quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A VIDA É BELA E EFÊMERA COMO A LUZ DOS VAGA-LUMES (*)

Vivemos a vida como se ela fosse interminável. Mas entre a infância e a velhice há um pequeno intervalo de tempo. Olhe para a sua história: não parece que você dormiu e acordou com essa idade? Para as pessoas fúteis, a rapidez da vida estimula a viver destrutivamente, sem pensar nas conseqüências dos seus comportamentos. Para os sábios, a brevidade da vida convida-os a valorizá-la como um diamante de inestimável valor. Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como uma ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como uma chance para recomeçar. Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da interiorização. Você é sábio? Viaja dentro de si mesmo? A grande maioria de nós provavelmente conhece no máximo a ante-sala da própria personalidade. Imagine que queiramos seguir uma trajetória, mas nosso carro segue outra; que desejamos virar para a esquerda, e o carro vira para a direita. Esse fenômeno, que parece assombroso, ocorre constantemente com o veículo da mente humana. Nosso Eu Interior não tem pleno controle dos instrumentos que constroem milhares de pensamentos diários. Por isso, ora ele é o protagonista, ora é mero coadjuvante; ora ele constrói idéias belíssimas, ora é vítima de pensamentos angustiantes que não elaborou. Essa ciranda intelectual entre ser diretor e espectador, motorista e passageiro, gerente e cliente, acompanha toda a nossa história. É por isso que afirmo que tragicomédia, risos e lágrimas, chegadas e partidas, perdas e ganhos, reações lúcidas e atitudes estúpidas fazem parte do nosso currículo. (*) EUGENIO SANTANA é autor de livros publicados. Jornalista investigativo com o registro profissional sob o número MTb 1319/JP. Ex-Superintendente de Imprensa no Governo do Rio de Janeiro.