terça-feira, 28 de outubro de 2014

ENCONTRE RESPOSTAS ATRAVÉS DA TERAPIA FILOSÓFICA (*)

Não seria um grande privilégio poder conversar sobre nossos medos, angústias ou qualquer tipo de aflição com os cérebros mais privilegiados da história? Certamente sentiríamos um grande alívio espiritual se dialogássemos sobre a morte com Platão e Descartes. Descobriríamos facetas desconhecidas de nós mesmos se lêssemos Kant, Aristóteles ou Montesquieu. Infelizmente, vivemos num mundo em que tudo é rotulado. Existe uma síndrome para qualquer coisa. Parece necessário inventar doenças que não existem. A angústia ou ansiedade que surge diante da idéia da morte ou de uma mudança drástica nos faz buscar respostas para várias perguntas. Não somos tão originais, pois as mesmas questões foram feitas anteriormente e os grandes filósofos as responderam. Talvez as respostas não sejam as que buscamos, mas podem nos ajudar encontrar nossa própria explicação e algum consolo. Uma pessoa com dificuldade de encontrar um parceiro amoroso ou de escolher o mais adequado deveria consultar a filosofia de Buda e Lao-Tsé, passando por Aristóteles ou Sêneca. Quem já tem um parceiro e quer manter a qualidade de seu relacionamento faria bem ler Thomas Hobbes, Pitágoras, Sócrates ou, ainda que pareça estranho, Maquiavel. Se for chegado o momento de grandes decisões e precisamos enfrentar o dilema de terminar ou não uma relação, não devemos deixar de consultar Ayn Rand, o Dalai-Lama, Immanuel Kant ou Jean-Paul Sartre. Se estivermos insatisfeitos no trabalho, temos um gestor tirano ou nos sentimos entediados com nossas atribuições, deveríamos ler Voltaire, Rousseau, Aristóteles e também o Bhagavad Gita. Aos que se encontram na meia-idade, é possível superar a crise com o auxílio de Confúcio e Buda. Se não sabemos o que fazer da vida, não temos um objetivo ou sentimos um grande vazio, evitaremos decisões equivocadas com os pensamentos de Simone de Beauvoir, Thomas Mann e Rudyard Kipling. Também é possível superar o mais terrível dos medos: o da morte, seja a nossa ou a de um ente querido. O fato de algum dia deixarmos de existir pode nos encher de angústia. Vale a pena tentar nos afastar dessa angústia conhecendo as idéias de Simone de Beauvoir, Lao-Tsé, David Hume e Confúcio. O conhecimento não ocupa espaço. Só nos falta vontade de pensar, comunicar e desligar a televisão por um tempo. Vamos colocar filosofia em nossa vida!
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

domingo, 26 de outubro de 2014

O SEGREDO DOS CASAIS FELIZES: RESPEITO MÚTUO E CONFIANÇA (*)

AS PESSOAS FLEXÍVEIS TÊM A CAPACIDADE de se adaptar ao meio, mas conseguem manipular as circunstâncias para ajudá-las a atingir suas metas, como o lutador de judô que utiliza a força do adversário em seu próprio benefício. Ser água é se adaptar à realidade mutável e aprender a arte da paciência. Ou ciência da Paz. A espada e a rocha se consideram superiores: a espada acredita que pode ferir a água, pois a parte ao meio como parte qualquer outra coisa. E a rocha, por sua vez, acha que pode cair sobre a água e danificá-la. No entanto, a rocha não danifica a água; simplesmente faz com que ela desvie o seu curso. A espada, por mais que afunde seu fio na água, não pode parti-la. A água se adapta, a rodeia, mas não deixa de fluir. Em compensação, a água pode desgastar a rocha e oxidar a espada até que seu fio não mais corte. A paciência, a calma e a capacidade de adaptação são armas mais poderosas. O brando – a água – acolhe, enquanto o duro – a rocha – repele. Uma pedra pontiaguda é ameaçadora, mas pode ser destruída pela água, que penetra em suas fendas e, ao congelar, é capaz de parti-la, por mais dura que seja. Nosso caminho pode nos levar a muitos lugares, e, para aprender sobre eles, é preciso ser como a água e nos adaptarmos ao curso dos acontecimentos. Como o mundo nunca se adaptará a nós, devemos ser flexíveis como o bambu, que balança com o vento mas não se quebra. Um rio, em cada local que ele passa, recolhe em sua corrente fragmentos desse lugar, de tudo o que aconteceu ali. Isso enriquece o rio. Da mesma maneira, o que encontramos em nosso caminho nos nutre e nos dá sabedoria sempre que não desprezamos esse conhecimento. Em muitos relacionamentos, um dos membros do casal, ou ambos, tenta mudar o outro, moldá-lo para que seja como gostaria que fosse. Força o outro a ser o que não é. O segredo dos casais felizes, como em qualquer tipo de relação interpessoal, é o respeito mútuo e a confiança. Com nossa imaginação e iniciativas, produzimos nosso destino, mas cada ato precisa ser um traje sob medida para as situações mutáveis. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

sábado, 25 de outubro de 2014

EU SOU SENSITIVO. E VOCÊ? (*)

Uma das características marcantes a nessas pessoas é a dificuldade em assistir os trágicos noticiários veiculados na TV. E sentem as dores do mundo com maior profundidade. Freqüentar lugares cheios como estádios de futebol, shopping e shows de rock pode ser muito desagradável, a grande mistura de energias lhes causa mal-estar. Comprar objetos usados em locais como brechós e sebos não é nenhum pouco tolerável, pois sentem a energia do antigo dono. A bagunça no lar incomoda, ela traz uma sensação de peso e bloqueia sua energia que também fica desordenada. Muitos sensitivos não comem carne, não por considerarem o sabor desagradável, essa escolha se deve à capacidade de sentir a energia dos alimentos, captam o sofrimento do animal abatido que fica impregnado na carne. Na tentativa de aliviar o desconforto causado pela sua hiper sensibilidade, alguns desses paranormais acabam se entregando aos vícios, usando drogas e ingerindo bebidas alcoólicas em excesso, trata-se de uma forma inconsciente de autoproteção das desagradáveis sensações captadas. Essas pessoas precisam de momentos de solidão para se interiorizar, ficando livres de influências externas e reencontrando seu centro. O contato direto com a natureza também são por eles valorizados, pois mesmo de forma inconsciente, purificam-se nestes locais sentindo-se revigorados. O
s sensitivos não convivem apenas com os aspectos negativos de sua natureza. Essa sensibilidade tem o poder de guiá-los por entre as falsidades do mundo em direção à verdade. Uma vantagem inigualável é conseguir enxergar além das aparências logo à primeira vista, é impossível mentir para eles. Identificam quais são as pessoas perigosas, assim como, as pessoas de bom coração, selecionando com qualidade seus relacionamentos íntimos. Sabem de coisas que nunca lhes foram ditas, ou estudadas. Sempre que estão em equilíbrio, usam intuitivamente sua capacidade optando pelas melhores decisões de vida. Percebem com facilidade a presença de seu anjo de guarda e as vibrações divinas, absorvendo-as intensamente. Bem utilizado esse dom funciona como um verdadeiro guia de vida, uma proteção permanente. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A DOR DO AMOR. PAIXÃO E LUTO... (*)

JAMAIS vivenciei um acidente aéreo, mas já ouvi narrativas – com riquezas de detalhes mórbidos – de sobreviventes. Eles percebem a perda de altitude, a potência fragilizada das turbinas, o desastre à vista, até que ocorre a parada definitiva do avião e ouve-se um barulho ensurdecedor, lancinante. Alvo efetivamente assustador e inominável. Ou abominável? Depois, o estrondo – como o trovão – sobe do chão um silêncio aterrador. Por alguns átimos de segundos, ninguém fala – mutismo total – e ninguém se move. Todos em choque. Ou mutilados? Não se sabe exatamente o que aconteceu, mas sabe-se que é grave. Gravíssimo. Algo de sólido e consistente que existia não existe mais. Inapelavelmente... Eu sabia que terminaríamos, eu sabia que era uma viagem sem destino, sabia desde o início e não sabia, não sabia que doeria tanto, que era tanto e intenso, que era muito mais do que se pode saber, ninguém pode saber um amor, entender um amor, tanto que terminou sem muito discurso, economia verbal é bom e eu gosto. Foi uma noite fatídica em que você quase pediu – trejeito de Lilith, Afrodite ou Cleópatra? – me deixe. Ora, ora, pra que me enganar: você realmente pediu, sem balbuciar palavra, você vinha pedindo, me deixe, olhe o jeito que te trato, repare em como não te quero mais, me deixe, e eu, de repente, naquela noite que poderia ter sido amena, me vi desistindo de um jantar – regado a vinho – e de nós dois em menos de quinze minutos, a decisão mais célere da minha vida, e a mais longa, começou a ser amadurecida – como espera em UTI – desde o dia em que falei com você pela primeira vez, desde uma tarde em que ainda nem tínhamos iniciado nada e eu já amadurecia o fim, e assim foi durante os dois anos em que estivemos tão juntos e tão separados, eu em permanente estado de paixão e luto me projetando para o amor e a dor simultaneamente.
Você não ligaria no dia seguinte, era domingo. O que eu fazia aos domingos de manhã? Caminhava – com Simurgh – o cachorrinho de estimação, em volta do shopping, então caminharei, mas falta você, coloquei o tênis confortável, saí a pé do meu tugúrio, falta você e não falta, o estrondo está diminuindo – cessando o impacto profundo – o barulho acabou, será que eu já percebi o acidente? Dou uma volta em torno do Shopping, duas voltas, três voltas, você não virá aqui me ver? Volto. Telefono para o melhor amigo Paulo, não telefono pra você, conto pra ele que terminamos, meu relato é muito coerente e sucinto, ele lamenta mais ou menos, já ouviu contar essa história anteriormente, somos reincidentes em finais, mas agora é pra valer, quem me acredita? (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

EMPATIA: A ARTE DE SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO (*)

Em geral é difícil compreender o outro porque não conhecemos uma situação similar em nossa existência. Por exemplo, quem não viveu a morte de um pai ou uma mãe dificilmente pode imaginar a dor e o vazio que essa experiência causa. A empatia também deve funcionar na direção oposta: precisamos aceitar que os outros só podem nos entender dentro dos limites do que viveram. Não podemos exigir total compreensão de pessoas que têm vidas e experiências muito diferentes das nossas. Muitas vezes estar ao lado daquele que está sofrendo é o suficiente. Deixá-lo sentir o nosso calor. Nem tudo pode ser compartilhado, mas a presença das pessoas queridas alivia qualquer peso. Às vezes é só estar. Não é necessário compreender, apresentar soluções nem dizer nada. Basta ele saber que não está sozinho no naufrágio.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 9 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A PESSOA QUE ODIAMOS É O NOSSO ESPELHO (*)

Muitas pessoas acreditam equivocadamente que o ódio é o oposto do amor, quando a única coisa que é contrária ao amor é a indiferença. O que não amamos não existe para nós. Se um país não nos atrai, simplesmente nunca pensamos nele. Quando odiamos alguém, é porque essa pessoa possui algo que nos toca profundamente e nos provoca mal-estar. Esse alguém está espelhando algo que há dentro de nós e que não queremos reconhecer. Se não fosse assim, não nos incomodaria. Desse modo, o invejoso sofre a inveja alheia com mais intensidade do que qualquer um; o indiscreto se irrita de forma desproporcional quando sofre uma indiscrição. A pessoa que odiamos é o nosso espelho e, portanto, um mestre espiritual que não devemos desprezar. O ódio é uma deformação do amor, mas é amor, no fim das contas. E, se temos amor, também temos a capacidade de transformá-lo em algo positivo, como foi o caso de um casal de colegas de trabalho que brigavam muito e trocaram as discussões por uma aventura amorosa. Talvez brigassem porque o amor, ao ser detectado, produz medo, e esse medo muitas vezes se disfarça de aversão. Portanto, na próxima vez que você sentir ódio de alguém, pergunte a si mesmo o que esse sentimento está refletindo e qual é a lição que ele tem a ensinar. Depois examine aquilo de que não gosta em si mesmo e tente livrar-se disso. Certa vez, quando um jornalista perguntou ao ator John Malkovich sua opinião sobre os movimentos de extrema direita, ele respondeu: “Não me preocupo com o nazista que cruza comigo na rua. O que me preocupa é o nazista que vive dentro de mim.” (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos nove anos já lia Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

NARCISISMO CRUEL E EGOCÊNTRICO (*)

O narcisista freqüentemente deleita-se com a sua crescente sensação de poder, controle e capacidade de destruir o outro e com isso acaba diminuindo-o a qualquer custo. Quanto mais poder, mais delirante fica. Essas aberrações costumam acontecer dentro de sua própria casa, no lugar onde não necessita vestir nenhum personagem. Costuma humilhar diminuindo parceiros e filhos mantendo todos num clima de terror e de domínio psicológico. Em seu mundo psíquico, narcisistas sobrevivem quando conseguem quebrar, diminuindo quem está à sua volta e, como também são perversas, irão fazer o impossível para que suas vítimas transgridam também tudo o que significa leis morais e de caráter para si mesmas. Projetam todo o ódio da existência dos limites e da lei que de algum modo suas presas acabam representando para elas. Ficam cegas fazendo de tudo para que as mesmas se corrompam em tudo o que honram como sagrado e correto para si mesmas. Transgridem, portanto, em tudo o que significa lei e sentido de honestidade para suas vítimas. Os narcisistas cruéis agem deste modo, mesmo sabendo que as leis existem, porém, em algum momento de suas vidas tiveram uma cisão interna passando a negá-las de modo frenético, inconsciente e escondido, inclusive para si mesmas. Em suas artimanhas irão trair e convencerão suas vítimas de que podem passar por cima disso, ainda infundindo culpas, dores emocionais e por vezes físicas. O sentido oculto disso está na crueldade, no prazer de fazer suas vítimas transgredirem tudo o que lhes é mais sagrado, ou seja, tudo o que faz sentido moral. Muitas, inclusive, roubam, mas têm a capacidade de fazer tudo parecer dúbio, embora seja fato conhecido. O prazer está na transgressão da lei e aqui advém também o prazer de acionar a transgressão da lei pelo outro. Os cruéis sabem que existe a lei pública e pessoal, mas têm imenso deleite em transgredi-las e com isso avançam por todos os limites que o outro pode suportar, apenas para poderem ter o desfrute da quebra da lei. São viciados e reféns deste tipo de comportamento... A personalidade cruel vive em dois mundos, um dentro da lei e outro fora. São totalmente dissociados de si mesmos. Suas vítimas são apenas objetos úteis para sua viciosa crueldade. Também são reféns de si mesmos, mas sequer sabem disso. Enfim, acabam funcionando como vampiros predadores, assassinos silenciosos. (*) por EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

sábado, 11 de outubro de 2014

O SIGNIFICADO DE ÍTACA (*)

Quando você partir, em direção a Ítaca, que sua jornada seja longa, plena de aventuras, repleta de conhecimento. Não tema Laestrigones e Ciclopes nem o irascível Poseidon; você não irá encontrá-los durante o caminho, se o pensamento estiver elevado, se a emoção jamais abandonar seu corpo e seu espírito. Laestrigones e Ciclopes, e o enfurecido Poseidon não estarão em seu caminho se você não carregá-los em sua alma, se sua alma não os colocar diante de seus passos. Espero que sua estrada seja longa. Que sejam muitas as manhãs de verão, que o êxtase de ver os primeiros portos, entre o Crepúsculo e a Aurora, traga uma alegria nunca experimentada. Busque visitar os empórios da Fenícia, recolha o que há de melhor. Vá às cidades do Egito, aprenda com um povo que tem tanto a ensinar. Não perca Ítaca de vista, pois chegar lá é o seu destino. Mas não apresse os seus passos; é melhor que a jornada demore muitos anos e seu barco só ancore na ilha quando você já estiver enriquecido com o que conheceu no caminho. Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas. Ítaca já lhe deu uma bela viagem; sem Ítaca, você jamais teria partido. Ela já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar. Se no final, você achar que Ítaca é pobre, não pense que ela o enganou. Porque você tornou-se um sábio, viveu uma vida intensa, e este é o significado de Ítaca.
(*) copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EXISTE O VERDADEIRO AMOR? (*)

Uma voz interna, compassiva e serena, sempre presente, de lealdade nítida, responde: Sim! Procure-o, não se conforme com qualquer coisa, você vale muito e merece ser feliz... Não abandone a esperança. Deus tem para você o que você sempre sonhou, não renuncie aos seus ideais, aos seus sonhos. Não há tempo? Não está mais na idade? Nunca é tarde, que não aconteça de, por querer correr igual aos outros, você nunca chegue à sua meta e sofra mais por não ter sabido esperar que chegasse a pessoa certa, aquele ser que o fará crescer como pessoa, com quem vai formar uma bonita família, que o compreende e que lhe dá paz e a tranqüilidade de que todos necessitam. Nunca esmoreça e continue a busca. Enquanto acreditar que pode conseguir, terá forças para tentar e encontrará. Não sinta que perdeu quando seus planos e sonhos não se realizam de acordo com seus desejos; não desanime e continue procurando. Cada vez que aprende algo novo sobre você ou sobre a vida, você avança. Não faça nada que diminua seu respeito próprio. Estar satisfeito com a gente mesmo é essencial para estar satisfeito com a vida, não se conforme com um amor pela metade, busque um amor completo, que o faça se sentir pleno. Arrisque-se e busque o amor de uma boa pessoa, ela também o está procurando. (*) por EUGENIO SANTANA, Escritor laureado e premiado, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da
cadeira número dois; sócio efetivo da UBE/SC-GO – União Brasileira de Escritores. Escreve e publica a partir de 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida de seus leitores. Busca a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a sua Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A LINHA TÊNUE ENTRE AMOR E REJEIÇÃO (*)

Por mais estranho que isso possa parecer, quanto mais rejeição a pessoa sofreu durante sua infância, maior a tendência de que ela fique "viciada" em ser rejeitada. Essa foi a maneira distorcida que ela aprendeu a se relacionar e receber "amor". Na verdade, ela vive em busca da aprovação dessas pessoas que a rejeitam, e costuma receber breves momentos de aprovação, que são apenas migalhas. Quando esses momentos ocorrem, sentem-se muito bem. Mas é algo temporário e logo vem a rejeição mais uma vez, e com a rejeição, vem novamente a necessidade de ser aprovada. E vira um circulo vicioso de: Rejeição - Busca por Aprovação - Alívio temporário quando consegue - Rejeição Novamente. É muito comum que aquele filho mais rejeitado pelos pais, seja o mais dedicado a eles. Esse filho vive numa busca eterna por migalhas de aprovação. Nesses momentos ele sente, por um breve instante, que tem algum valor. E por isso faz de tudo para agradar numa busca constante por mais aprovação. Depois a criança se torna um adulto e repete esse comportamento nos seus relacionamentos amorosos. Quando um parceiro tem estabilidade emocional e não consegue lhe dar essa montanha russa emocional a qual a pessoa está inconscientemente condicionada, ela não consegue se sentir atraída. Quando o relacionamento reproduz o círculo vicioso da "rejeição - migalhas de aprovação e atenção", a pessoa sente uma intensa atração. Indo um pouco mais fundo, não é a pessoa em si que tem essa atração pela rejeição. Quem sente essa atração é a carga emocional acumulada de rejeição que a pessoa carrega. Essa carga forma uma sombra, e essa sombra tem necessidade de crescer e se alimentar. E o seu alimento é a rejeição. Então, a sombra leva a pessoa de forma inconsciente a buscar relacionamentos que tragam esse sentimento, pra que ela possa se fortalecer. A cura para esse "vício" está em liberar os sentimentos de rejeição que a pessoa carrega. Com a autoconfiança, você consegue dissolver profundamente as emoções das experiências negativas do passado. Isso ajuda a dissolver a sombra e a resgatar a autoestima. A conseqüência é a mudança de comportamento. A pessoa deixa de se sentir atraída por relacionamentos doentes e passa a se interessar por relações mais saudáveis onde o normal é dar e receber amor e atenção. (*) por EUGENIO SANTANA, Escritor laureado e premiado, autor de livros publicados, jornalista de mídia impressa e ensaísta. Membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM), cadeira número dois; sócio efetivo da UBE/SC-GO – União Brasileira de Escritores. Escreve e publica a partir de 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida de seus leitores. Busca a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a sua Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)