segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ALICERCES DO AMOR (*)

Amar é antes de tudo conhecer. E conhecer é saborear. É investigação da história, dos sentimentos, dos desejos, medos e anseios. Só quem ama tem disposição de ir além da superfície. No aprimoramento da visão que temos do outro seremos capazes de identificar o quanto amamos, ou não. Quem ama quer conhecer. O objetivo é simples: acrescentar, multiplicar em vez de subtrair. Não é tão simples saber se o outro nos ama ou não, mas há uma pergunta que podemos nos fazer e que contribuiria para que nos aproximássemos de uma resposta. Depois que ele chegou, a nossa vida, nosso mundo, diminuiu ou dilatou-se? Sempre que alguém chega à nossa vida, nunca vem sozinho. Ele traz o seu horizonte de sentido. Pessoas, coisas, valores, idéias. Traz o alicerce que o faz ser o que é. O exemplo é simples e nos ajuda a entender. É impossível comprar uma casa considerando somente fachada, paredes e acabamentos. Não é possível transplantar uma casa. Se quiser a casa, terá de ver o local em que ela está construída. É preciso que estejamos atentos quanto à sua localização. É necessário analisar onde ela está alicerçada. Para qualquer mudança que queiramos fazer, teremos de considerar a sua estrutura fundamental. O processo de feitura da pessoa humana é semelhante às construções. Desde nossa vinda ao mundo, recebemos um formato, uma estrutura. Amar alguém consiste em observar onde estão as vigas de sustentação, para que não corramos o risco de derrubar o que a faz permanecer em pé. O interessante é que a construção poderá ser reformada, melhorada, sobretudo nos acabamentos. O amor é criativo, dribla os limites, supera expectativas. Pessoas são como casas. Possuem histórico que necessitam ser respeitados. Não acreditamos que alguém se interesse por uma propriedade para torna-la pior. Se alguém precisa comprar uma casa, já o fará pensando nas melhorias que poderiam ser feitas, mas regredir nunca. Se nossas relações com as coisas são assim, cheias de cuidados, muito mais deveriam ser com as pessoas. Nossos encontros, ainda que rápidos e transitórios, deveriam ser motivados pelo desejo de fazer crescer, melhorar, avançar aqueles que encontramos, e a nós mesmos.
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e motivação. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

domingo, 9 de fevereiro de 2014

NÃO PERCA TEMPO ENXUGANDO GELO (*)

As pessoas gastam tempo e energia tentando achar justificativas e culpados por não se tornarem o que elas são capazes de ser. E não têm fôlego para permanecer no rumo certo e expandir. O que dizer daqueles “amigos” que sugam sua esperança, que parecem carregar aquela nuvem preta do pessimismo sobre a cabeça? Afaste-se deles, pois não fazem bem a você. Imagine-se tentando dar uma festa de casamento em uma casa bagunçada e entulhada de coisas velhas. Onde sentarão os convidados? De onde a noiva jogará o buquê? O mesmo serve para a mente, que deve ficar mais limpa, mais livre, mais leve, mais positiva. Não há como fugir dessa faxina para pôr ordem na casa. Se quer ser feliz, tudo de ruim que você traz do passado precisa ser abandonado. É página virada, rasgada e queimada; é capítulo encerrado, não tem de estar emperrando seus sonhos azuis. Talvez você hoje esteja sofrendo porque sua ex-mulher, que já casou de novo e tem filho com outro homem, ainda atiça dizendo que está com saudades. Mas é óbvio que ela não voltará para você e apenas ficará nesse “chove não molha”. Ou você está lutando para abandonar as drogas e aparece um “amigo da onça” convidando-o para sair. É claro que vai haver drogas, e sua tentação irresistível de voltar ao vício será enorme. Talvez você tenha tido um sócio que lhe causou uma grande decepção, no jornal ou revista que abriram juntos. E você fica remoendo por ter confiado nele e se perguntando “Como ele foi capaz?”. Essas pessoas, como a ex-mulher, o amigo drogado, o sócio desleal... têm de ser deixadas em um local muito específico: no passado! Talvez você até possa sentir saudade gratificante e gostosa dos bons momentos que viveu com pessoas no passado, mas é só. Ponto-final! Aquela antiga vida já não serve mais para você. E é bem provável que ela nem tenha sido tão boa assim. Seja realista sobre o que aconteceu e pense com clareza. Não fuja do presente fantasiando um passado maravilhoso que, na verdade, não existiu. Deixá-lo para trás é fundamental para curtir o que você pode ganhar hoje, agora, já. É necessário identificar quais são as pessoas que não merecem caminhar ao seu lado e quem são aquelas de quem você deve manter uma distância de segurança. Ambas são como um câncer que você tem de extirpar se quiser reorganizar sua vida. Uma dica para identificar essas pessoas: elas criam problemas o tempo todo e não há como você satisfazê-las. É como enxugar gelo: um trabalho inútil e desgastante.
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e motivação. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

INÍCIO DO CAOS: LUZ E ESCURIDÃO (*)

Você já reparou como estamos cercados de gente deprimida? Pessoas amargas, ácidas, frias, impessoais, frustradas, revoltadas e mal-amadas? Gente que não perdoa nossos erros? Gente que comenta todos os nossos atos? Gente que só vê os nossos defeitos? Gente de coração de pedra para os quais nada dá certo na vida? Gente que enxerga só o lado sombrio? Gente de religião duvidosa, de ritos sem compaixão? Por outro lado, estamos rodeados de gente contente. Gente que sorri com sorriso franco e aberto, receptivo e acolhedor. Gente que ama você incondicionalmente. Que compreende, tolera, perdoa e agradece. É fundamental sentir-se efetivamente amado. Pode ter convicção: alguém gosta de você. Não se preocupe com os pessimistas de carteirinha. Sei disso: estão muito próximo de você. PARENTES? SÃO, ÀS VEZES, OS PIORES. SEI QUE HÁ MUITA GENTE QUE AGRIDE VOCÊ. NUNCA DE FRENTE, COM LEALDADE. SEMPRE EM SUA AUSÊNCIA. Não se entristeça com isso. Que as almas pequenas não abalem sua paz, serenidade e entusiasmo. Ore por eles. São dignos de compaixão. O mundo está cheio de gente desmotivada. Contamina de azedume o ambiente. Destilam um pessimismo que me faz mal, um não-sentido da vida, uma tristeza subliminar, ensandecida. Fico à distância. Prefiro a Luz. O Sol brilhando nas manhãs primaveris de setembro. Tenho a sensação de que o mundo está piorando muito. Será que estamos caminhando para o fim? Homens beijando homens. Pai matando filho criança. Mães jogando filha pela janela. O mundo ficando cada vez mais quente. A água potável diminuindo. Afirmam os entendidos no assunto que em 2030 haverá disputa não mais por conta do petróleo, mas pela água potável. E quanto à Mídia eletrônica? Só transmite nuanças do mal e do caos.
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, de autoconhecimento, autorrealização e motivação. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). Contato: e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SINCERICÍDIO (*)

SINCERICÍDIO – Sincero. Autêntico. Transparente. Como água ou pedra. Nada de máscaras, representações. Sim, sim, não, não. Nada de meio-termo. E pronto. O mais é conversa fiada ou diálogo macarrônico e prolixo. Rituais, normoses, encenações, atores, atrizes, palco, cenário. Os seres humanos, notadamente os intelectuais, nada entenderam do Sermão da Montanha. Prefiro os simples, os humildes sinceros não dissimulados pelas convenções e tradições. Os verdadeiros, de alma nua. Os iletrados, os puros e ingênuos, os embriagados de ternura. E por isso os inteligentes egos cegos, corroídos pela podridão de Lúcifer, me deixam exausto e desencantado. As coisas do Alto são dos sinceros.
(*) EUGENIO SANTANA é mineiro da cidade de Paracatu, Economista, UNEB - DF, Técnico em Jornalismo - RJ, Redator Publicitário/ESPM-SP, Técnico em Contabilidade - DF. É Jornalista investigativo, Escritor, Relações públicas, Assessor de Comunicação. Pertence à Academia Cachoeirense de Letras (ACL) e a UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores. Autor de cinco livros publicados. e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9256-7754

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

INVEJA DIMINUI A AUTOESTIMA (*)

A inveja é uma das características mais sombrias do ser humano. Ela tem como raiz uma baixa autoestima e uma autoconfiança frágil. Ao invés de tentar curar-se, o invejoso prefere mirar seu olhar sobre alguém que possui algo que ele, na visão distorcida que tem de si mesmo, julga lhe faltar: beleza, amor, inteligência, coragem, sensibilidade, sucesso ou dinheiro. Geralmente, a relação do invejoso com a vítima de sua inveja começa com admiração. Mas, aos poucos, ele vai sendo dominado de tal maneira pela sua anomalia, que passa então a tentar imitar ou copiar os talentos e dons do outro, ou a querer algo que supostamente aquele possui. Sua ação é dissimulada por uma falsa máscara de generosidade. Mas também pode expressar-se de maneira explicitamente negativa por meio da crítica, da competição, da fofoca e da maledicência, calúnia e difamação. A inveja é uma das expressões da enfermidade psíquica que Wilhelm Reich definiu como vírus emocional. Valores como amizade, sinceridade, ética, lealdade e respeito pelo sentimento alheio inexistem para o invejoso. Ele sofre de uma deficiência de caráter, e age de modo inconseqüente, pois é totalmente direcionado pelo egoísmo e pelo individualismo. É um vampiro energético e devorador, que busca sugar a luz alheia, pois vive no labirinto da escuridão. Mas, como tudo o que é falso não tem duração no tempo, a sua ação, mais cedo ou mais tarde, é desmascarada e a verdade se impõe de maneira implacável, pela Lei Natural, segundo os Rosacruzes. Ainda que seja doente, não há como ter compaixão com esse tipo de pessoa, é preciso eliminá-la de nossa vida de maneira radical e extremista, como fazemos com as ervas daninhas, para evitar que envenenem nosso jardim.
(*) EUGENIO SANTANA é mineiro da cidade de Paracatu, Economista, UNEB - DF, Técnico em Jornalismo - RJ, Redator Publicitário/ESPM-SP, Técnico em Contabilidade - DF. É Jornalista investigativo, Escritor, Relações públicas, Assessor de Comunicação. Pertence à Academia Cachoeirense de Letras (ACL) e a UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores. Autor de cinco livros publicados. e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34)9256-7754