segunda-feira, 14 de maio de 2012

AS ESTAÇÕES DO AMOR - ÁGAPE OU EROS?




Você não veio a este mundo para viver de acordo com minhas expectativas. E eu não vim a este mundo para viver de acordo com as suas. Se nos encontrarmos, vai ser gratificante. Se não, não poderá ser evitado.

Amar é liberar. O amor e a amizade devem dar força aos que amamos para poderem tornar-se o melhor que puderem, de acordo com seu próprio entendimento e visão.

No decorrer de uma relação amorosa, você vai ter de atravessar um inverno ocasional de frustração afetiva para descobrir um novo frescor amoroso na primavera. Assim como o brilho de um novo amor é polido pelo tempo até se transformar no ouro mais valioso do amor maduro, haverá momentos em que a satisfação emocional estará ausente, e haverá outros em que os sentimentos negativos encherão de nuvens o céu de nosso mundo.

Dois eus foram sacrificados para se transformar em nós. Enfrentamos juntos os desafios da vida. Às vezes seremos bem-sucedidos, outras vezes não, mas estaremos juntos. Essa sensação de estar juntos pode ser a consciência mais deliciosa e animadora que teremos. É a alegria de realização conjunta, de colaboração, de unidade.

Amar você não significa que deixo de amar a mim mesmo. Ao contrário: a idéia de que não posso amar você a não ser que ame a mim mesmo é aceita por todos os psicólogos. Os que não amam a si mesmos são tristes, atormentados por uma sensação constante de vazio que estão sempre procurando preencher.

Quando não amo a mim mesmo, só consigo “usar” os outros; não consigo amá-los.
Meu amor por você nunca pode ser uma renúncia a meu próprio eu. Posso dar minha vida por você em nome do amor, mas nunca poderia negar minha identidade enquanto pessoa.

Amar alguém é algo que só se concretiza de fato quando o foco de nossa consciência e o objeto de nossos desejos é o outro, quando toda atividade resulta da preocupação pelo outro, e não por nós.

Amar sempre significa ao menos esse sacrifício, o de voltar meus pensamentos e desejos para os outros e de abandonar meu eu e meus interesses pessoais. Desnecessário dizer, esse abandono sempre envolve um preço elevado para o eu.

Como amar, se nunca fomos amados? Entre o branco e o preto sempre existe uma região cinza.
Quando fazemos a pergunta: “O que você fez por mim?”, deixamos de amar. A fórmula bíblica para uma vida digna de ser vivida é: “Ame as pessoas; use as coisas”.

(*) EUGENIO SANTANA, FRC – é escritor, jornalista, Redator publicitário; Relações públicas, Consultor de negócios, Coordenador de RH, Revisor de textos e Copydesk.