quinta-feira, 20 de novembro de 2014

STEVE JOBS: A INOVAÇÃO É O QUE DIFERENCIA O LÍDER DE UM SEGUIDOR (*)

ALÉM DE OTIMISTA, STEVE JOBS era como uma Fênix. Ao longo da vida, ressurgiu das cinzas em diferentes ocasiões – e sempre com força renovada. Ele afirmava que é possível tirar proveito de tudo o que nos acontece na vida. Uma experiência negativa hoje pode ser o começo de algo positivo no futuro. O criador da Apple foi um filho indesejado de uma mãe solteira. Logo após seu nascimento, a mãe biológica entregou-o para adoção. Pode não ter sido um bom começo para a vida de Steve, mas isso deu a ele a oportunidade de ser criado por pais humildes e trabalhadores, e sempre se sentiu muito orgulhoso deles. Os sacrifícios econômicos da família lhe permitiram entrar na universidade. Porém sua trajetória acadêmica não durou muito – seis meses depois, decidiu abandoná-la. Sentia-se perdido e desorientado. “Aquele momento foi aterrorizante”, ele contou, “mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que já tomei”. Steve resolveu continuar assistindo apenas às aulas abertas que lhe interessavam. Como a de caligrafia, por exemplo. Quase dez anos se passaram até que Steve pudesse aplicar seus conhecimentos de caligrafia para projetar o primeiro computador Macintosh. Se não fosse seu interesse por aquelas aulas, “e provável que nenhum computador pessoal tivesse essa tipografia maravilhosa”, declarou. Aos 20 anos, centrou sua vida em uma paixão: a criação da Apple. Ele e um amigo, Woz, começaram a trabalhar na garagem da família de Steve. Trabalharam duro, a empresa cresceu até alcançar números inesperados. Deixou de ser um negócio entre dois amigos: entrou na Bolsa, tinha mais de quatro mil funcionários, acionistas e um conselho administrativo. O volume de negócios era tão grande que Steve precisou contratar um amigo economista para que o ajudasse a dirigir a companhia. Quando Jobs completou 30 anos, as vendas da Apple não haviam alcançado as previsões iniciais e ele achou melhor retomar o controle da empresa. Mas aquele seu amigo economista, com o aval do conselho administrativo, não lhe deu o apoio necessário. Jobs acabou sendo demitido da empresa que ele mesmo havia criado. “Foi um remédio amargo, mas acho que eu, como paciente, precisava disso”, reconheceu mais tarde. Esse acontecimento fez com que ele amadurecesse e se concentrasse em um novo trabalho, que o faria recuperar seu otimismo. Em vez de ficar deprimido, Jobs se sentiu livre para renovar o interesse e o amor pelo que fazia. Não havia outra solução: ia começar de novo. O resultado foi a criação de outra empresa, a NeXT, que surgiu a partir da intenção de fazer computadores melhores que os da Apple. Após oito anos, teve que abandonar o projeto e se concentrar na área de software. Deu impulso, então, a outra companhia, a Pixar, que gerou o primeiro longa-metragem da história feito inteiramente com computação gráfica: Toy Story. A Pixar se tornou uma empresa de grande sucesso, uma referência no mundo da animação. Enquanto isso, a antiga empresa de Jobs, a Apple, sentia falta de um software moderno que a tornasse mais competitiva em comparação com o Windows. A companhia realizou um concurso para a criação de um novo software. Ironicamente, o vencedor foi Jobs com sua empresa NeXT e ele voltou para a Apple, com o objetivo de reconquistar o controle da companhia. E enfim conseguiu. Steve Jobs sofreu outro golpe quando foi diagnosticada uma doença gravíssima que lhe daria apenas mais seis meses de vida. Parecia que seu fim havia chegado. Depois de ser submetido a uma biópsia, suas esperanças se renovaram. Ele foi operado e venceu a doença momentaneamente. “Saber que vou morrer em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para tomar as grandes decisões de minha existência”, disse ele. No discurso de formatura de jovens universitários, Jobs afirmou: “Estou convencido de que nada disso teria acontecido se não tivessem me demitido da Apple. Não percam a fé. O trabalho vai preencher grande parte de suas vidas, e o único modo de se sentirem de fato satisfeitos é fazer aquilo que vocês acreditam que vale a pena. e a única forma de fazer um trabalho que vale a pena é amar o que vocês fazem. Se ainda não o encontraram, continuem procurando. Tenham a coragem de seguir seu coração e sua intuição, pois de algum modo eles já sabem o que vocês realmente querem ser. Todo o resto é secundário”.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2, e, desde 1989 é sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Mantém em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor de livros publicados, entre os quais um de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília-DF. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)