quinta-feira, 9 de maio de 2013

A MEMÓRIA DO CORAÇÃO (*)

SAUDADE é guardar no peito uma presença invisível. É ruminar reminiscências. Sentimos saudades de bons momentos da infância, da escola, de amigos embaralhados pelo jogo da vida e perdidos de vista. Saudades de amores gravados nas asas do coração, nos recônditos da memória, nos segredos do corpo. Saudades confessáveis e inconfessáveis, até mesmo de sonhos tão intensos que parecem reais. Somos resultado de vivências que nos moldaram. Marcas indeléveis tão definitivas quanto as nossas rugas. E, perdidas certas experiências, queda o vazio. Nele brota a saudade. A volátil tentativa de preencher o que já não é nem há e, no entanto, faz-se presente pela memória. Saudades de uma música que nos inebria de emoções, de uma pessoa que desapareceu na roda da vida e do ser que somos e nunca assumimos. Saudades de momentos tecidos de silêncio, de pessoas cuja presença nos incutia confiança e ternura. (*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. É Consultor na Empresa MRV ENGENHARIA S/A. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090