terça-feira, 8 de setembro de 2015

SE DEUS ME FEZ DIAMANTE ÚNICO EU NÃO CONTEMPLO FLORES DE JARDINS QUE NÃO ME PERTENCEM (*)

Quando alguém não consegue uma vitória que havia buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor que se alegrar com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vê o sorriso da vitória. Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é fácil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Há diamantes querendo ser topázios, no entanto, não compreenderam que o rubi nunca será uma esmeralda. Cada um é um no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes, Ele irá, ao longo da vida, lapidar-nos para que sejamos um diamante mais bonito, mas nunca deixaremos de ser um diamante para nos tornarmos topázio. Precisamos aceitar nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Esse processo leva tempo, requer maturidade e confiança na graça de Deus, pois Ele nos fez únicos para sermos luz no mundo. A inveja talvez tenha sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir de suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem; deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar de nossa própria vida. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copidesque, revisor de textos, editor. Autor de livros publicados. Membro da ADESG-DF, AMORC, do Greenpeace, da UBE. Ocupa a cadeira número dois da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM). Dezoito prêmios literários em âmbito nacional. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro. Radicado em Uberaba-MG. Contato: WhatsApp: (34) 9241-3331. E-mail: es.journalist.copydesk@gmail.com

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A MEMÓRIA É A MÃE DA SABEDORIA (*)

Permita sua mente diáfana como as águas de um lago na floresta te conduzir à reflexão profunda. Muitas pessoas deixam de se tornar pensadores e formadores de opinião porque não têm boa memória. Toda a nossa evolução é um desabrochar semelhante ao desabrochar de uma planta. Temos primeiro um instinto, depois uma opinião, a seguir um conhecimento, como a planta tem raiz, broto e fruto. Confie em sua intuição até o final, mesmo que não pareça haver uma razão. O conhecimento é apenas o brilho da organização das ideias. Não é sabedoria verdadeira. O verdadeiro sábio vai além do conhecimento. Não adianta lutar contra o inevitável. A única coisa a fazer contra o vento sul é vestir o blusão de couro. Em filosofia, os axiomas não são axiomas até terem sido provados: lemos coisas lindas, mas não entendemos totalmente o seu sentido até termos repetido os mesmos passos do autor. Os sábios aprendem muita coisa com os desafetos. A experiência é o pente que a natureza nos dá quando ficamos calvos. Os sábios dizem que o caminho da sabedoria é difícil como um labirinto e estreito como o fio de uma navalha. A boa filosofia não é aquela que faz um julgamento final e estabelece a verdade absoluta, mas aquela que causa desconforto e gera comoção. Entender a realidade não é o mesmo que ter ciência de acontecimentos exteriores, mas perceber a natureza fundamental das coisas. O homem mais bem informado não é necessariamente o mais sábio. Na verdade, existe o perigo de que, exatamente por causa de seu conhecimento múltiplo, ele perca de vista o essencial. Por outro lado, o conhecimento de um detalhe aparentemente fútil com frequência possibilita que se enxergue as coisas com profundidade. Assim, o homem sábio busca saber o máximo sem se tornar dependente desse conhecimento. Sábio é reconhecer o elemento expressivo em meio aos acontecimentos concretos. O caminho do céu é nutrir e não ferir. O caminho do sábio é lutar e não competir. Contemple as obras deste mundo, ouça as palavras do sábio, tome para si tudo o que é bom. Com essa base, abra suas portas para a verdade. Não deixe passar a verdade que está diante dos seus olhos. Observe como o riacho flui suave e livremente por entre as pedras. Aprenda também com os livros sagrados e as pessoas sábias. O mundo – inclusive as montanhas, os rios, as plantas e as árvores – é seu mestre. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Autor de seis livros publicados. Articulista do jornal Diário da Manhã. Ex-Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro. E-mail: es.journalist.copydesk@gmail.com e WhatsApp: (34) 9241-3331