sábado, 6 de setembro de 2014

INSACIÁVEIS VAMPIRAS DO AMOR (*)

Querem viver a sua vida. Não suportam a sua independência e visão do mundo. E não se importam com os seus valores mais preciosos. Invejam-lhe, mas não se dão conta disso. Inventam que querem cuidar de você, quando, na verdade, quer lhe absorver até ultrapassar todos os seus limites físicos e emocionais. Insaciáveis, sugam sua energia para torná-lo mais vulnerável. Querem corromper sua lucidez e bom-senso, porque assim fica mais fácil a sua submissão. Seduzem-lhe por onde você é mais frágil. Quebram aos poucos sua autoestima. Minam a sua energia e se alimentam insaciavelmente de tudo o que você é. A solução para esse tipo de relacionamento é a ruptura imediata, o corte, e se possível, o rompimento por completo com toda forma de contato. Você não está apaixonado e nem amando, está apenas intoxicado pelo que ela lhe infunde. É por meio da inserção de pensamentos e sentimentos desastrosos que o predador emocional, dia após dia, vai roubando a sua capacidade de lucidez. Suas ações funcionam como uma espécie de droga venenosa que é gradativamente injetada e que tem uma única função que é a de lhe intoxicar. Acorde! Você está correndo risco de morte. Acredite em você e em suas mais ínfimas percepções. Dê ouvidos a si mesmo. Mesmo sendo fruto de situações assimiladas em nossa infância, quando fomos doutrinados a sermos obedientes, educados, cordatos e convenientes, devemos nos lembrar que para sobrevivermos também precisamos saber impor limites e saber dizer não. Vítimas deste tipo de assassinos silenciosos, em geral, são visionários, sensíveis e românticos que acreditam que serão capazes de reparar absolutamente todo o mal-estar do outro, incluindo suas mudanças repentinas de humor.
Tenho parentes e amigos que me relataram ter medo de pegar um copo de água sequer com receio de fazerem algo errado... Contam que sentem as parceiras à espreita observando-os e ao menor deslize, elas os desqualificam moralmente. Com freqüência, esse padrão de relação de assédio ocorre dentro de casa e longe da visão externa, o que dificulta a compreensão de todos, inclusive das “vítimas’’. (*) EUGENIO SANTANA é membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, ensaísta, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autorrealização, autoconhecimento e autoajuda. Ex-Revisor de textos do “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (61) 8212-3275