sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

PEQUENOS PRODÍGIOS TORNAM-SE GRANDES ARTISTAS, ESCRITORES E PENSADORES (*)

(Dedico ao meu filho Enzo Gabriel Moraes Santana.)
Vestindo calções de veludo e paletó castanho-arroxeado, tendo nos pés delicados sapatos de grandes fivelas prateadas e com os longos cabelos anelados presos atrás da cabeça, o pequeno virtuose apresenta-se em turnê pelas cortes européias. Suas mãos de criança dedilham o piano ou o clavicórdio, ora tiram profundos acordes do violino. O concerto que apresenta, ele mesmo compôs, e seu nome já desperta o interesse das grandes platéias: o pequeno Mozart, de seis anos, dá ao mundo uma primeira mostra do genial compositor que o século XVIII vai aplaudir. Não foi ele, porém, o único a se destacar pelo talento precoce no cenário musical. Beethoven, Mendelssonhn, Rossini, Schubert, Tchaikovsky, Haydn, Haendel, Chopin são outros nomes cujo talento é hereditário, ou em que medida o ambiente pode influir sobre as crianças que revelem conhecimentos e aptidões muito acima do normal para a sua idade. Algumas características, porém, revelam-se comuns em crianças que, posteriormente, apresentam uma superinteligência: sensibilidade mais aguçada e maior interesse por tudo o que acontece. Em geral não são bebês acomodados, nem toleram ficar sozinhos em ambientes monótonos como, por exemplo, deitados no carrinho sem qualquer outra visão além de uma parede vazia. Mais determinados em seus caprichos, mais espertos e rápidos em suas reações, respondem de imediato aos estímulos sonoros volvendo a cabeça ao perceber um ruído, começam mais cedo a sorrir para a mãe e tendem a imitá-la antes do que as outras crianças. Alguns especialistas afirmam que todo o seu comportamento é mais intenso, complexo e sutil do que o da criança comum. As crianças mentalmente superiores costumam aprender a ler muito cedo, e ficam tão interessadas pela leitura, que, cada vez mais, os livros constituem para elas uma atração irresistível. Essa ânsia de ler tudo o que lhes cai nas mãos é indício de precocidade mental, mas, com o passar do tempo, começam a selecionar os próprios interesses e tornam-se mais exigentes em relação às leituras. O tipo de ensino mais apropriado a uma criança mentalmente superior é aquele que atende às suas necessidades intelectuais e emocionais e ao mesmo tempo possibilita o desenvolvimento de seu talento. Contudo, é de fundamental importância encorajar a sociabilidade da criança precoce, mostrando-lhe que, sendo, além de muito inteligente, uma pessoa bastante agradável, ela obterá sucesso sem precisar exibir-se. (*) por EUGENIO SANTANA, escritor, autor de livros publicados, jornalista de mídia impressa, ensaísta e relações públicas. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a autorrealização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e WhatSApp: (61) 8212-3275 (TIM)