domingo, 15 de dezembro de 2013

PROJEÇÕES PARA UM ANO-NOVO FELIZ (*)

Há quem, sabiamente, faz um planejamento detalhado, com desejos descritos nas diversas áreas da vida, tais como amor, saúde, profissional, espiritual, alimentação, corpo, entre outras. Não tenho dúvidas de que debruçar-se sobre o exercício de escrever suas metas, colocando datas para alcançá-las, é altamente eficiente para organizar a mente e facilitar o processo de realização de seus sonhos. Há os que preferem outros rituais. Existem muitos. Desde meditar sobre as perdas e os ganhos durante o ano atual e visualizar melhorias para o ano vindouro, até pular 7 ondas na virada, comer lentilhas, fazer oferendas, assistir à Missa do Galo, doar presentes, usar calcinha nova, entre muitas outras idéias populares ou personalizadas. Minha sugestão para um ano-novo que realmente valha a pena tem muito a ver com as lindas dicas de Carlos Drummond de Andrade, no texto Receita de Ano Novo: "(...)para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, (...) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, (...) Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, (...) É dentro de você que o ano-novo cochila e espera desde sempre." Ou seja, ano-novo não tem a ver com perfeição ou virar tudo às avessas. Tem a ver com consciência, aprendizado. Refazer as malas para esta nova viagem da vida aproveitando o que ainda serve, o que é bonito e nos cabe muito bem, e abrindo mão do que já não serve mais, já não condiz com quem nos tornamos depois de tudo o que vivemos neste Ano que está ficando para trás. Então, desapegue-se das crenças limitantes. Construa algumas novas, edificantes. Reescreva seu perfil. Mude de idéia, sim, se considerar que a nova é mais a sua nova cara. Não há nada de errado em se refazer de um jeito diferente. Como diz o sábio Zé Simão, "quem fica parado é poste". E tem mais: síndrome de Gabriela ("(...) Eu nasci assim, eu cresci assim. E sou mesmo assim, vou ser sempre assim (...)" - Gal Costa) nunca levou ninguém ao oásis de si mesmo. E no que se refere ao amor que você deseja viver em 2014, saiba que primeiro precisa acreditar, de fato e de direito, que merece! Depois, reflita sobre o que pensou, até então, a respeito de si mesmo, de seu par (ou futuro par) e sobre relacionamento ou casamento. Em geral, quem não vive o amor que deseja é porque está se comportando com base em crenças equivocadas e que servem bem mais como armadilhas e obstáculos do que como trampolim ou atraentes desse amor! Encha-se e preencha-se de alegria e entusiasmo e viva um ano-novo de luz, paz, entusiasmo,empatia, solidariedade, amor, resiliência e fé! (*) Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Revisor de textos jornalísticos do jornal “Diário da Manhã” e Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11).É Revisor de textos e Executivo de contas na Revista Especial Mulher. Está radicado em Uberaba-MG há nove meses. e-mail:eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9297-6090

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO DÉJÀ VU (*)

É viver algo e, ao mesmo tempo, ter a sensação de que isso já aconteceu antes. O fenômeno ainda não foi totalmente esclarecido, mas sabe-se que ocorre devido a uma troca de informações errônea no cérebro. A expressão déjà vu significa "já visto" em francês e surgiu no século 18, criada pelo parapsicólogo Émile Boirac. Ele acreditava que o déjà vu era um flashs
back de outras encarnações. O fenômeno já era estudado na Grécia antiga e, com o tempo, foi ganhando outras explicações. Para a parapsicologia, o déjà vu pode ser uma forma de premonição. Já os espíritas acreditam que pode estar relacionado a uma experiência do espírito, capaz de sair do corpo durante o sono. Cientistas ainda tentam descobrir os motivos, mas têm uma certeza: a origem não tem nada de paranormal e é 100% biológica. Copydesk/Fragment by EUGENIO SANTANA, escritor, jornalista, ensaísta, relações públicas, publicitário, revisor de textos, assessor de comunicação e copidesque. Autor de cinco livros publicados. Da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM), Sócio da União Brasileira de Escritores (UBE-GO/SC). Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro (2009/2011). eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9297-6090

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

OS APAIXONADOS VOLTARAM... (*)

Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um campo minado, muita precaução ao pisar nesse campo. Com seu senso de organização e, contraditoriamente, sua indisciplina, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça. Se o Amor na sua entrega absoluta os faz frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem...
(*) fragment/copydesk by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11). eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

sábado, 31 de agosto de 2013

CONSUMISMO COMPULSIVO E IMPULSIVO (*)

Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes. Contudo, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um
bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas. Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações, que ainda se estendem por anos. Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, voltamos às compras. Somos uma sociedade alçada na maré do consumo compulsivo, interessada em “aproveitar a vida”, seja o que isso for, e em adquirir mais e mais coisas, mesmo que inúteis, quando deveríamos estar cuidando, com muito afinco e seriedade, de melhores escolas e universidades, tecnologia mais avançada, transportes muito mais eficientes, saúde excelente, e verdadeiro crescimento do país. Mas corremos atrás de tanta conversa vã, não protegidos, mas embaixo de peneiras com grandes furos, que só um cego ou um grande imbecil não vê. Não tenho esperança de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto. (*) Copydesk-Fragment by Eugenio Santana, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, revisor de textos e ensaísta literário. Autor de cinco livros publicados. Da Academia de Letras do Noroeste de Minas (ALNM). Ex-Superintendente de Imprensa no Rio de Janeiro (2009-2011).

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

CARTA DO CÉU: LAÇOS DE AMOR INFINITO (*)

AMADO FILHO MEU, Quando passei daqui pra lá, eu sabia que o seu coração de escritor iria se partir e sua alma ficaria imolada. É aqui e não aí que eu moro; nas montanhas, nos campos, nos lagos, nos jardins cósmicos, no vôo quase imperceptível do colibri, nas asas diáfanas das borboletas, nos rios, córregos e riachos; nos pomares e nos mares do sem fim... Na chegada da Aurora e em cada Crepúsculo, nos pássaros, nas árvores e no céu azul, você ficará sabendo que ainda estou por perto. Eu parti seu coração, não há como desfazer isso; sofra agora, mas não permaneça muito tempo na escuridão. Se eu estivesse aí e você estivesse aqui, você claramente veria que você, Toninho, está bem aí e eu estou bem aqui, foi onde nós escolhemos estar. Caminhos da transcendência anímica... Portanto, dance, leia, escreva, cante e ria alto, como sempre fizemos em nossa ampla casa azul da querida Anápolis. Quando pegava a estrada rumo ao Rio de Janeiro, pra cumprir sua missão de Jornalista, eu apenas me recolhia na saudade e orava... Eu sei que é difícil não podermos desvendar os segredos do Invisível, mas saiba que eu estou bem aqui ao seu lado. E quando sentir vontade de chorar, tente sorrir por meio das lágrimas... Lembro quando você me dizia, filho querido: “Não mais Rosto Desfigurado, e sim: Rosto Iluminado.” Espero que você lembre que eu o amarei através dos séculos e milênios. Você está certo: eu e seu pai fundimos numa mesma Estrela e sei que todas as noites, com lágrimas incontidas, nos observa, agradece e pede perdão. E, quando estiver se sentindo sozinho e não souber o que fazer, feche os olhos e leia esta carta que eu lhe escrevi. Eu o amo, meu filho, (Adília Santana “das flores”)
(*) EUGENIO SANTANA é sensitivo, Místico Rosacruz Grau Superior, Maçom do GOIN – Grande Oriente Interno; é católico e ecumênico. Devoto de São Judas Tadeu, Santo Antônio de Pádua, São Francisco de Assis e São Miguel Arcanjo. Escritor, Jornalista, Ensaísta, Relações públicas e Publicitário; fundador da “Revista Cenário Goiano” e do Jornal “Verbo-pássaro”. Autor de livros publicados.

terça-feira, 9 de julho de 2013

O QUE É REALMENTE VALIOSO NÃO TEM PREÇO (*)

Olá, pode me chamar de “dono”. Sim, pode parecer estranho, mas já fui conhecido como o “dono do mundo”. Graças a uma enorme dedicação, natural espírito empreendedor e uma invejável habilidade nos negócios, fiz sucesso e fortuna como poucos. Tornei-me símbolo de realização e de poder. Conheci o doce sabor do sucesso, fui presidente do Clube dos Bem-Sucedidos. Convivi diariamente com a fama, fui condecorado diversas vezes como o “Homem do Ano”. Porém, sempre me faltou algo. Nunca consegui ser realmente feliz. Queria ter todos os carros, todo o dinheiro, todas as mulheres e nunca tinha, porque quando chegava lá, sempre queria mais, mais, e mais. Só consegui as coisas que se compram com o dinheiro, e o dinheiro só compra aquilo que é barato. O que é, realmente, valioso, não tem preço. Colecionei todo tipo de automóveis, barcos, aviões, mas de pouco serviam, pois eu não sabia para onde ir. Tinha todo tipo de alimento, podia frequentar os melhores restaurantes não só da cidade, mas do mundo inteiro, contudo me faltava o apetite. Na busca do meu eu superior, vaguei por diversas filosofias, tentando descobrir tudo com os mais renomados “mestres” e “gurus”, aprendendo sobre pirâmides, vidas passadas, gnoses, Era de Aquário, Rosacruz, Templários, Maçons, Santo-Daime, Viagem Astral, Terapia de Vidas Passadas, poder cósmico e coisas do gênero. Ensinaram-me que eu era uma partícula do Universo, o microcosmo no macrocosmo; que eu era a própria luz, que estava em toda a parte, que era onisciente, que eu era Deus. Assim, esqueci meus próprios limites, tornei-me vítima da vaidade, da soberba e comecei a ser impulsionado por uma ambição desmedida. Dominei os outros, porque sempre estava insatisfeito comigo mesmo. Como não conseguia mais sorrir, comecei a procurar diversões extravagantes. Entrei num caminho do qual poucos conhecem a volta: bebidas e drogas. O que era esporádico e controlado, passou a ser obrigatório e frequente. Tornei-me dependente, tanto física como psicologicamente. Comecei a usá-las com maior intensidade, já não mais para obter prazer, e sim para evitar o desprazer da falta delas. Veio a dependência total... Sem estar próximo e atuante, os negócios desmoronaram, os conhecidos foram se afastando, os colaboradores dispersados, e toda a fortuna se esvaiu como areia fina por entre os dedos. Por diversas vezes, tentei tratamento nas principais clínicas do mundo inteiro e com os mais renomados especialistas, mas, por não ter persistência, tive diversas recaídas, cada vez mais agudas, mais desesperadoras. Sem vontade própria, sem amigos, sem dinheiro, terminei abandonado numa instituição de caridade recomendada para doentes mentais com poucas chances de regeneração. De “dono do mundo”, passei a ser escravo do fracasso. Por ironia, os demais pacientes, conhecendo minha história, às vezes me chamavam de o “senhor do nada”; outras vezes, me chamavam de o “sem dono”. Conheci o abandono, o desprezo, a solidão, o medo... Lembrei-me de ter ouvido, em algum lugar, uma citação de Jesus Cristo que nunca imaginei ser tão real e aplicável ao meu caso: “Que importa ao ser humano ganhar o mundo inteiro, mas perder-se a si mesmo?” Todavia, aprendi tudo que não me destrói me torna cada vez mais forte... Lembrei que em todo infortúnio, mesmo nos mais irremediáveis, encontra-se a semente do triunfo. Aprendi que posso tirar algum proveito do que me aconteceu e que problemas são como potes de ouro. Em toda e qualquer adversidade, existe sempre a semente do bem. Parei de maldizer minha vida e comecei a imaginar como toda esta amarga experiência poderia me auxiliar na recuperação da minha dignidade. Na pior hipótese, o fracasso trouxe-me um grande benefício, renovou minha humildade. E com toda a humildade possível, assumi minha condição e procurei ajuda, pois o vergonhoso não é cair e sim persistir em continuar deitado. Conheci pessoas que, prestando serviço voluntário, fizeram-me crer que cada ser humano possui em si mesmo a resiliência, ou seja, a capacidade rápida de regeneração. Explicaram-me que o fracasso não precisa ser definitivo, e que, aliás, não existe fracasso, existem resultados. Fizeram-me crer que todo ser humano tem um potencial extraordinário, e que, quando queremos, somos capazes de vencer toda espécie de catástrofe, todos os fracassos, todos os desastres. Comecei a repetir frequente e exaustivamente que “eu tenho o vício, mas o vício não tem a mim”. Encorajaram-me a buscar novamente a excelência, porém, agora, com uma visão nova, ampliada, real e renovada. É preciso crer que os grandes atos de fé acontecem exatamente quando humanamente não há soluções. Afirmaram que existe alguém, lá em cima, que tem um amor muito grande por todo gênero humano, e, em especial, pelos drogados, pelos alcoólatras, pelos abandonados, pelos esquecidos e sem esperanças. Instruíram-me a não procurar a riqueza em si mesma, a não manusear e acumular o dinheiro como a um deus, mas a ser, realmente, dono da situação e das coisas. Reprisaram várias vezes que o que é, realmente, valioso, não tem preço. Fizeram-me crer que eu não nasci por acaso e não foi por descuido que Deus me criou. Incentivaram-me a procurar meu destino supremo, a encontrar o sentido da minha existência. Fizeram-me ver que o verdadeiro sucesso não está em “ter”, nem em “fazer”, mas, simplesmente, em “se”. O que somos é o que realmente importa.
(*) Copydesk/Fragment by Eugenio Santana, escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, ensaísta, editor. Autor de cinco livros publicados, membro efetivo da ALNM – Academia de Letras do Noroeste de Minas; ex-superintendente de jornalismo no Rio de Janeiro (2009/2011). Atualmente, é Consultor e mora em Uberaba-MG. E-mail: eugeniosantana9@uol.com.br (34) 9297-6090

domingo, 16 de junho de 2013

O ROMANCE DE TRISTÃO E ISOLDA (*)

AMORES reais ou exagerados em poesia. Marília era a musa inspiradora ou a mulher solícita? Amores reais ou sentimentos projetados? O romance de cavalaria de Tristão e Isolda que influenciou tantos outros escritos, concernente à alma gêmea, lacrimejantes de amor começa assim: “Se quiserdes ouvir, gentis senhores, uma história de amor e de morte, eis aqui o romance do cavaleiro Tristão e da rainha Isolda, de como os dois se amaram na alegria e continuaram a se amar na tristeza, de como um dia morreram daquele amor, ela por ele, ele por ela”.
(*) fragment/copydesk by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) É Consultor de Investimento na EMBRACON. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

quinta-feira, 13 de junho de 2013

NOSSA VISÃO LIMITADA (*)

Parece que o Universo, nesses tempos, está mesmo disposto a revolver tudo que está fundado sobre bases que não são a verdade... e, quando não resistimos, aceitando o momento pelo qual estamos passando, podemos cooperar com as mudanças e nos abrir para que... o que for para nossa felicidade se manifeste, mesmo que seja algo novo e que não estava dentro dos nosso planos... Nossos planos de futuro são geralmente criados por memórias do passado, tendo como base experiências que já vivemos, nessas e em outra vidas e, por isso, são extremamente limitados, ao passo que os planos do Universo não se enquadram nesse limites e vão muito além do conhecido e de tudo que podemos imaginar... Muitas vezes, os acontecimentos que trazem grandes mudanças, parecem-nos ameaçadores porque nossa visão é muito limitada, e fora daquelas possibilidades que nos acostumamos a elas, não existe saída... Seja em que área for que a mudança aconteça, temos um monte de memórias querendo nos puxar para baixo, falando que fora daquele modelo as coisas não têm como acontecer... Parece que com o passar do tempo vamos aposentando projetos... esperanças... sonhos... e as coisas vão ficando cada vez mais limitadas, vamos nos enclausurando em prisões cada vez mais apertadas ao nos acostumar com coisas estagnadas e que não fazem mais sentido. Mas sempre é hora de recomeçar... sempre podemos melhorar e ir além e permitir que a Vida entre pela porta e nos revele o novo... mesmo que para isso ela precise dar uma chacoalhada no velho e mofado mundo que quer nos impor nossas memórias. Por isso, quando a mudança bater na sua porta, receba com um sorriso e com o coração aberto, não tente fechar a porta nem fingir que aquilo não é com você... Lembre-se que sempre é hora de seguir por caminhos nunca antes percorridos e de nos abrir para viver aventuras que nos fazem perceber que somos muito mais do que quiseram nos fazer crer... (*) fragment/copydesk by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) É Consultor de Investimento na EMBRACON. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

SER AUTÊNTICO (*)

Só podemos ser verdadeiros se a nossa autoconfiança e o amor que nutrimos por nós forem suficientemente fortes para nos dar a segurança necessária à afirmação de nossa identidade diante do mundo. Quando isto não acontece, tornamo-nos presas fáceis do medo e da insegurança, buscando no seguimento de modelos pré-estabelecidos, a confiança que nos falta interiormente. Ir, aos poucos, desenvolvendo uma certeza acerca de nossa própria verdade, torna-nos cada vez mais seguros para fazer tudo o que nosso sentimento determina, sem medo de errar. A verdade é o que alimenta a autenticidade, e ela surge a partir de experiências interiores e, por isso, não segue nenhuma lei externa. Mas, se quando nos tornarmos mais conscientes deste processo, formos capazes de compartilhá-lo com nossos semelhantes, estaremos colaborando para que mais e mais pessoas se tornem despertas. Nada pode ser mais nocivo para o ser humano que seguir modelos de comportamento impostos pela sociedade. Não admira que tenhamos tanta insanidade predominando hoje no mundo. Viver de maneira saudável e autêntica pressupõe deixar o medo de lado e arriscar-se a cada momento, seguindo o próprio coração e deixando que ele o conduza. Assim, mais e mais situações surgirão em que teremos de encontrar soluções imediatas, baseadas unicamente em nossa intuição, sem recorrer a fórmulas prontas e desgastadas. Quanto mais nos deixarmos levar por esta nova forma de agir, mais prontamente seremos invadidos por uma sensação de segurança interior, que só fará crescer e se ampliar. (*) fragment/copydesk by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) É Consultor de Investimento na EMBRACON. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

domingo, 9 de junho de 2013

O ANJO QUE CONHECE TODAS AS RESPOSTAS (*)

UM HOMEM RELATIVAMENTE JOVEM – um moço-velho – com uns poucos cabelos grisalhos e uma sombra no olhar caminha ao sol do meio-dia entre as lápides do cemitério, sob um céu preso no azul do mar. Leva nos braços um menino que mal pode entender suas palavras, mas que sorri quando encontra seus olhos. O homem permanece ali por um momento, em silêncio, as pálpebras apertadas para conter as lágrimas. A voz de seu filho o traz de volta ao presente e quando ele abre os olhos vê que o menino está apontando para uma estatueta que desponta entre as pétalas de flores secas, à sombra de um vaso de cristal. Sua mão procura entre as flores e pega uma figurinha de gesso, tão pequena que cabe na mão fechada. Um Anjo. As palavras que pensava esquecidas se reabrem em sua memória como uma velha ferida. O menino tenta pegar o Anjo que repousa na mão do pai e, ao tocá-lo, seus dedos o empurram sem querer. A estatueta cai sobre o mármore e se quebra. E então ele vê. É um papelzinho dobrado escondido no interior do gesso. O papel é fino, quase diáfano. Ele abre com a ponta dos dedos e, na mesma hora, reconhece a “caligrafia”. A brisa do mar se levanta entre as lápides e o alento de uma maldição dos antepassados acaricia seu rosto desfigurado. Guarda o papel no bolso. Em seguida, deixa uma rosa branca em cima do túmulo e retorna sobre seus passos com o menino nos braços, até a galeria de ciprestes onde a mãe de seu filho espera por ele. Os três fundem num abraço e quando ela o encara no fundo dos olhos, descobre neles alguma coisa que não estava lá antes. Algo turvo e escuro que lhe dá medo. - você está bem, João Guilherme? Ele olha para ela longamente e sorri. - Eu te amo – diz, e a beija, sabendo que a história, sua história, ainda não terminou. Acabou de começar. (*)Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) É Consultor de Investimento na EMBRACON. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

O CEMITÉRIO DOS LIVROS ESQUECIDOS (*)

Sempre soube que um dia voltaria a estas ruas para contar a história do homem que perdeu a alma e o nome entre as sombras de uma Florianópolis submersa no sono medroso de um tempo de cinzas e silêncio. São páginas escritas com fogo e gelo, palavras gravadas na asa da memória daquele que retornou de entre os mortos, por meio de um psicopompo, com uma promessa cravada no coração e pagando o elevado preço de uma maldição dos antepassados. A cortina se abre, o público silencia e, antes de a sombra que espreita seu destino descer sobre o palco, um elenco de espíritos brancos entra em cena com o texto de uma tragicomédia nos lábios afiados e aquela bendita pureza de quem, pensando que o terceiro ato é o último, começa a narrar um conto kafkiano sem saber que, ao virar a última página, a tinta de sua alma azul o arrastará, lenta e inapelavelmente, ao coração das trevas. A claridade caía numa cascata de vapor pelos meandros do grande labirinto de corredores, túneis, escadas, arcos e abóbadas que pareciam brotar do solo como o tronco de uma árvore infinita feita de livros, que se abria para o céu numa geometria impossível. Parei no início de uma passarela que penetrava como uma ponte na base da estrutura e, perplexo, contemplei o espetáculo. Cheguei junto dela silenciosamente e pousei a mão em seu ombro. - Bem-vinda ao Cemitério dos Livros Esquecidos, Nuria. De acordo com minha experiência pessoal, quando alguém descobria aquele lugar, sua reação era de encantamento, magia e assombro. A beleza e o mistério do recinto reduziam o visitante ao silêncio, à reflexão e ao sonho. (*)Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “INFINITOEFÊMERO”, Ex-Superintendente de Jornalismo no Rio de Janeiro, RJ (2009/11) É Consultor de Investimento na EMBRACON. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

sábado, 1 de junho de 2013

GUERREIRO-SOL E MULHER-LUA (*)

Ele, guerreiro, cavalgava um cavalo negro. Seus olhos eram serenos, seu rosto triste, seus cabelos dourados como a luz do sol, e sua voz só se ouvia depois de longos silêncios. Ela, diáfana como a lua, cabelos loiros e voz suave e volátil como a luz das estrelas. Eles muito se amavam. Mas havia naquela terra um feiticeiro das trevas. Ele se apaixonou pela moça-lua. Mas ela amava o guerreiro e repeliu os gestos do bruxo. Este, irascível, lançou sobre os namorados um feitiço: estariam condenados, pelo resto dos seus dias, a nunca se tocar. A mulher seria como a lua. Só apareceria à noite, depois de o sol se pôr: Durante o dia ela seria um falcão branco. E seu amado seria como o sol: só apareceria durante o dia. Durante a noite ele seria um lobo negro. E assim aconteceu. Durante o dia o guerreiro cavalgava o seu cavalo, levando no ombro sua amada, o falcão branco. Durante a noite o falcão voltava a ser mulher e ficava ao lado do seu amado, o lobo negro. Mas havia um breve momento encantado, quando eles quase se tocavam. Ao crepúsculo, quando a luz do dia se misturava com o escuro da noite, o falcão voltava a ser mulher e o guerreiro se transformava em lobo. Ao nascer do sol, quando o escuro da noite se misturava com a luz do dia, o lobo voltava a ser guerreiro e a mulher se transformava em falcão. Nesse brevíssimo momento, os dois apareciam um para o outro como sempre haviam sido... Suas mãos se estendiam, uma querendo tocar a outra – mas o toque era impossível, porque, antes que suas mãos se tocassem, a metamorfose ocorria. O guerreiro amava o falcão. Sabia que dentro do falcão vivia sua amada, encantada. Ele acariciava suas penas – mas um falcão não é uma mulher. Ele o carregava movido pela esperança de que, um dia, o feitiço fosse quebrado. A mulher amava o lobo. Sabia que dentro do lobo vivia, encantado, o guerreiro de olhos profundos que ela amava. Ela acariciava seu pêlo negro – mas um lobo não é um homem. Ela o acariciava movida pela esperança de que, um dia, o feitiço fosse quebrado. Mas o amor é mais forte que os feitiços maus. E aconteceu que, um dia, depois de uma luta sangrenta, o feiticeiro foi morto e o feitiço foi quebrado. O guerreiro voltou a ser o guerreiro que sempre fora, e a mulher voltou a ser a mulher que sempre fora. E as suas mãos puderam se tocar e tudo foi alegria e eles se casaram e viveram felizes para sempre... (*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ESCOLHAS (*)

Eu escolhi viver de escolhas, não de chances, ser motivado, não manipulado, ser útil, não usado, me sobressair, não competir. Eu escolhi amor próprio, não auto piedade. Eu escolhi ouvir minha própria voz, não a opinião dos outros. Eu escolhi ser mais Eu, e não aquilo que os outros desejam que eu seja. Eu escolhi lutar, e não desistir a cada batalha perdida. Eu escolhi a felicidade, não como um objetivo, mas sim como um estilo de vida. (*) Copydesk/fragment by EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. É Consultor na Empresa MRV ENGENHARIA S/A. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

sábado, 11 de maio de 2013

TEU JARDIM, MÃE (*)

TEU JARDIM , MÃE – Ínfima asa de memória ardente do poetalado, Mãe. Tão lúcida! E lancinante foi o sofrimento e a dor inominável – e minhas lágrimas petrificadas... Recente foi o teu Vôo na Asa inexorável do Tempo. Partiu na tarde de nuvens cinzentas. Meu coração? Partido; minha alma? Imolada. Minha Mãe partiu – viajou, etérea; diáfana, translúcida. Momento único em que não se repartiu – e não se fragmentou. A sua morte não repartiu – alçou íntegro e belo Vôo anímico e cumpriu – bravamente – a sua Missão no “vale de lágrimas” ou planeta-escola. Afinal, viver é um jardim precário e efêmero. Mas vejo em teu jardim a perenidade da madressilva, miosótis, hortênsias, rosas vermelhas, samambaias e jasmins. Porque é bonito o Eterno. E porque é lindo o Jardim. Sim! O dia amanhece por meio da Aurora, inapelavelmente... E nestas manhãs de outono os vizinhos passam em frente da casa e não te acenam mais. Acenam para o jardim desolado por hábito, medo da morte, perplexidade. E pela sagrada Luz do Astro-rei que ainda estremece face ao teu (reen)canto. Ainda assim, Mãe, é noite em teu jardim cósmico. Por mais que amanheça, por mais que floresça o meu olhar vaga – lume... (em memória de minha MÃE AMADA ADÍLIA ULHÔA SANT’ANA SILVA COUTO, falecida em 02/05/2011 – Infinita Asa de Saudade e Eterna Gratidão!)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

PHOENIX (*)

A Fênix possuía uma parte da plumagem feita de ouro e a outra colorida de um vermelho incomparável. A isso ainda aliava uma longevidade jamais observada em nenhum outro animal. Seu habitat era os desertos escaldantes e inóspitos da Arábia, o que justificava sua fama de quase nunca ter sido vista por ninguém. Quando a Fênix percebia que sua vida secular estava chegando ao fim, fazia um ninho com ervas aromáticas, que entrava em combustão ao ser exposto aos raios do Sol. Em seguida, atirava-se em meio às chamas para ser consumida até quase não deixar vestígios. Do pouco que sobrava de seus restos mortais, arrastava-se milagrosamente uma espécie de verme que se desenvolvia de maneira rápida para se transformar em uma nova ave, idêntica à que havia morrido. A crença nessa ave lendária figura na mitologia de vários e diferentes povos antigos, tais como gregos, egípcios e chineses. Apesar disso, em todas essas civilizações, seu mito preserva o mesmo significado simbólico: o renascer das próprias cinzas. Até hoje, essa idéia é bastante conhecida e explorada simbolicamente. Podemos restaurar o que os incêndios destroem em nossa vida? Às vezes. Em outras circunstâncias é melhor que as cinzas sejam esquecidas, para que algo completamente novo seja construído. Renascer é o processo por meio do qual você lamenta a sua perda e depois se levanta e começa tudo de novo. É um dos principais segredos para alcançar o sucesso. As pessoas realizadas são aquelas que nunca desistiram de tentar ser assim. Algumas vezes, como a Fênix, temos de renascer das cinzas, devemos passar pelo fogo e sair fortalecidos, renovados e renascidos. (*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. É Consultor na Empresa MRV ENGENHARIA S/A. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

segunda-feira, 6 de maio de 2013

FIM E RECOMEÇO (*)

Nossas vidas também estão sujeitas a ciclos e estações. Todos nós experimentamos um fluxo interminável de começos e fins. Todas as estações de nossas vidas têm começos e fins, que levam a novos começos. Quando termina a infância, começa a adolescência, quando a idade adulta termina, começa a meia-idade, terminando a meia-idade, começa a velhice. Como gostamos dos começos, temos costume de celebrar o novo. Geralmente resistimos aos finais e tentamos adiá-los. Muitas vezes, deixamos de sentir a alegria dos começos porque sabemos que todos eles escondem as sementes de algum fim. Talvez alguns finais possam ser dolorosos, mas essas dores diminuem se não resistirmos e considerarmos o tempo como um processo natural: como brotos que surgem na primavera e se desenvolvem em folhas verdes, no verão amadurecendo e tornando-se douradas no outono e desfolhando no inverno. Compreender que somos parte integrante do grande projeto do Criador é um grande consolo. Muito de nossa resistência aos finais é proveniente de nosso desconhecimento sobre novos começos e de nossa incapacidade de acreditar na possibilidade do novo começo. Quanto mais nos permitirmos confiar no fato de que todos os finais trazem um novo ciclo, mais diminuirá a nossa resistência ao novo. Imagine ser uma lagarta, sentindo um estranho desejo de tecer um casulo ao redor do corpo – morte certa! Como deve ser difícil desistir da única vida que se conhece, essa vida de rastejar na terra, em busca de alimento. No entanto, o final dessa vida de verme confinado à terra significará o começo de uma outra vida, sob a forma de uma linda borboleta... O poderoso potencial das transformações se baseia na possibilidade, inerente a cada novo começo, d(e trazer alegria e liberdade em proporções nunca antes imaginadas. Se isso verdadeiramente acontece ou não – se continuamos ou não a evoluir por meio dos ciclos de nossas vidas – depende em grande parte de nós. Podemos considerar todos os finais como tragédias – lamentando-os e resistindo a eles – ou podemos considerar cada um como um novo começo e uma abertura para maiores oportunidades. O que para a lagarta é a tragédia da morte, para a borboleta é o milagre do nascimento. (*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. É Consultor na Empresa MRV ENGENHARIA S/A. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090

domingo, 5 de maio de 2013

A MELHOR DE MADRE TEREZA DE CALCUTÁ (*)

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil, podem acusá-lo de egoísta e interesseiro. Seja gentil assim mesmo. Se você é um vencedor terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo. Se você é honesto e franco poderão enganá-lo. Seja honesto e franco assim mesmo. O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para a outra. Construa assim mesmo. Se você tem paz e é feliz, poderão sentir inveja. Seja feliz assim mesmo. O bem que você faz hoje, poderão esquecê-lo amanhã. Faça o bem assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo. Veja você que, no final das contas é entre você e DEUS. Nunca foi entre você e os outros! (Madre Tereza de Calcutá)

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VÊNUS CALIPÍGIA (*)

CALIPÍGIA: do Grego “kallipygos”, belas nádegas. Como em caligrafia (escrita bonita): “kalli”, bonita, “grapphein”, escrever; em calidoscópio, cuja variante é caleidoscópio, com três compostos gregos: “kalli”, belo; “eidos”, imagem; e “skopein”, ver. O étimo “pygos” – “pygium”, em Latim – designa extremidade, como em “uropygium, sambiquira. Entre as várias representações de Vênus, a deusa romana do amor, há a Vênus Calipígia, exposta no Museu Nacional de Nápoles, na Itália, que aparece levantando a roupa para mostrar as nádegas, perfeitamente proporcionais. No Brasil, as mulheres mais admiradas têm seios médios ou grandes e são calipígias. Por isso, é elevada a procura de próteses para compensar eventual economia da natureza. (*) EUGENIO SANTANA, da Academia de Letras do Noroeste de Minas, é escritor, jornalista, publicitário, relações públicas, copydesk, verse maker; self-made man. Sócio da UBE-GO/SC – União Brasileira de Escritores e autor de cinco livros publicados, entre os quais “InfinitoEfêmero”. Imêio: eugeniosantana9@uol.com.br Cel. (34) 9297-6090