segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

AS COISAS NEM SEMPRE SÃO DA MANEIRA COMO GOSTARÍAMOS QUE FOSSEM (*)

Muitos de nós vivem imaginando como seria nossa vida, se as coisas fossem diferentes do que são. Embora esses pensamentos sejam ocasionalmente úteis, muitas vezes só nos impedem de tirar proveito das coisas que de fato “temos”. Digamos que a vida nos deu um limão, mas o que realmente desejávamos era uma laranja. Isso torna o limão inútil? Não podemos pôr-lhe açúcar e torná-lo doce? Não podemos usá-lo ou vendê-lo? Estamos acostumados a desejar a coisas que não temos que, freqüentemente, acabamos não nos beneficiando das coisas que de fato “temos”, às vezes a ponto de nem apreciarmos o que temos. Não basta simplesmente reconhecer o que se tem. Provavelmente, você compreende que tem muitas coisas de valor na vida. O que quero dizer é que você deve compreender “realmente” o que tem e sentir-se grato por isso. Você “realmente” aprecia o quanto já tem? Por exemplo, você aprecia os seus olhos? Compreende “realmente” quanta sorte tem por poder enxergar? Sente-se feliz por esse dom sem preço? Ao menos sorri? Provavelmente não. Mas se a vida lhe tirasse os olhos, você daria tudo o que tem só para tê-los de volta. Consideremos agora seus braços e pernas. Você se sente feliz por tê-los? Será que um bilionário qualquer não daria, agradecido, toda a sua fortuna para poder ficar com os seus membros? Não temos apenas uma ou duas dádivas incríveis – provavelmente temos centenas! Temos olhos, orelhas, nariz, mãos, pernas? Conseguimos ouvir, falar, respirar bem, andar? Conseguimos comer, dormir, saborear a comida, tocar, mexer o corpo? Tem água para beber, comida para comer, dormir, saborear a comida, tocar, mexer o corpo? Temos água para beber, comida para comer, uma cama onde dormir, um cérebro para trabalhar? Então, somos extraordinariamente ricos. Mas vivemos “realmente”como os bilionários que somos? Se fosse assim, ficaríamos tão desesperados quando uma parceira nos abandonasse, quando destruíssemos um carro acidentalmente (o meu, eu o perdi totalmente em 2012 e saí ileso) ou perdêssemos o emprego? Daríamos tanta atenção aos pequenos desapontamentos da vida? Se encontrasse um bilionário chorando por ter perdido uma pequena parte da sua fortuna, você não o consideraria um idiota? Por que, então, a maioria de nós vive como idiotas? Não me admira que as pessoas sejam tão infelizes! Elas passam a vida inteira à procura de razões para se sentirem felizes, sem perceberem que já são felizes. Será que encontrarão algum dia a felicidade que procuram? Não! Morrerão vazios e infelizes porque, não importa quanta riqueza acumulem, sua sede por mais riqueza nunca acabará. O verdadeiro problema não é o que as pessoas não têm, mas o que não vêem. Pare de buscar pela felicidade. Você não a encontrará até deixar de procurá-la. O problema de procurar a felicidade é que ela nos escapa precisamente porque nós a procuramos. Uma pessoa precisa procurar o nariz? Portanto, pare! Cada vez que procura a felicidade, você acaba se distanciando mais dela. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2, e, desde 1989 é sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Mantém em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor de livros publicados, entre os quais um de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília-DF. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo) e o residencial 3963-8625