segunda-feira, 7 de abril de 2014

SIMPLIFIQUE SUAS RELAÇÕES AMOROSAS (*)

Amar não é fácil, mas é simples, sim. Tão simples quanto pegar um filhotinho no colo, dar um abraço demorado e abrir aquele sorriso gostoso. Isso é complicado? Não! Então, por que abraços, sorrisos e até o querer bem andam diminuindo, enquanto as brigas têm sido constantes, as mágoas seguem se acumulando, vocês vivem irritados e costumam trocar muito mais tapas que beijos? É que por hábito, por carência, baixa autoestima, vingancinha, egoísmo, estresse ou simplesmente porque não refletimos nestes momentos sobre o que estamos fazendo é desamar. Agredindo, fechando a cara, gritando, anulando-se, desrespeitando, nos entristecendo. por hábito, por frustração ou cansaço, botamos a culpa no amor, acreditando que ele causa esse estrago todo na vida da gente, amargando até o oxigênio. Erguemos a bandeirinha do forever alone e vamos fazer o Caminho de Santiago - sozinhos. - Ah, mas é que ele... - Ah, mas é que ela... Não, não. São os dois, viu? Não tem santo, santa, bom moço e boa moça nessa história - ouviram, mamães e sogras? Então, abaixem as armas porque estamos todos errados. A única coisa certa a se fazer nessa hora é per-ce-ber. Então, perceba: pare tudo um pouco -até esta leitura- e repasse mentalmente, como num filme, um dia clássico com a pessoa que você ama. Veja as cenas em detalhes, seja um espectador imparcial, justo, e depois responda: - Vocês têm atitudes amorosas um com o outro? Quais? - O outro se sente amado por você? Como você sabe? - Você se sente amado(a) pela pessoa? Em que momento desse filme é possível perceber isso? - O que você sente ao ver esse filme? - O que você sente ao se ver dentro desse relacionamento? - O que será que a outra pessoa sente? Sim, ser feliz no amor é muito simples, mas não é fácil. O cotidiano vai pesando, a cabeça gira com contas, filhos, chefe sem noção, casa, trânsito, atraso, aquele esquecimento que não podia ter acontecido, a chuva, o note book que pifou, a falta de educação... Como se não fosse o suficiente ter que se desdobrar pra dar conta dessas coisas, tratamos de acrescentar outras por nós mesmos, sem perceber que estamos pisoteando a sensação mais preciosa que devíamos preservar dentro da gente e sem o qual ninguém ama ninguém: o bem-estar. Começamos a reclamar, cobrar e atormentar a pessoa que nosso coração escolheu. Estamos o tempo todo tentando consertá-la como se fosse um calhambeque pifado. Nem lembramos que em vez de mandar podemos pedir. Em vez de reclamar podemos comunicar nossas necessidades de maneira amorosa, levando em conta que o seu parceiro ou parceira é uma pessoa igualzinha a você - não virou uma máquina que desemperra com um gesto agressivo. E, como pessoa igualzinha a você, ela comete atos falhos: esquece, cansa, tem fraquezas, não sabe tudo, nem sempre está disposta... Mas precisa ser amada, respeitada e bem tratada. Também exatamente como você. Reveja o filme mais uma vez. Faça um pequeno esforço e seja realmente imparcial. Então, por amor a você mesmo, seja o diretor, a diretora do filme, e sinta-se livre pra editar as cenas que dependem de você. Só assim “o filme de suas vidas” terá um final feliz!
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e toques motivacionais. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754