sexta-feira, 22 de agosto de 2014

OS FINAIS SÃO SEGUIDOS POR UM RECOMEÇO (*)

Na natureza, todos os começos têm um fim, e todos os fins prenunciam um novo começo. Todos os dias, as marés se enchem e esvaziam. Quando o dia termina, começa a noite, seguida por um novo dia. Seguido novamente pela noite. Quando termina o inverno, começa a primavera. E assim por diante. Todos os finais são seguidos por um recomeço. Nossas vidas também estão sujeitas a ciclos e estações. Todos nós experimentamos um fluxo interminável de começos e fins. Todas as estações de nossas vidas têm começos e fins, que levam a novos começos. Quando termina a infância, começa a adolescência, quando a idade adulta termina, começa a meia-idade, terminando a meia-idade, começa a velhice. Como gostamos dos começos, temos costume de celebrar o novo. Geralmente resistimos aos finais e tentamos adiá-los. Muitas vezes, deixamos de sentir a alegria dos começos porque sabemos que todos eles escondem as sementes de algum fim. Talvez alguns finais possam ser dolorosos, mas essas dores diminuem se não resistirmos. Muito de nossa resistência aos finais é proveniente de nosso desconhecimento sobre novos começos e de nossa incapacidade de acreditar na possibilidade do novo começo. Quanto mais nos permitirmos confiar no fato de que todos os finais trazem um novo ciclo, mais diminuirá a nossa resistência ao novo. Imagine ser uma lagarta, sentindo um estranho desejo de tecer um casulo ao redor do corpo – morte certa! Como deve ser difícil desistir da única vida que se conhece, essa vida de rastejar na terra, em busca de alimento. No entanto, o final dessa vida de verme confinado à terra significará o começo de uma outra vida, sob a forma de uma linda borboleta... O poderoso potencial das transformações se baseia na possibilidade, inerente a cada novo começo, d(e trazer alegria e liberdade em proporções nunca antes imaginadas. Se isso verdadeiramente acontece ou não – se continuamos ou não a evoluir por meio dos ciclos de nossas vidas – depende em grande parte de nós. Podemos considerar todos os finais como tragédias – lamentando-os e resistindo a eles – ou podemos considerar cada um como um novo começo e uma abertura para maiores oportunidades. O que para a lagarta é a tragédia da morte, para a borboleta é o milagre do nascimento.
(*) EUGENIO SANTANA é membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, ensaísta, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autorrealização, autoconhecimento, autoajuda. Ex-Revisor de textos do “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Autor do livro da biografia de João de Deus, o médium de Abadiânia. Contato: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9256-7754.