sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

COMO CONTER O GRITO DE DOR DE SUA ALMA (*)

Quando sua alma estiver dolorida, mergulhe fundo dentro de você mesmo e descubra o que a está ferindo. Não adianta querer aplacar a voz da sua essência nem ignorar o grito de dor de sua alma, pois lá na frente, em um futuro qualquer, o preço que você terá de pagar por não a ouvir ou tentar calá-la será muito alto. O mundo vive uma epidemia de depressão e por isso os laboratórios ganham fortunas vendendo remédios que procuram anestesiar as verdadeiras vontades das pessoas. Você está exausto por manter um casamento sem amor? Toma um antidepressivo e acha que resolveu o problema? O que muitos chamam de depressão significa apenas cansaço existencial. Trocando em miúdos, é a sua alma revoltada com as coisas que você se obriga a fazer sem escutar seu coração. Coisas como trabalhar naquele lugar em que você não se sente valorizado, estar naquele relacionamento ruim porque não tem coragem de dizer “chega!”, deixar de falar que ama aquela pessoa especial até que ela se apaixone por outro alguém, e adeus. Nesses momentos de depressão, muitas pessoas ficam agressivas, mas não adianta brigar quando você está triste, de farol baixo, com a alma ferida, isso só vai complicar tudo. Poucos conversam consigo mesmo em um momento de angústia e dor, insistindo em calar seu sofrimento com soluções que somente aumentam a própria infelicidade. Em vez de mergulhar na orientação de sua alma, tentam calar a voz da sua consciência ao se entregar a compulsão por compras, por comida ou dietas malucas; taras sexuais, álcool, cocaína, internet sem limites, e tantos outros vícios degradantes. No fundo, muitos drogados pensam: eu tenho o direito de usar drogas porque estou depressivo. A maconha, estudada por FHC, pode até acalmar na hora, mas, no dia seguinte, os pensamentos e as atitudes depressivas vêm com muito mais força, pode crer. Mergulhe fundo dentro de você mesmo e descubra o que falta, o que melhora, o que agrega, o que faz a diferença. Aceite suas imperfeições e ambivalências. Uma das atitudes que mais desgastam o ser humano é a mania que existe de querer sempre estar certo, e como eu conheço pessoas próximas e de minha intimidade que agem deliberadamente assim... Muitas pessoas vivem esgotadas tentando mostrar o tempo todo o quanto são sensacionais, mas manter a máscara de bem-sucedido sem que seja absoluta verdade consome bastante energia. Na rede social em que mais se vê gente “feliz”, o Facebook, parece que ninguém ali passa dificuldades e frustrações na vida. Tanto que há estudos que mostram participantes deprimidos, que se sentem mal, por ver somente felicidade nas postagens dos outros. Quanto mais navegam, mais invejam a rotina alheia e acham a vida injusta com eles. Sofrem de uma doença crônica, filha-irmã da inveja: a mania de perseguição. Que ninguém se iluda: a realidade é que, embora sintam a tentação de mostrar somente as vitórias, todos têm fracassos. Querer esconder as nossas limitações causa ainda mais dor e angústia. Afinal, a maioria das vitórias é conseqüência do aprendizado de uma série de fracassos. Compreenda os motivos das suas derrotas e assuma seus erros. Entenda que somente quem está aberto para perder pode vencer o jogo da vida. Querer dar a última palavra em todas as conversas, debates, competições, negócios e conflitos é comprar um passaporte para a solidão. É preciso saber reconhecer quando a outra pessoa está certa ou sabe mais do que você. É necessário saber reconhecer um equívoco ou mesmo uma dificuldade que você tenha. Se você for analisar a carreira dos vencedores, elas erraram muito mais do que acertaram. A diferença é que transformaram seus aprendizados em sabedoria.
(*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, membro efetivo da Academia de Letras do Noroeste de Minas, escritor, jornalista, assessor de comunicação, relações públicas, copydesk, verse maker e self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, de autoajuda. Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). e-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9297-6090