sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PREMONIÇÃO AUTORREALIZÁVEL (*)

O SOCIÓLOGO FRANCÊS GUY SORMAN define o medo da vida e do futuro como um dos grandes obstáculos que nos impedem de aproveitar os prazeres da vida. Quando focamos as alegrias do presente, nossos sentimentos e nossa consciência se conectam ao bem-estar do momento e o futuro se apresenta leve diante de nós. Em contraposição, as pessoas que vêem apenas o lado sombrio de tudo acabam não só amargurando seu presente como também prognosticando desgraças. Suas expectativas condicionam seus atos, que fazem do futuro exatamente aquilo que haviam previsto. Esse ciclo é conhecido como “profecia autorrealizável”. Sorman a explica citando uma das obras mais célebres de Shakespeare: Macbeth é um fiel súdito de seu rei. Um dia, lhe predizem que ele está destinado a governar a nação. Quando o homem conta a profecia à esposa, desperta sua ambição, que desencadeará a tragédia. Estando o rei hospedado em sua casa, a mulher convence Macbeth a assassiná-lo. Já coroado, lhe é revelada outra profecia: quem o sucederá no trono será seu filho ou o de um amigo. Shakespeare então fará com que tudo flua em direção ao sangrento final predito, que não aconteceria se ninguém houvesse acreditado nele e agido de forma a torná-lo possível. Muitas tragédias têm origem numa profecia autorrealizável que nos condiciona e limita nossa liberdade de ação.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Cinco livros publicados, incluindo de autoajuda. Imortal da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, e, desde 1989, é sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Arquivado em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

ENCONTRE RESPOSTAS ATRAVÉS DA TERAPIA FILOSÓFICA (*)

Não seria um grande privilégio poder conversar sobre nossos medos, angústias ou qualquer tipo de aflição com os cérebros mais privilegiados da história? Certamente sentiríamos um grande alívio espiritual se dialogássemos sobre a morte com Platão e Descartes. Descobriríamos facetas desconhecidas de nós mesmos se lêssemos Kant, Aristóteles ou Montesquieu. Infelizmente, vivemos num mundo em que tudo é rotulado. Existe uma síndrome para qualquer coisa. Parece necessário inventar doenças que não existem. A angústia ou ansiedade que surge diante da idéia da morte ou de uma mudança drástica nos faz buscar respostas para várias perguntas. Não somos tão originais, pois as mesmas questões foram feitas anteriormente e os grandes filósofos as responderam. Talvez as respostas não sejam as que buscamos, mas podem nos ajudar encontrar nossa própria explicação e algum consolo. Uma pessoa com dificuldade de encontrar um parceiro amoroso ou de escolher o mais adequado deveria consultar a filosofia de Buda e Lao-Tsé, passando por Aristóteles ou Sêneca. Quem já tem um parceiro e quer manter a qualidade de seu relacionamento faria bem ler Thomas Hobbes, Pitágoras, Sócrates ou, ainda que pareça estranho, Maquiavel. Se for chegado o momento de grandes decisões e precisamos enfrentar o dilema de terminar ou não uma relação, não devemos deixar de consultar Ayn Rand, o Dalai-Lama, Immanuel Kant ou Jean-Paul Sartre. Se estivermos insatisfeitos no trabalho, temos um gestor tirano ou nos sentimos entediados com nossas atribuições, deveríamos ler Voltaire, Rousseau, Aristóteles e também o Bhagavad Gita. Aos que se encontram na meia-idade, é possível superar a crise com o auxílio de Confúcio e Buda. Se não sabemos o que fazer da vida, não temos um objetivo ou sentimos um grande vazio, evitaremos decisões equivocadas com os pensamentos de Simone de Beauvoir, Thomas Mann e Rudyard Kipling. Também é possível superar o mais terrível dos medos: o da morte, seja a nossa ou a de um ente querido. O fato de algum dia deixarmos de existir pode nos encher de angústia. Vale a pena tentar nos afastar dessa angústia conhecendo as idéias de Simone de Beauvoir, Lao-Tsé, David Hume e Confúcio. O conhecimento não ocupa espaço. Só nos falta vontade de pensar, comunicar e desligar a televisão por um tempo. Vamos colocar filosofia em nossa vida!
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

domingo, 26 de outubro de 2014

O SEGREDO DOS CASAIS FELIZES: RESPEITO MÚTUO E CONFIANÇA (*)

AS PESSOAS FLEXÍVEIS TÊM A CAPACIDADE de se adaptar ao meio, mas conseguem manipular as circunstâncias para ajudá-las a atingir suas metas, como o lutador de judô que utiliza a força do adversário em seu próprio benefício. Ser água é se adaptar à realidade mutável e aprender a arte da paciência. Ou ciência da Paz. A espada e a rocha se consideram superiores: a espada acredita que pode ferir a água, pois a parte ao meio como parte qualquer outra coisa. E a rocha, por sua vez, acha que pode cair sobre a água e danificá-la. No entanto, a rocha não danifica a água; simplesmente faz com que ela desvie o seu curso. A espada, por mais que afunde seu fio na água, não pode parti-la. A água se adapta, a rodeia, mas não deixa de fluir. Em compensação, a água pode desgastar a rocha e oxidar a espada até que seu fio não mais corte. A paciência, a calma e a capacidade de adaptação são armas mais poderosas. O brando – a água – acolhe, enquanto o duro – a rocha – repele. Uma pedra pontiaguda é ameaçadora, mas pode ser destruída pela água, que penetra em suas fendas e, ao congelar, é capaz de parti-la, por mais dura que seja. Nosso caminho pode nos levar a muitos lugares, e, para aprender sobre eles, é preciso ser como a água e nos adaptarmos ao curso dos acontecimentos. Como o mundo nunca se adaptará a nós, devemos ser flexíveis como o bambu, que balança com o vento mas não se quebra. Um rio, em cada local que ele passa, recolhe em sua corrente fragmentos desse lugar, de tudo o que aconteceu ali. Isso enriquece o rio. Da mesma maneira, o que encontramos em nosso caminho nos nutre e nos dá sabedoria sempre que não desprezamos esse conhecimento. Em muitos relacionamentos, um dos membros do casal, ou ambos, tenta mudar o outro, moldá-lo para que seja como gostaria que fosse. Força o outro a ser o que não é. O segredo dos casais felizes, como em qualquer tipo de relação interpessoal, é o respeito mútuo e a confiança. Com nossa imaginação e iniciativas, produzimos nosso destino, mas cada ato precisa ser um traje sob medida para as situações mutáveis. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

sábado, 25 de outubro de 2014

EU SOU SENSITIVO. E VOCÊ? (*)

Uma das características marcantes a nessas pessoas é a dificuldade em assistir os trágicos noticiários veiculados na TV. E sentem as dores do mundo com maior profundidade. Freqüentar lugares cheios como estádios de futebol, shopping e shows de rock pode ser muito desagradável, a grande mistura de energias lhes causa mal-estar. Comprar objetos usados em locais como brechós e sebos não é nenhum pouco tolerável, pois sentem a energia do antigo dono. A bagunça no lar incomoda, ela traz uma sensação de peso e bloqueia sua energia que também fica desordenada. Muitos sensitivos não comem carne, não por considerarem o sabor desagradável, essa escolha se deve à capacidade de sentir a energia dos alimentos, captam o sofrimento do animal abatido que fica impregnado na carne. Na tentativa de aliviar o desconforto causado pela sua hiper sensibilidade, alguns desses paranormais acabam se entregando aos vícios, usando drogas e ingerindo bebidas alcoólicas em excesso, trata-se de uma forma inconsciente de autoproteção das desagradáveis sensações captadas. Essas pessoas precisam de momentos de solidão para se interiorizar, ficando livres de influências externas e reencontrando seu centro. O contato direto com a natureza também são por eles valorizados, pois mesmo de forma inconsciente, purificam-se nestes locais sentindo-se revigorados. O
s sensitivos não convivem apenas com os aspectos negativos de sua natureza. Essa sensibilidade tem o poder de guiá-los por entre as falsidades do mundo em direção à verdade. Uma vantagem inigualável é conseguir enxergar além das aparências logo à primeira vista, é impossível mentir para eles. Identificam quais são as pessoas perigosas, assim como, as pessoas de bom coração, selecionando com qualidade seus relacionamentos íntimos. Sabem de coisas que nunca lhes foram ditas, ou estudadas. Sempre que estão em equilíbrio, usam intuitivamente sua capacidade optando pelas melhores decisões de vida. Percebem com facilidade a presença de seu anjo de guarda e as vibrações divinas, absorvendo-as intensamente. Bem utilizado esse dom funciona como um verdadeiro guia de vida, uma proteção permanente. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A DOR DO AMOR. PAIXÃO E LUTO... (*)

JAMAIS vivenciei um acidente aéreo, mas já ouvi narrativas – com riquezas de detalhes mórbidos – de sobreviventes. Eles percebem a perda de altitude, a potência fragilizada das turbinas, o desastre à vista, até que ocorre a parada definitiva do avião e ouve-se um barulho ensurdecedor, lancinante. Alvo efetivamente assustador e inominável. Ou abominável? Depois, o estrondo – como o trovão – sobe do chão um silêncio aterrador. Por alguns átimos de segundos, ninguém fala – mutismo total – e ninguém se move. Todos em choque. Ou mutilados? Não se sabe exatamente o que aconteceu, mas sabe-se que é grave. Gravíssimo. Algo de sólido e consistente que existia não existe mais. Inapelavelmente... Eu sabia que terminaríamos, eu sabia que era uma viagem sem destino, sabia desde o início e não sabia, não sabia que doeria tanto, que era tanto e intenso, que era muito mais do que se pode saber, ninguém pode saber um amor, entender um amor, tanto que terminou sem muito discurso, economia verbal é bom e eu gosto. Foi uma noite fatídica em que você quase pediu – trejeito de Lilith, Afrodite ou Cleópatra? – me deixe. Ora, ora, pra que me enganar: você realmente pediu, sem balbuciar palavra, você vinha pedindo, me deixe, olhe o jeito que te trato, repare em como não te quero mais, me deixe, e eu, de repente, naquela noite que poderia ter sido amena, me vi desistindo de um jantar – regado a vinho – e de nós dois em menos de quinze minutos, a decisão mais célere da minha vida, e a mais longa, começou a ser amadurecida – como espera em UTI – desde o dia em que falei com você pela primeira vez, desde uma tarde em que ainda nem tínhamos iniciado nada e eu já amadurecia o fim, e assim foi durante os dois anos em que estivemos tão juntos e tão separados, eu em permanente estado de paixão e luto me projetando para o amor e a dor simultaneamente.
Você não ligaria no dia seguinte, era domingo. O que eu fazia aos domingos de manhã? Caminhava – com Simurgh – o cachorrinho de estimação, em volta do shopping, então caminharei, mas falta você, coloquei o tênis confortável, saí a pé do meu tugúrio, falta você e não falta, o estrondo está diminuindo – cessando o impacto profundo – o barulho acabou, será que eu já percebi o acidente? Dou uma volta em torno do Shopping, duas voltas, três voltas, você não virá aqui me ver? Volto. Telefono para o melhor amigo Paulo, não telefono pra você, conto pra ele que terminamos, meu relato é muito coerente e sucinto, ele lamenta mais ou menos, já ouviu contar essa história anteriormente, somos reincidentes em finais, mas agora é pra valer, quem me acredita? (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

NOSSO CAMINHO EM MEIO À NÉVOA (*)

TODA EXISTÊNCIA É UMA TRILHA a ser percorrida por cada pessoa. Ninguém pode fazer isso por nós, porque o caminho não está marcado no mapa; nós o construímos pouco a pouco, passo a passo, com nossas decisões e ações. O essencial é avançar, como o barco que deixa seu rastro entre as ondas. Se a embarcação pára, o rastro desaparece. Nesse caso, viveríamos uma existência sem rumo. O caminho da vida está cheio de mistérios, luzes e sombras. Não obstante, o maior mistério é descobrir quem somos nós próprios. Além de buscar o amor, o sucesso, a realização e o bem-estar, para que nossa experiência como seres humanos seja completa devemos nos encontrar traçando nosso próprio caminho. Contudo, estamos tão acostumados a que nos indiquem o caminho, nos marquem os pontos a seguir, nos digam “é por aqui”, que traçar um rumo particular pode nos deixar inseguros. Faz-se a estrada ao andar e vive-se a vida ao vivê-la, não ao contemplá-la. Se nossa experiência se transforma em algo passivo, que outros estabelecem por nós, nunca conheceremos a liberdade de ser quem realmente somos nem os benefícios da peregrinação ao nosso verdadeiro eu. Não deixaremos nem sequer um rastro próprio, porque iremos atrás de outra pessoa e o rastro dela será o nosso. Por isso é necessário traçar nossa rota, errar, corrigir, sentir medo e superá-lo. Conheceremos a nós mesmos a cada passo, descobriremos nossos sonhos, nossas motivações. E assim teremos a satisfação de criar nossa própria vida. Peregrinar em direção a si mesmo significa enfrentar sozinho as próprias contradições. É provável que erremos o traçado, que a trilha se bifurque ou se perca por uma zona pantanosa. Isso muitas vezes nos assusta e nos paralisa. Mas, se soubermos escutar nossa voz interior, encontraremos novamente nosso caminho em meio à névoa. O antropólogo Carlos Castañeda dizia que, quando nos encontramos diante de uma encruzilhada, escolhemos o caminho que “tem coração”, isto é, o que instintivamente sabemos ser o correto. Em certas ocasiões ficamos em silêncio, imóveis, porque não sabemos o que fazer com nossas vidas. Isso acontece, por exemplo, quando vivemos uma crise emocional, um rompimento amoroso, o fim de um ciclo ou a demissão de um emprego; são situações que alteram o rumo de nossa vida e provocam uma pausa em algum processo. O importante é não deixar parar o motor, não ficarmos na sarjeta, indecisos, sem saber o que fazer. É preciso enfrentar as situações sem afundar nelas. Se tomamos decisões equivocadas para chegar até aqui, não podemos apagar o caminho já percorrido, mas sempre temos tempo de fazer uma curva que nos coloque de volta na trilha de nossos sonhos.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 9 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

SE ENTREGAR À NATUREZA DE FORMA CRIATIVA (*)

A NATUREZA NOS ACOLHE SEM FAZER PERGUNTAS, sem nos julgar, e isso nos devolve a serenidade perdida e nos conecta com nosso eu mais profundo. Há pessoas que vão ao rio para ouvir o som da água, porque dizem que isso as relaxa; outras vão caminhar no campo para esvaziar a mente das preocupações cotidianas ou se permitem apenas ficar em silêncio com pensamentos mais elevados sobre sua existência. Todo ser humano precisa retomar essa tranqüilidade essencial, sair do mundo por alguns instantes e estar a sós consigo mesmo, confortado pela natureza. Também se pode entrar em contato com ela através do diálogo criativo. Por exemplo, por meio da jardinagem. Ao cuidar do jardim, detemos o pensamento enquanto nossa atenção é voltada para a vida que se desenvolve diante dos nossos olhos. Aprendemos sobre as plantas, entramos em comunhão com elas e assumimos seu ritmo, sem exigências nem expectativas. Há estudos que indicam que o cuidado com as plantas eleva a autoestima, favorece o relaxamento e, sem dúvida, ajuda a obter um tônus físico melhor, tanto pelo exercício suave como pelo fato de estar ao ar livre. Por outro lado, cuidar de algo que não seja nós mesmos traz um grande benefício espiritual. Ajudamos a natureza a prosperar e de algum modo crescemos com ela, já que nos concentramos em um objetivo pequeno, concreto, onde a observação, e não a ação, é o mais importante. As plantas têm o seu ritmo, e a pessoa que cuida delas aprende a respeitá-lo e a integrá-lo em sua vida. Há muito o que aprender com um jardim em crescimento, pois seu estado e os cuidados que lhe dispensamos são um reflexo de nosso jardim interior. Talvez a lição seja simples assim: quem é capaz de cuidar de seu jardim também pode cuidar de si mesmo.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 9 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

EMPATIA: A ARTE DE SE COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO (*)

Em geral é difícil compreender o outro porque não conhecemos uma situação similar em nossa existência. Por exemplo, quem não viveu a morte de um pai ou uma mãe dificilmente pode imaginar a dor e o vazio que essa experiência causa. A empatia também deve funcionar na direção oposta: precisamos aceitar que os outros só podem nos entender dentro dos limites do que viveram. Não podemos exigir total compreensão de pessoas que têm vidas e experiências muito diferentes das nossas. Muitas vezes estar ao lado daquele que está sofrendo é o suficiente. Deixá-lo sentir o nosso calor. Nem tudo pode ser compartilhado, mas a presença das pessoas queridas alivia qualquer peso. Às vezes é só estar. Não é necessário compreender, apresentar soluções nem dizer nada. Basta ele saber que não está sozinho no naufrágio.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 9 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

OVERDOSE DE BELEZA CAUSA ALUCINAÇÕES (*)

(Dedicado à pseudomodelo Nuria Liz Couto: toda beleza é efêmera)
Sobre os perigos da fixação pela beleza, vamos lembrar que o mito de Narciso, que era um jovem de extrema beleza que desprezava todas as suas pretendentes. Uma delas, a ninfa Eco, desesperou-se de tal maneira com sua rejeição que emagreceu até se tornar uma simples voz. Muito sentidas, as ninfas clamaram vingança pela dor infligida. E a vingança chegou. Num dia de muito calor, Narciso se aproximou de uma fonte para beber água. Inclinou-se sobre a água para matar a sede e viu ali a imagem de um rosto perfeito, o seu. No mesmo instante apaixonou-se por ele mesmo. Falava consigo mesmo, se adulava, mas não conseguia se tocar; então se inclinou mais e mais sobre o reflexo, até que conseguiu beijá-lo. Ao beijá-lo, Narciso caiu na água e se afogou. O que aprendemos sobre Narciso é que a autocomplacência é sempre destrutiva, assim como atribuir demasiado valor à estética. Os que já sofreram da síndrome de Stendhal sabem disso; uma overdose de beleza pode provocar mal-estar e até alucinações. O poeta norte-americano Ralph Waldo Emerson dizia que “embora viajemos por todo o mundo em busca da beleza, devemos levá-la conosco para poder encontrá-la”. A beleza que desperta nossa plenitude também está ao nosso redor nas pequenas coisas do dia a dia. Em meio ao trabalho de atividades em que vivemos, basta olhar para as estrelas ou nos aproximar do mar para sentir como a beleza inunda nossa alma. Nesse momento estaremos admirando o esplendor do mundo sem esperar nada em troca e sem querer possuí-lo. Ao entrar em comunhão com ela, descobrimos a harmonia que há em nós. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 9 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

OS INIMIGOS SÃO MAIS ÚTEIS QUE OS AMIGOS (*)

OS HOMENS SÁBIOS aprendem muito com seus inimigos. As pessoas que nos irritam profundamente são valiosa fonte de sabedoria, já que ressaltam nossos pontos fracos e nos servem de espelho. O inimigo faz com que nos movamos e saiamos da situação de comodidade que nos tinha paralisado. Ele nos obriga a extrair o melhor de nós mesmos, e também o pior. Se somos capazes de ver nossas próprias reações com distanciamento e um pouco de humor, em cada conflito aprendemos uma grande lição sobre quem somos e quais são nossas carências. Ter relações exclusivamente harmônicas gera uma inércia que pode ser paralisante, pois não necessitamos buscar coisas novas nem nos vemos obrigados a rever nossas convicções. Nós nos limitamos a seguir o caminho de sempre. Para nos desenvolvermos intelectual e emocionalmente necessitamos reagir, testar a nós mesmos, mudar de perspectiva, sofrer. Em suma: aprender. Como nas artes marciais, para conseguir isso é necessário que alguém nos coloque em ação. Quando as coisas ao nosso redor não vão bem, quando não estamos satisfeitos com a nossa vida, essa contrariedade, essa força negativa que afeta nossa estabilidade e atua como um inimigo deve ser utilizada como motor para a mudança. Todo conflito revela o que não funciona e nos permite acender a faísca da criatividade. Sem alguém ou algo que nos desafie, essa faísca seria apagada. Por isso, devemos agradecer aos obstáculos e aos inimigos, como sugere o Dalai Lama, porque graças a eles podemos crescer e subir um degrau em nosso caminho de evolução pessoal.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos nove anos já lia Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM)

A PESSOA QUE ODIAMOS É O NOSSO ESPELHO (*)

Muitas pessoas acreditam equivocadamente que o ódio é o oposto do amor, quando a única coisa que é contrária ao amor é a indiferença. O que não amamos não existe para nós. Se um país não nos atrai, simplesmente nunca pensamos nele. Quando odiamos alguém, é porque essa pessoa possui algo que nos toca profundamente e nos provoca mal-estar. Esse alguém está espelhando algo que há dentro de nós e que não queremos reconhecer. Se não fosse assim, não nos incomodaria. Desse modo, o invejoso sofre a inveja alheia com mais intensidade do que qualquer um; o indiscreto se irrita de forma desproporcional quando sofre uma indiscrição. A pessoa que odiamos é o nosso espelho e, portanto, um mestre espiritual que não devemos desprezar. O ódio é uma deformação do amor, mas é amor, no fim das contas. E, se temos amor, também temos a capacidade de transformá-lo em algo positivo, como foi o caso de um casal de colegas de trabalho que brigavam muito e trocaram as discussões por uma aventura amorosa. Talvez brigassem porque o amor, ao ser detectado, produz medo, e esse medo muitas vezes se disfarça de aversão. Portanto, na próxima vez que você sentir ódio de alguém, pergunte a si mesmo o que esse sentimento está refletindo e qual é a lição que ele tem a ensinar. Depois examine aquilo de que não gosta em si mesmo e tente livrar-se disso. Certa vez, quando um jornalista perguntou ao ator John Malkovich sua opinião sobre os movimentos de extrema direita, ele respondeu: “Não me preocupo com o nazista que cruza comigo na rua. O que me preocupa é o nazista que vive dentro de mim.” (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos nove anos já lia Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM)

sábado, 18 de outubro de 2014

AMOR FRAGMENTADO.CORAÇÃO PARTIDO? (*)

Rogério olha para Luciene e se pergunta por onde viaja o seu pensamento. Perdido cogita em dizer algo, alguma piada, mas, o que falar quando tudo já foi dito? Resta o silêncio, o momento maior de comunicação, de entendimento. Ele relembra do primeiro beijo, do coração acelerado e depois, dos sonhos compartilhados juntos, e lentamente de como foi ficando, apático, insosso, frio, esquecido, culpa dele? Dela? Quem sabe? Reflete que quando acaba o amor não há culpados, somente vítimas... Luciene sorri e pensa que jamais se sentiu tão frágil quanto agora e agora é quando está mais firme, madura e mais feminina e tudo que queria era apenas um carinho... Rogério baixa os olhos e deixa aflorar as doces recordações das festas, do sexo alucinante, das intrigas, das reconciliações, sente-se inseguro justo agora que está mais forte, estabilizado, adulto e experiente. Luciene, pela primeira vez na noite, faz uma pergunta direta para Rogério – Quer dançar? Ainda que queira gritar que desapareça, que seja feliz longe dela. Rogério sorri, um riso amargo, diz que sim e sente vontade de sumir. Dançam, voltam para a mesa. Silêncio. Noite longa. Pede ao garçom outra bebida. Luciene sente uma profunda angústia, vive uma vida rotineira, sem nexo, sem saída, um círculo vicioso. Respira fundo com a chegada de Cecília e Renato, amigos, sorrisos, beijos, bebidas, papo animado, fim de noite. Chegam a casa. Silêncio. Pausa. Dormem e sonham com outras vidas paralelas. Acordam. A vida continua com a mesma rotina da dor de amor. E os corações? Partidos.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos nove anos já lia Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O LUGAR PLANETÁRIO DO AMOR (*)

Noruega não é a mesma coisa que Nigéria, embora figurem no atlas e no dicionário, comecem com N, terminem com a, e tenham ambas sete letras. As duas estão no planeta: uma, localizada na Europa, conta com cinco milhões de habitantes e sua renda “per capita” é de 35 mil dólares. A outra está situada na África, povoada por 130 milhões de seres que distribuem escassamente entre si os quatrocentos dólares anuais por cabeça do produto bruto. São muitas as diferenças que nos separam no Planeta Azul; entretanto, mais capitais são as razões para a unidade. Em cada casa, bairro, vila, aldeia, distrito ou continente, as fronteiras fragmentam os pequenos territórios do isolamento e impedem a sinergia do conjunto, mas subjaz a unidade da condição humana e a orquestração universal da vida em si, sem cercas divisórias nem lutas por recursos. Ambos os países inauguraram o novo milênio com idênticas necessidades de auto-realização, mas com acentuadas diferenças de recursos, clima e sonhos. Trata-se das muitas indignidades planetárias dos velhos séculos, ainda vigentes, e que se multiplica em cada país, incluindo o Brasil – que possui o rótulo de emergente. Chiara Lubich, com o movimento dos focolares, espalhado pelo mundo, afirma “que toda nossa vida não é nada mais que procurar e encontrar o lugar do coração”, que não é a mesma coisa que consultar o cardiologista. Toda palavra que não se abra sobre o silêncio se faz ideologia, fundamentação teórica, esquema político, norma ou slogan para discurso de ocasião. O silêncio será a linguagem universal. A tradição monástica fala de “hesicasmo”, silêncio de união, que permite fazer comunhão com todas as coisas. A consciência então descende, ou ascende, ao coração, por fim encontra o lugar. Monge é aquele que, separado, está unido a todos. “Seja amigo de todos, mas em seu espírito permaneça sozinho”. Jesus, mestre que perdoa, expressou oportunamente a dificuldade que tinha para encontrar o lugar onde repousar sua cabeça. Nem no mapa nem no dicionário pode-se chegar a encontrar o lugar do amor, tampouco no templo nem em nenhum evento especial. O silêncio apropriado nos visita às vezes quando a disponibilidade interna é alta, quando o coração solidário oferece sem reservas o bom tratamento da unidade, quando o sagrado nos visita. O novo milênio é o reino da quinta dimensão. O lugar planetário do amor.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos nove anos já lia Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico com o propósito de auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

NARCISISMO CRUEL E EGOCÊNTRICO (*)

O narcisista freqüentemente deleita-se com a sua crescente sensação de poder, controle e capacidade de destruir o outro e com isso acaba diminuindo-o a qualquer custo. Quanto mais poder, mais delirante fica. Essas aberrações costumam acontecer dentro de sua própria casa, no lugar onde não necessita vestir nenhum personagem. Costuma humilhar diminuindo parceiros e filhos mantendo todos num clima de terror e de domínio psicológico. Em seu mundo psíquico, narcisistas sobrevivem quando conseguem quebrar, diminuindo quem está à sua volta e, como também são perversas, irão fazer o impossível para que suas vítimas transgridam também tudo o que significa leis morais e de caráter para si mesmas. Projetam todo o ódio da existência dos limites e da lei que de algum modo suas presas acabam representando para elas. Ficam cegas fazendo de tudo para que as mesmas se corrompam em tudo o que honram como sagrado e correto para si mesmas. Transgridem, portanto, em tudo o que significa lei e sentido de honestidade para suas vítimas. Os narcisistas cruéis agem deste modo, mesmo sabendo que as leis existem, porém, em algum momento de suas vidas tiveram uma cisão interna passando a negá-las de modo frenético, inconsciente e escondido, inclusive para si mesmas. Em suas artimanhas irão trair e convencerão suas vítimas de que podem passar por cima disso, ainda infundindo culpas, dores emocionais e por vezes físicas. O sentido oculto disso está na crueldade, no prazer de fazer suas vítimas transgredirem tudo o que lhes é mais sagrado, ou seja, tudo o que faz sentido moral. Muitas, inclusive, roubam, mas têm a capacidade de fazer tudo parecer dúbio, embora seja fato conhecido. O prazer está na transgressão da lei e aqui advém também o prazer de acionar a transgressão da lei pelo outro. Os cruéis sabem que existe a lei pública e pessoal, mas têm imenso deleite em transgredi-las e com isso avançam por todos os limites que o outro pode suportar, apenas para poderem ter o desfrute da quebra da lei. São viciados e reféns deste tipo de comportamento... A personalidade cruel vive em dois mundos, um dentro da lei e outro fora. São totalmente dissociados de si mesmos. Suas vítimas são apenas objetos úteis para sua viciosa crueldade. Também são reféns de si mesmos, mas sequer sabem disso. Enfim, acabam funcionando como vampiros predadores, assassinos silenciosos. (*) por EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

sábado, 11 de outubro de 2014

DIRETO DO HOLANDÊS VOADOR (*)

Somos poetamigos, fráter! E viemos da Luz. Lá do coração do universo. Porque o Amor quis assim. Não, o homem não é só o corpo. Pois seus poemas vêm do Eterno. Efêmero. Infinito. E o brilho das estrelas arde em seus olhos... E faz a vida acontecer. Eu visualizei em seus olhos... E soube que você cantava e escrevia com as asas do coração. Eu vi a alegria em seu semblante, que a morte não pode apagar. Diga-me, meu amigo-irmão! Você agora canta e escreve para os anjos de Luz? E ainda é alucinado por Jesus? O Cristo Cósmico? E o vê caminhando sobre as águas? Sabe?... Eu sinto o seu coração no poema e na canção. E suas alegrias e dores de antanho. E o quanto o pré-conceito o feriu. E também sei que você perdoou muito. E eu sei que havia uma Luz-mistério sobre você. E que, sem você perceber, o inspirava a escrever. Porque o mundo precisa de textos bonitos. E o coração viaja neles. E você escreveu muito. E quantos corações viajaram em suas inspirações? Ah, quantas pessoas foram tocadas por você? Porque a Luz fez você cantar e escrever. A mesma Luz que me faz escrever, aqui e agora. Para falar do Amor que você semeou. E dos corações que andam sobre as águas... Sustentados por Jesus Cristo. Ah, meu poetamigo! Eu vi você rindo na noite. E me lembrei de Jesus sobre as águas. E de como você cantava e escrevia isso com admiração. E, agora, eu não sei mais o que dizer. Porque o Vento do Êxtase me trouxe sua canção e seu poema direto do Holandês Voador. E o meu coração já viajou. Etéreo. Eterno. E as águas ficaram lá embaixo.
(*) por EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

O SIGNIFICADO DE ÍTACA (*)

Quando você partir, em direção a Ítaca, que sua jornada seja longa, plena de aventuras, repleta de conhecimento. Não tema Laestrigones e Ciclopes nem o irascível Poseidon; você não irá encontrá-los durante o caminho, se o pensamento estiver elevado, se a emoção jamais abandonar seu corpo e seu espírito. Laestrigones e Ciclopes, e o enfurecido Poseidon não estarão em seu caminho se você não carregá-los em sua alma, se sua alma não os colocar diante de seus passos. Espero que sua estrada seja longa. Que sejam muitas as manhãs de verão, que o êxtase de ver os primeiros portos, entre o Crepúsculo e a Aurora, traga uma alegria nunca experimentada. Busque visitar os empórios da Fenícia, recolha o que há de melhor. Vá às cidades do Egito, aprenda com um povo que tem tanto a ensinar. Não perca Ítaca de vista, pois chegar lá é o seu destino. Mas não apresse os seus passos; é melhor que a jornada demore muitos anos e seu barco só ancore na ilha quando você já estiver enriquecido com o que conheceu no caminho. Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas. Ítaca já lhe deu uma bela viagem; sem Ítaca, você jamais teria partido. Ela já lhe deu tudo, e nada mais pode lhe dar. Se no final, você achar que Ítaca é pobre, não pense que ela o enganou. Porque você tornou-se um sábio, viveu uma vida intensa, e este é o significado de Ítaca.
(*) copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EXPERIMENTE O NOVO, O DESCONHECIDO (*)

Felizes os que têm a oportunidade de receber da existência a possibilidade de adquirir a consciência acerca de como esta crença negativa se desenvolve. Embora apenas isto não seja suficiente, constitui um passo essencial. Se quisermos, de fato, deixar o passado para trás, teremos de enfrentar o maior dos obstáculos: o medo. Ele fará de tudo para nos manter paralisados em nossa zona de conforto, com o argumento de que está ali para nos proteger de novos sofrimentos. Mas, como o crescimento interior só pode acontecer na presença do desafio, em algum momento, seremos pressionados pela vida a abandonar nossa pseudo-segurança e a redescobrir a fonte de coragem e destemor com que chegamos ao mundo. Antes que a mente e o ego se formassem, nada nos parecia ameaçador, vivíamos num constante estado de alegria, relaxamento e confiança. Recuperar esta condição do Ser, sem se deixar dominar pelo pânico de experimentar o novo, o desconhecido, constitui a maior vitória que podemos alcançar em nossa jornada. Somente os que não se contentam com uma existência medíocre e possuem uma vocação inabalável para a felicidade, se disporão a enfrentar o que for preciso para se libertar das limitações impostas pela mente e o ego. Se houver uma vontade firme, aos poucos o desejo de superação se tornará maior do que a resistência, até que, finalmente, o impulso da coragem se fará presente e conseguiremos dar o tão desejado salto. "Vá fechando os capítulos que você já leu; não há necessidade de ficar voltando e voltando de novo. E nunca julgue nada do passado pela nova perspectiva que está chegando, porque o novo é o novo, incomparavelmente novo. O antigo foi certo dentro de seu próprio contexto, o novo é certo dentro de seu próprio contexto. E os dois são incomparáveis". - Osho. (*) por EUGENIO SANTANA, Escritor, autor de livros publicados e jornalista de mídia impressa. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número dois; sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Escrevo e publico a partir dos 16 anos de idade, com um só propósito: transmitir Palavras de Luz que possam acrescentar algo na vida dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura em seus variados gêneros. Escrever é a minha Missão. Contato via e-mail: autoreugeniosantana9@gmail.com, fone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM)