terça-feira, 23 de dezembro de 2014

NÃO TENHA MEDO DE SE ENTREGAR AO AMOR. DESTRUA AS BARREIRAS DA OPINIÃO ALHEIA (*)

Exercite a arte de fazer bonito o seu amor ou fazer o seu amor ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão complexa missão de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender... Por meio de minha longa caminhada, tenho deparado com muitas fórmulas e formas de amor: Amores bravios, heróicos, platônicos, românticos, racionais, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, leveza, dádiva e doação. Amores conduzidos com arte e ternura pelas mãos de luz entrelaçadas com os olhos cravados na mesma direção... Esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, robotizam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem perceber que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Amar bonito é saber a hora de ter razão. Coloque a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de ser alegre, entusiasmado, otimista, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança latente, nenhum amor é bonito. Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Jogue pro alto todas as jogadas, estratégias, golpes, perspicácias, atitudes sabiamente eficazes: seja apenas você no apogeu de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto, intrínseco; inescapável. Não se preocupe mais com ele e suas multiformes definições. Cuide agora da forma de amar. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, esmeraldas e diamantes... Dedicado especialmente à minha musa-mulher TATIANA MORAES.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

OS SMARTPHONES ISOLAM AS PESSOAS E DIFICULTAM A COMUNICAÇÃO DIRETA E PESSOAL (*)

Obviamente a culpa não é do celular. Mas da atendente na padaria, que alegre fala no seu celular, enquanto me serve. Ou do homem de negócios no aeroporto, que sacode rapidamente a mão do seu amigo que acabou de chegar e continua telefonando, impassível. Não que eu possa renunciar ao celular. Mas tento ser rápido e discreto. Eu não quero me parecer com o fariseu do Evangelho de Mateus, que para rezar precisava de testemunhas e por isso rezava em público, possivelmente em voz alta e por bastante tempo. Recolham-se. Rezem em casa, Jesus ensinou a essas pessoas: Não se dêem tanta importância. Será que falar alto ao celular a todo o momento não é um modo de demonstrar importância? Pode ser. Essa poderia ser uma explicação para o vício do celular, que os psicólogos e os pesquisadores do consumismo constatam entre os jovens. O que me perturba nas pessoas com celular que falam nas ruas ou no restaurante com o olhar fixo à frente é principalmente o fato de elas darem a entender aos semelhantes: vocês não contam para nada. Para mim, vocês não existem. Podem tranquilamente ouvir tudo, isso me é totalmente indiferente. Eu sou o ponto central do mundo e vocês são apenas estatísticas. Acredito que nosso mundo, se tornou mais frio, menos amigável por isso. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, esmeraldas e diamantes...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

AS COISAS NEM SEMPRE SÃO DA MANEIRA COMO GOSTARÍAMOS QUE FOSSEM (*)

Muitos de nós vivem imaginando como seria nossa vida, se as coisas fossem diferentes do que são. Embora esses pensamentos sejam ocasionalmente úteis, muitas vezes só nos impedem de tirar proveito das coisas que de fato “temos”. Digamos que a vida nos deu um limão, mas o que realmente desejávamos era uma laranja. Isso torna o limão inútil? Não podemos pôr-lhe açúcar e torná-lo doce? Não podemos usá-lo ou vendê-lo? Estamos acostumados a desejar a coisas que não temos que, freqüentemente, acabamos não nos beneficiando das coisas que de fato “temos”, às vezes a ponto de nem apreciarmos o que temos. Não basta simplesmente reconhecer o que se tem. Provavelmente, você compreende que tem muitas coisas de valor na vida. O que quero dizer é que você deve compreender “realmente” o que tem e sentir-se grato por isso. Você “realmente” aprecia o quanto já tem? Por exemplo, você aprecia os seus olhos? Compreende “realmente” quanta sorte tem por poder enxergar? Sente-se feliz por esse dom sem preço? Ao menos sorri? Provavelmente não. Mas se a vida lhe tirasse os olhos, você daria tudo o que tem só para tê-los de volta. Consideremos agora seus braços e pernas. Você se sente feliz por tê-los? Será que um bilionário qualquer não daria, agradecido, toda a sua fortuna para poder ficar com os seus membros? Não temos apenas uma ou duas dádivas incríveis – provavelmente temos centenas! Temos olhos, orelhas, nariz, mãos, pernas? Conseguimos ouvir, falar, respirar bem, andar? Conseguimos comer, dormir, saborear a comida, tocar, mexer o corpo? Tem água para beber, comida para comer, dormir, saborear a comida, tocar, mexer o corpo? Temos água para beber, comida para comer, uma cama onde dormir, um cérebro para trabalhar? Então, somos extraordinariamente ricos. Mas vivemos “realmente”como os bilionários que somos? Se fosse assim, ficaríamos tão desesperados quando uma parceira nos abandonasse, quando destruíssemos um carro acidentalmente (o meu, eu o perdi totalmente em 2012 e saí ileso) ou perdêssemos o emprego? Daríamos tanta atenção aos pequenos desapontamentos da vida? Se encontrasse um bilionário chorando por ter perdido uma pequena parte da sua fortuna, você não o consideraria um idiota? Por que, então, a maioria de nós vive como idiotas? Não me admira que as pessoas sejam tão infelizes! Elas passam a vida inteira à procura de razões para se sentirem felizes, sem perceberem que já são felizes. Será que encontrarão algum dia a felicidade que procuram? Não! Morrerão vazios e infelizes porque, não importa quanta riqueza acumulem, sua sede por mais riqueza nunca acabará. O verdadeiro problema não é o que as pessoas não têm, mas o que não vêem. Pare de buscar pela felicidade. Você não a encontrará até deixar de procurá-la. O problema de procurar a felicidade é que ela nos escapa precisamente porque nós a procuramos. Uma pessoa precisa procurar o nariz? Portanto, pare! Cada vez que procura a felicidade, você acaba se distanciando mais dela. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2, e, desde 1989 é sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Mantém em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor de livros publicados, entre os quais um de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília-DF. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo) e o residencial 3963-8625

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A SIMBOLOGIA DO RIO (*)

A SIMBOLOGIA DO RIO (*) – O NIRVANA é a união com o Absoluto. Quando deixamos o estado oposto ao nirvana, o samsara, entramos num rio de plenitude que contém todas as respostas. O rio é um elemento natural a que foi conferida uma rica simbologia. Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio. E a água simboliza a existência, o fluir da vida e do mundo e, ao mesmo tempo, sua unidade. É a música da vida, que carrega em si tudo o que existe, tudo o que foi. O rio é o lugar de purificar-se, de diluir-se e desprender-se por alguns instantes do “eu”, de fazer parte da água e fluir com ela. Por meio da simbologia do rio, entende-se que o mundo é simultaneidade e totalidade, já que nos ajuda a escutar, a prestar atenção com o coração tranqüilo, de peito aberto e expectante, sem arrebatamentos, sem desejos, juízos ou opiniões. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, rubis e diamantes...

domingo, 7 de dezembro de 2014

O SOL DO VERBO: OS ENSINAMENTOS DE JESUS, O MESTRE DOS MESTRES - O CRISTO CÓSMICO (*)

Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos. Caso teu irmão peque contra ti sete vezes por dia e sete vezes retorne, dizendo ‘Estou arrependido’, tu o perdoarás. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado. Amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo. A quem te ferir numa face, oferece a outra; a quem te arrebatar o manto, não recuses a túnica. Bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam. Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado. Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe também o manto; e se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas. Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos. É de dentro do coração dos homens que saem as intenções malignas. A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, mas o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, pela embriaguez, pelas preocupações da vida. Tudo é possível àquele que crê. Todos os que pegam a espada pela espada perecerão. Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida? Se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco. Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais. Sabeis que os governadores das nações dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que serve. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, pois Deus faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. Não jureis em hipótese alguma. Seja o vosso ‘sim’, e o vosso ‘não’, não. Quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus. É pelo fruto que se conhece a árvore. Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus. Ao homem pode ser impossível, mas a Deus tudo é possível. Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos. Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está vosso tesouro aí estará também vosso coração. Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens. Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna. Não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer; nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas?
(*) Fonte: BÍBLIA DE JERUSALÉM – A BASE DA DOUTRINA CRISTÃ. Padre Paulo Bazaglia.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

EMPATIA: ESTAR NA PELE DO OUTRO (*)

EMPATIA significa ser capaz de “ler” e interpretar o estado interior de outra pessoa, de uma maneira que se torne possível auxiliá-la, oferecendo-lhe apoio e desenvolvendo confiança mútua. Empatizar e compreender verdadeiramente a situação vivenciada por outra pessoa são atos intuitivos nos quais toda a sua atenção se volta para a experiência vivenciada por essa outra pessoa. Neste caso todas as suas questões pessoais ficam em segundo plano. Ter empatia significa ser capaz de fazer com que o outro se sinta seguro o suficiente para se abrir e compartilhar sua experiência. Ao se mostrar empático e compreensivo, você fará com que a outra pessoa saiba e sinta que não está completamente sozinha em sua aflição e ainda lhe oferecerá um lugar seguro em que possa se recuperar e se tornar mais forte, sabendo que podem contar com um apoiador compassivo. Vale lembrar que os sentimentos de empatia diferem um do outro. Ser simpático também implica em demonstrar apoio, todavia, essa atitude parece se basear mais em pena ou piedade. Neste caso, prevalece certo distanciamento emocional em relação aos sentimentos alheios. Enquanto isso, uma abordagem empática e compreensiva está associada à capacidade de verdadeiramente sentir e imaginar a profundidade dos sentimentos do outro – significa sentir juntamente com o outro, e não sentir pena do outro. O fato é que se rejeitarmos a habilidade da empatia estaremos também recusando a capacidade de realmente compreendermos nossos pares tão bem quanto poderíamos. Vale ressaltar que, em uma guerra, a falta de empatia pode nos levar à derrota; na justiça, à injustiça; e nos relacionamentos, ela é capaz de aniquilar o amor. Se existe um segredo para o sucesso, é ser capaz de compreender o ponto de vista do outro; é conseguir enxergar as coisas pela ótica alheia e, ao mesmo tempo, pela sua. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, rubis e diamantes...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

NÓS NOS TORNAMOS AQUILO QUE ADMIRAMOS

Precisamos de heróis em nossas vidas. Eles não são uma prova de nossa fraqueza, mas sim uma fonte de força. Sem heróis, somos apenas pessoas comuns que não sabem até onde vai o seu potencial. Heróis nos mostram o que é possível um ser humano realizar. Portanto, são muito úteis para qualquer pessoa no processo de compreender o que é a automotivação. Mas se não escolhermos conscientemente nossos heróis, acabaremos apenas invejando essas pessoas incríveis, em vez de tentar tomá-los como exemplo. Os heróis podem ser uma fonte enriquecedora de energia e inspiração. Você nem precisa ter apenas um herói. Escolha vários. Coloque fotos deles na parede. Torne-se um especialista na vida de cada um. Colecione livros sobre essas personalidades. Estar consciente de uma escolha envolvendo alguém que admiramos é vital para nossa autocriação. Podemos invejá-lo ou imitá-lo. O melhor uso dos heróis não é se maravilhar com eles, mas sim aprender algo a partir deles, deixar que suas vidas nos inspirem. Eles são pessoas como nós. O que os distingue dos demais é seu nível de motivação para atingirem suas metas. Adorá-los passivamente equivale a insultar nosso próprio potencial. Em vez de olhar para eles no alto de um pedestal, é muito mais benéfico olhar para dentro deles. E depois tentar fazer igual. (*) EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, diamantes e esmeraldas

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

OS 100 MELHORES LIVROS DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA MUNDIAL

OS 100 MELHORES LIVROS DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA MUNDIAL Jorge Luis Borges imaginou certa vez uma biblioteca que contivesse todos os livros do mundo - não apenas os existentes, mas também todos os possíveis. Mais: um único volume desse acervo fantástico ofereceria a chave de compreensão de todos os outros, permitindo que decifrássemos, afinal, o que somos. O texto, A Biblioteca de Babel, foi publicado no Brasil no livro Ficções, uma das 100 obras presentes na lista de 100 livros essenciais da literatura mundial. Esta lista, naturalmente, é mais modesta que o volume imaginado pelo escritor argentino, mas não deixa de ser ambiciosa na sua abrangência: 1. Ilíada, de Homero 2. Odisseia, de Homero 3. Hamlet, de William Shakespeare 4. O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes 5. A Divina Comédia, de Dante Alighieri 6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust 7. Ulisses, de James Joyce 8. Guerra e Paz, de Leon Tosltói 9. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski 10. Os Ensaios, de Michel de Montaigne 11. Édipo Rei, de Sófocles 12. Otelo, de William Shakespeare 13. Madame Bovary, de Gustave Flaubert 14. Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe 15. O Processo, de Franz Kafka 16. Doutor Fausto, de Thomas Mann 17. As Flores do Mal, de Charles Baudelaire 18. O Som e a Fúria, de William Faulkner 19. A Terra Desolada, de T. S. Eliot 20. Teogonia, de Hesíodo 21. Metamorfoses, de Ovídio 22. O Vermelho e o Negro, de Stendhal 23. O Grande Gatsby, de Francis Scott Fitzgerald 24. Uma Temporada no Inferno, de Arthur Rimbaud 25. Os Miseráveis, de Victor Hugo 26. O Estrangeiro, de Albert Camus 27. Medeia, de Eurípides 28. Eneida, de Virgílio 29. Noite de Reis, de William Shakespeare 30. Adeus às Armas, de Ernest Hemingway 31. O Coração das Trevas, de Joseph Conrad 32. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley 33. Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf 34. Moby Dick, de Herman Melville 35. Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe 36. A Comédia Humana, de Honoré de Balzac 37. Grandes Esperanças, de Charles Dickens 38. O Homem sem Qualidades, de Robert Musil 39. As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift 40. Finnegans Wake, de James Joyce 41. Os Lusíadas, de Luís de Camões 42. Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas 43. Retrato de uma Senhora, de Henry James 44. Decamerão, de Giovanni Boccaccio 45. Esperando Godot, de Samuel Beckett 46. 1984, de George Orwell 47. A Vida de Galileu, de Bertolt Brecht 48. Os Cantos de Maldoror, de Lautréamont 49. A Tarde de um Fauno, de Stéphane Mallarmé 50. Lolita, de Vladimir Nabokov 51. Tartufo, de Molière 52. As Três Irmãs, de Anton Tchekhov 53. O Livro das Mil e Uma Noites 54. O Burlador de Sevilha, de Tirso de Molina 55. Mensagem, de Fernando Pessoa 56. Paraíso Perdido, de John Milton 57. Robinson Crusoé, de Daniel Defoe 58. Os Moedeiros Falsos, de André Gide 59. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis 60. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde 61. Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello 62. As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll 63. A Náusea, de Jean-Paul Sartre 64. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo 65. Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene Gladstone O’Neill 66. A Condição Humana, de André Malraux 67. Os Cantos, de Ezra Pund 68. Canções da Inocência-Canções da Experiência, de William Blake 69. Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams 70. Ficções, de Jorge Luis Borges 71. O Rinoceronte, de Eugène Ionesco 72. A Morte de Virgílio, de Hermann Broch 73. Folhas de Relva, de Walt Whitman 74. O Deseros dos Tártaros, de Dino Buzzati 75. Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez 76. Viagem ao Fim da Noite, de Louis-Ferdinand Céline 77. A Ilustre Casa de Ramires, de Eça de Queirós 78. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar 79. As Vinhas da Ira, de John Steinbeck 80. Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar 81. O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger 82. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain 83. Contos - Hans Christian Andersen 84. O Leopardo, de Tomasi di Lampedusa 85. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne 86. Uma Passagem para a Índia, de Edward Morgan Forster 87. Orgulho e Preconceito, de Jane Austen 88. Trópico de Câncer, de Henry Miller 89. Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev 90. O Náufrago, de Thomas Bernhard 91. A Epopeia de Gilgamesh 92. O Mahabharata 93. As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino 94. Oh The Road, de Jack Kerouac 95. O Lobo da Estepe, de Herman Hesse 96. O Complexo de Portnoy, de Philip Roth 97. Reparação, de Ian McEwan 98. Desonra, de J. M. Coetzee 99. As Irmãs Makioka, de Junichiro Tanizaki 100. Pedro Páramo, de Juan Rulfo (EUGENIO SANTANA é jornalista, escritor, ensaísta, consultor e relações públicas – Encantador de pérolas, diamantes e esmeraldas)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O PÁSSARO E A CORUJA (*)

QUEM ENTRAR AQUI ME HONRARÁ. QUEM NÃO ENTRAR ME PROPORCIONARÁ UM ÊXTASE INDESCRITÍVEL – Baseamos nossa autoestima na imagem que os outros têm de nós. Quem não permite que sua felicidade dependa da aprovação alheia está sempre no melhor dos mundos. Certo dia, uma coruja encontrou um pássaro que lhe perguntou: - Aonde você vai? - Estou me mudando para o leste – disse a coruja. - Por quê? – perguntou o pássaro. - As pessoas aqui não gostam muito dos sons que eu faço. Por isso vou para o leste. - Se puder mudar sua voz, tudo ficará bem. Mas, se não puder, mesmo indo para o leste, vai acontecer a mesma coisa, pois as pessoas de lá também não vão gostar. (*) Copydesk/Fragment by Escritor/Jornalista EUGENIO SANTANA, FRC – Registro MTb 1319/JP

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

PARA SER CRIATIVO NÃO PRECISA SER ORIGINAL (*)

A maioria das pessoas não se considera criativa. Muitas vêem essa característica apenas nos outros: “Minha irmã é criativa, ela pinta quadros”, ou “Meu pai é criativo, ele canta e compõe músicas”. Mas todos nós somos criativos. Um dos motivos pelos quais não acreditamos nisso é porque costumamos associar ser criativo com ser original. Mas o fato é que criatividade não tem nada a ver com originalidade – e sim com o inesperado. Você não precisa ser original para ser criativo. Na verdade, ajuda bastante saber que ninguém é original. O próprio Mozart, por exemplo, disse que jamais escreveu uma melodia original em sua vida. Eram todas combinações de melodias populares antigas. Se você acredita que foi feito à imagem do Criador, deve, portanto, ser criativo. E, se estiver disposto a enxergar a si mesmo como uma pessoa criativa, comece agora a cultivar a criatividade em tudo que faz. Dedique-se a inventar soluções inesperadas para os desafios que a vida lhe apresenta.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Cinco livros publicados, incluindo de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira número 2 e, desde 1989, é sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Arquivado em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

domingo, 23 de novembro de 2014

A AFINIDADE ENTRE AS PESSOAS FAZEM COM QUE SE REENCONTREM EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO (*)

EM UM ARTIGO DEDICADO à sincronicidade – a teoria das casualidades exposta por Jung – existe uma citação de Ernesto Sábato para explicar que as coincidências têm mais a ver com a afinidade do que com uma obscura lógica da sorte. Vamos tomar como exemplo dois amigos que conviveram por muito tempo, mas se separaram ao irem morar em países diferentes. Por mais estranho que pareça, eles terão grande possibilidade de se reencontrar em qualquer lugar do mundo que visitem. E isso acontece por uma razão muito simples: se eles têm gostos e hábitos parecidos, não é improvável escolherem viajar para a mesma cidade – Tóquio, por exemplo – na mesma época do ano. Uma vez ali, como os dois têm referências parecidas, irão aos mesmos lugares, no mesmo período do dia. Quando, após anos sem se ver, se encontram de repente em uma livraria para estrangeiros no bairro de Ginza, os dois dizem: “Que coincidência!” Mas, na verdade, não poderia ter sido de outra forma. Por outro lado, como diz Sábato, duas pessoas muito diferentes podem viver uma ao lado da outra e não se encontrarem nunca, nem mesmo na própria rua.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Cinco livros publicados, incluindo de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, cadeira número 2 e, desde 1989, é sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Arquivado em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

STEVE JOBS: A INOVAÇÃO É O QUE DIFERENCIA O LÍDER DE UM SEGUIDOR (*)

ALÉM DE OTIMISTA, STEVE JOBS era como uma Fênix. Ao longo da vida, ressurgiu das cinzas em diferentes ocasiões – e sempre com força renovada. Ele afirmava que é possível tirar proveito de tudo o que nos acontece na vida. Uma experiência negativa hoje pode ser o começo de algo positivo no futuro. O criador da Apple foi um filho indesejado de uma mãe solteira. Logo após seu nascimento, a mãe biológica entregou-o para adoção. Pode não ter sido um bom começo para a vida de Steve, mas isso deu a ele a oportunidade de ser criado por pais humildes e trabalhadores, e sempre se sentiu muito orgulhoso deles. Os sacrifícios econômicos da família lhe permitiram entrar na universidade. Porém sua trajetória acadêmica não durou muito – seis meses depois, decidiu abandoná-la. Sentia-se perdido e desorientado. “Aquele momento foi aterrorizante”, ele contou, “mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que já tomei”. Steve resolveu continuar assistindo apenas às aulas abertas que lhe interessavam. Como a de caligrafia, por exemplo. Quase dez anos se passaram até que Steve pudesse aplicar seus conhecimentos de caligrafia para projetar o primeiro computador Macintosh. Se não fosse seu interesse por aquelas aulas, “e provável que nenhum computador pessoal tivesse essa tipografia maravilhosa”, declarou. Aos 20 anos, centrou sua vida em uma paixão: a criação da Apple. Ele e um amigo, Woz, começaram a trabalhar na garagem da família de Steve. Trabalharam duro, a empresa cresceu até alcançar números inesperados. Deixou de ser um negócio entre dois amigos: entrou na Bolsa, tinha mais de quatro mil funcionários, acionistas e um conselho administrativo. O volume de negócios era tão grande que Steve precisou contratar um amigo economista para que o ajudasse a dirigir a companhia. Quando Jobs completou 30 anos, as vendas da Apple não haviam alcançado as previsões iniciais e ele achou melhor retomar o controle da empresa. Mas aquele seu amigo economista, com o aval do conselho administrativo, não lhe deu o apoio necessário. Jobs acabou sendo demitido da empresa que ele mesmo havia criado. “Foi um remédio amargo, mas acho que eu, como paciente, precisava disso”, reconheceu mais tarde. Esse acontecimento fez com que ele amadurecesse e se concentrasse em um novo trabalho, que o faria recuperar seu otimismo. Em vez de ficar deprimido, Jobs se sentiu livre para renovar o interesse e o amor pelo que fazia. Não havia outra solução: ia começar de novo. O resultado foi a criação de outra empresa, a NeXT, que surgiu a partir da intenção de fazer computadores melhores que os da Apple. Após oito anos, teve que abandonar o projeto e se concentrar na área de software. Deu impulso, então, a outra companhia, a Pixar, que gerou o primeiro longa-metragem da história feito inteiramente com computação gráfica: Toy Story. A Pixar se tornou uma empresa de grande sucesso, uma referência no mundo da animação. Enquanto isso, a antiga empresa de Jobs, a Apple, sentia falta de um software moderno que a tornasse mais competitiva em comparação com o Windows. A companhia realizou um concurso para a criação de um novo software. Ironicamente, o vencedor foi Jobs com sua empresa NeXT e ele voltou para a Apple, com o objetivo de reconquistar o controle da companhia. E enfim conseguiu. Steve Jobs sofreu outro golpe quando foi diagnosticada uma doença gravíssima que lhe daria apenas mais seis meses de vida. Parecia que seu fim havia chegado. Depois de ser submetido a uma biópsia, suas esperanças se renovaram. Ele foi operado e venceu a doença momentaneamente. “Saber que vou morrer em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para tomar as grandes decisões de minha existência”, disse ele. No discurso de formatura de jovens universitários, Jobs afirmou: “Estou convencido de que nada disso teria acontecido se não tivessem me demitido da Apple. Não percam a fé. O trabalho vai preencher grande parte de suas vidas, e o único modo de se sentirem de fato satisfeitos é fazer aquilo que vocês acreditam que vale a pena. e a única forma de fazer um trabalho que vale a pena é amar o que vocês fazem. Se ainda não o encontraram, continuem procurando. Tenham a coragem de seguir seu coração e sua intuição, pois de algum modo eles já sabem o que vocês realmente querem ser. Todo o resto é secundário”.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2, e, desde 1989 é sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Mantém em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor de livros publicados, entre os quais um de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília-DF. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

MAHATMA GANDHI: SE QUERES MUDAR O MUNDO, MUDA-TE A TI MESMO (*)

MAHATMA GANDHI NASCEU NO DIA 2 de outubro de 1869 na cidade litorânea de Porbandar, na Índia. Filho do primeiro-ministro local e de uma mãe que a família como principal ocupação, Gandhi herdou dela a extrema religiosidade. Essa fé iria permitir que ele alcançasse conquistas sociais que ninguém jamais havia imaginado. Gandhi se tornou um caso único entre os revolucionários de todo o mundo. Influenciado por Leon Tolstói e pelos jainistas – que defendiam o pacifismo para todos os seres vivos – seus princípios tinham como fundamento a não violência. Foi um estudante medíocre. Aos 13 anos, seguindo a tradição hinduísta, casou-se com uma menina de 14. Aos 19 já era pai de um filho e foi estudar em Londres, onde começou a se interessar pelo cristianismo e sintetizou os preceitos do budismo, do cristianismo, do islamismo e do hinduísmo. O retorno para a Índia não foi nada fácil. Em 1893, uma empresa muçulmana lhe ofereceu um emprego em Durban, na África do Sul. Lá, Gandhi descobriu como a comunidade hindu era subordinada e maltratada pelos ingleses, que visavam tirar deles até o direito ao voto. Diante desta ameaça, Gandhi organizou um movimento de resistência de seus compatriotas. A luta que empreendeu na África do Sul serviria de modelo para o que viria a fazer anos depois em seu país de origem. Sem deixar de sonhar com um mundo mais justo, em 1904 Gandhi mudou seu modo de agir: passou a levar uma vida austera, baseada na ação não violenta. Instaurou novos métodos de lutas (greves de fome), ainda rejeitando a luta armada e pregando a não violência como meio de resistência ao domínio britânico. Como ele mesmo defendia: “Não existe caminho para a paz; a paz é o caminho”. Após grandes conquistas que obteve na África do Sul em prol dos direitos dos cidadãos, Gandhi voltou para a Índia em 1915 como herói. Começava ali uma luta que ele sustentaria por toda a sua vida: a batalha contra as injustiças do hinduísmo e a favor dos intocáveis, o grupo dos trabalhadores braçais. O ano de 1919 marcou sua entrada para a política. Foi o início da greve geral terminou com um massacre cometido pelos ingleses. A tenacidade e o otimismo de Gandhi em relação ao futuro o transformaram em um líder poderoso e o levaram à presidência do Congresso Nacional Indiano, partido ligado ao movimento a favor da independência. Sua capacidade de mobilizar as massas o ajudou a organizar campanhas de desobediência civil, como a recusa ao pagamento de impostos e o boicote às autoridades – atos que acabaram provocando sua prisão. A partir desse momento, ele abandonou a política para se tornar um líder espiritual. Esta é a outra capacidade dos otimistas: saber reinventar-se para conquistar objetivos cada vez mais ambiciosos. No dia 26 de janeiro de 1930, Gandhi assumiu a direção da campanha de não violência para a independência da Índia, após uma greve geral bem-sucedida. A reivindicação era o não pagamento de impostos, depois que o governo britânico nomeou uma comissão encarregada de reformar a Constituição, na qual não havia nenhum indiano. Pouco depois, Gandhi deu início ao que ficou conhecido como a Marcha do Sal. Ele e mais 79 pessoas caminharam cerca de quatrocentos quilômetros em protesto contra a proibição inglesa de extração de sal no território indiano. Chegando à beira do mar, 25 dias depois, pegou um punhado de sal para si, gesto repetido por todos os seus seguidores. A notícia da Marcha deu a volta ao mundo como a maior manifestação pacífica contra os impostos que eram aplicados a esse produto. Durante a Segunda Guerra Mundial, Gandhi ressurgiu no cenário político para exigir novamente a independência da Índia. Mais uma vez, ele acabou na prisão, de onde saiu em 1944. Depois que a independência indiana finalmente foi alcançada, Gandhi tentou reformar a sociedade, apostando na integração das castas consideradas inferiores. Ao longo da vida, Gandhi recorreu diversas vezes à greve de fome como forma de pressionar o poder político, deter a violência ou chamar a atenção das massas. A falta de humanidade do sistema social, que condenava certas camadas da população à indigência absoluta, fez com que a abolição das castas se tornasse uma meta fundamental dos esforços desse notório pacifista. Seu otimismo em fazer um mundo melhor nunca o abandonou: “Não existem limites quando sabemos o que devemos fazer e estamos dispostos a dar o que temos de melhor”.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, ocupante da cadeira número 2, e, desde 1989 é sócio da UBE – União Brasileira de Escritores. Mantém em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Autor de livros publicados, entre os quais um de autoajuda, autoconhecimento e autorrealização. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília-DF. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/Whatsapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A CAIXA DE PANDORA (*)

A mitologia grega conta que Pandora abriu a tampa da caixa proibida e aproximou o rosto da pequena abertura, mas teve que se afastar rapidamente, espantada. Uma fumaça densa e negra saía da caixa em espirais enquanto mil horríveis fantasmas se formavam naquelas nuvens que invadiam o mundo e escureciam o Sol. Eram todas as doenças, as dores, os horrores e os vícios do mundo. Todos saíam da caixa de forma violenta, entrando nas tranqüilas moradas dos homens. Pandora tentou fechar a caixa e evitar que mais males escapassem, para remediar o desastre, mas foi em vão. O destino inexorável se cumpria e, desde então, a vida dos homens foi assolada por todas as desventuras desencadeadas por Zeus. Quando a fumaça se desfez e a caixa parecia vazia. Pandora olhou para dentro dela e viu um lindo passarinho de asas cintilantes. Era a Esperança. Ela se apressou em fechar a caixa, impedindo que a Esperança escapasse também. Dessa forma, a Esperança se conserva guardada no fundo de nosso coração.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados, jornalista de mídia impressa, ensaísta e relações públicas. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

AO CONTRÁRIO DA COMUNICAÇÃO O SILÊNCIO É UMA FORMA SUTIL DE OFENDER (*)

A maior parte das guerras psicológicas é iniciada mais pelo que não se diz do que pelo que se diz. Vamos imaginar uma cena: A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na realidade, foi apenas um esquecimento – resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio. B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus telefonemas e, quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil. São comportamentos infantis, porém muito mais comuns do que se imagina. Quantos casais brigam por mal-entendidos que duram dias ou meses até serem esclarecidos? A falta de comunicação também está na origem de muitos conflitos vividos no ambiente de trabalho. A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio. Não dizer as coisas a tempo é um importante fator de estresse no mundo tumultuado em que vivemos, pois possibilita interpretações equivocadas que acabam pesando contra nós.
É melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio. (*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados, jornalista de mídia impressa, ensaísta e relações públicas. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

AO SE TORNAR PERFECCIONISTA VOCÊ DESCOBRE A ARTE DA IMPERFEIÇÃO (*)

Se a consciência nos torna humanos, a imperfeição também é um traço distintivo de nossa espécie. Passamos mais tempo reparando erros do que construindo coisas de valor. Assumir essa característica da nossa condição nos ajuda a ser humildes e, o que é mais importante, nos faz tomar consciência de quanto ainda precisamos nos aprimorar. Todo fracasso ou erro nos ensina como fazer melhor. As pessoas mais inflexíveis e perfeccionistas sofrem as conseqüências de seus atos imperfeitos. Se algo dá errado, costumam colocar a culpa nos outros e ficam descontroladas quando alguém mostra qualquer falha que possam ter cometido. O homem que imagina ser completamente bom é um imbecil. É inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo – o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem. A palavra japonesa wabi-sabi define a arte da imperfeição: no que é incompleto, irregular e antigo existem vida e beleza, pois aí está contido o desejo que a natureza tem de aprimorar a si mesma.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, autor de livros publicados, jornalista de mídia impressa, ensaísta e relações públicas. Membro efetivo da ALNM - Academia de Letras do Noroeste de Minas, sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Aos 11 anos comecei a ler Aristóteles, Spinoza, Platão, Schopenhauer, Freud, Jung, Gibran, Nietzsche, Hermann Hesse, Krishnamurti, Shakespeare e Rousseau. Escrevo e publico objetivando a auto-realização dos meus leitores. Busco a Transcendência por meio da Literatura. Escrever é a minha Missão. Contato: via e-mail autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatSapp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

AMIZADE SELETIVA (*)

Afaste-se dos amigos que não apóiam as mudanças positivas em sua vida. Alguns terão inveja e medo sempre que você tentar dar um salto. Verão sua motivação como uma condenação a eles próprios, que ainda não chegaram a esse nível. De formas sutis, tentarão puxá-lo para baixo, para voltar a ser quem era antes. As pessoas com quem você passa o tempo mudam sua vida de uma forma ou de outra. Se estiver sempre rodeado de cínicos, eles o colocarão para baixo. Se andar com pessoas que apóiam sua escolha de ser feliz e bem-sucedido, terá começado bem no caminho para a realização. Ao longo do dia, temos muitas oportunidades de escolher as pessoas com quem vamos estar e conversar. Não fique parado na mesa do cafezinho falando mal dos outros só porque os colegas também estão fofocando. Isso vai lhe extrair muita energia e sufocar seu otimismo. Todos sabemos quem é capaz de nos colocar para cima e quem nos deprime. Você tem todo o direito de começar a ser mais cuidadoso com as pessoas com quem convive. Faça uma lista de amigos e conhecidos em cuja companhia você se sente mais vivo, feliz e otimista. Escolha um deles e tente encontrá-lo essa semana. Quando você conversa com uma pessoa negativa, as possibilidades parecem desaparecer. Um senso de fatalismo um tanto deprimente toma conta do diálogo. Não surgem idéias novas nem um humor original. Por outro lado, o entusiasmo pela vida é algo contagiante, e conversar com uma pessoa positiva sempre nos leva a enxergar mais e mais as oportunidades da vida.
(*) EUGENIO SANTANA é escritor, jornalista, ensaísta, publicitário, relações públicas, copidesque e revisor de textos. Cinco livros publicados, incluindo de autoajuda. Imortal da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas, e, desde 1989, é sócio efetivo da UBE – União Brasileira de Escritores. Arquivado em seu portfólio mais de dezoito prêmios literários, em âmbito nacional. Mineiro de Paracatu. Radicado em Brasília. Contato: autoreugeniosantana9@gmail.com e Smartphone/WhatsApp: (61) 8212-3275 (TIM) e 9995-5412 (Vivo)