sábado, 20 de agosto de 2011

MEU MUNDO JURÁSSICO E ULTRAPASSADO






Ando ouvindo por aí que, num futuro próximo, toda a estrutura física existente no planeta desaparecerá – bibliotecas, museus, discotecas, filmotecas, coleções, arquivos. Não que será tudo resumido a um micro chip. Reduzir-se-á menos ainda, ao impalpável, ao nada.

O conteúdo desses bilhões de livros, quadros, discos, filmes, fotos, documentos irá literalmente para o espaço – para as nuvens voláteis, comentam. Excelente, mas, quando ocorrer, espero ter ido antes para a outra Dimensão Cósmica ou Plano Infinito? Há dias Augusta Faro me questionou se era verdade que, assim como ela, Paulo Nunes Batista e poucos mais, também, não usam celular. Confirmei e acrescentei que, não apenas não gosto de celular, postar, blogar, orkutar, não tuíto, nem aprecio facebokar (só os obsoletos, de papel), não iPhono e não blackBerro.

Oh, Yes, uso computador (desde 2002), mas navego no limite do razoável, configuro ainda menos, quase não seleciono e não adiciono nem me deixo adicionar pelas figuras decorativas, vampiros virtuais que fuçam meu acervo cultural. Ainda não sei bem a sutil diferença entre um iPod e um iPad. E juro que, até há pouco, achava que ‘aplicativo’ era um tipo de band-aid. Não estou me vangloriando nem me justificando. Até agora tenho podido viver, trabalhar, aprender, filosofar, poetizar, funcionar, ter prazer e me divertir exatamente como em, digamos, 2001, quando toda essa parafernália não existia.

Brevemente me tornarei obsoleto e terei de me atualizar. Então, veremos. Mas, até lá, o mundo de hoje, tão cheio de si, terá ficado ultrapassado.

(fragment/copydesk by Eugenio Santana)