sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ESSENCIAL É MESMO O AMOR (*)

Há uma evidência que atravessa e embaralha nossas vidas, mas mal ousamos abordar além da intimidade: é o amor que dá sentido às nossas vidas. O menos óbvio é que essa potência do amor não existe desde sempre. De maneira tardia e graças a uma história ainda ignorada – a da invenção do casamento por amor, escolhido livremente e não mais imposto – o ideal do sentimento substituiu as bases de sentido tradicionais. Quem quer morrer em nome de Deus, da Pátria ou do comunismo? Quase ninguém. Mas estaríamos dispostos a tudo em nome daqueles que amamos. Não é mais a glória do império ou da pátria que anima a política moderna, mas uma questão totalmente distinta: a das gerações futuras, ou seja, de nossos filhos e do mundo que escolhemos deixar para eles. A reivindicação do casamento gay está diretamente ligada à história do casamento por amor. A partir do momento em que é desvinculado dos princípios tradicionais – linhagem, biologia, economia – e se baseia unicamente no sentimento, há cada vez menos razões de proibi-lo aos homossexuais.
(*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Revisor de textos jornalísticos do jornal “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11).É Gestor de Conhecimento na Hórus/9 Editora. Está radicado em Uberaba-MG há nove meses. e-mail:eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9297-6090