas da leitura como o espaço da interatividade capaz de produzir ou gerar representações de imagens, interpretações imagéticas ou simplesmente fabulações e/ou devaneios. Parte-se do pressuposto de que a estrada construtiva desta argumentação sugere, como conditio sine qua non, a elaboração de modelos para exegese ou variáveis programáticas para sondagens e verificações empíricas, perfiladas, inicialmente, como questões. Se pensarmos a editora como laboratório e o livro como e o livro como mercadoria é lícito indagar: Como pesquisar as estratégias de marketing e/ou mercadológicas para atingir o leitor e seu imaginário? O imaginário social que, no leitor, uma editora é capaz de suscitar a partir de seu “fundo editorial” operacionaliza-se de que forma? As artes gráficas envolvem a produção do livro como forma, design e “embalagem” são ou não capazes de seduzir os leitores; caso positivo, como? Como o leitor é levado em consideração na elaboração e negociação das seleções editoriais perpetradas pelos conselhos? O que emerge no imaginário cognitivo do leitor ao adquirir um livro? Quais os processos de decisão envolvidos nesta trama que se trava entre leitor e livro? O livro é uma mercadoria capaz de conduzir o seu público consumidor a uma maximização de interesses e/ou uma otimização de fins? (EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta e diretor executivo da Hórus/9 Editora. Autor de oito livros publicados)