sexta-feira, 10 de junho de 2011

O QUE É VERDADEIRO NÃO NECESSITA DO APOIO DE NINGUÉM




Para curar o corpo precisamos abrir as feridas, limpá-las e usar algum tipo de remédio. É necessário manter as feridas limpas, até que sarem. Como vamos abri-las? Nosso instrumento será a verdade. Dois mil anos atrás, um dos maiores mestres ensinou: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
A verdade funciona como um bisturi, e é doloroso abrir as feridas e descobrir todas as mentiras. As feridas em nosso corpo estão cobertas pelo sistema de negação, uma porção de mentiras que criamos para protegê-las. Quando olhamos para as feridas com os olhos da verdade, somos capazes de curá-las.
A verdade é relativa, neste mundo. Transforma-se o tempo todo, porque vivemos num mundo de ilusão. O que é verdadeiro agora, daqui a pouco não é mais. Então, pode voltar a ser. A verdade pode ser apenas mais um conceito, outra mentira para ser usada contra você. Nosso próprio sistema de negação é tão forte e poderoso, que se torna complicado demais. Existem verdades encobrindo mentiras, e mentiras encobrindo verdades. É como descascar uma cebola. Você vai descobrindo a verdade aos poucos, tirando camada por camada, até que, no fim, abre os olhos e vê que todas as pessoas, inclusive você mesmo, mentem sem parar.
Quase tudo neste mundo de ilusão é mentira. Ninguém precisa acreditar em mim, mas, sim, pensar e fazer suas próprias escolhas. Que as pessoas acreditem no que quiserem acreditar, baseadas no que eu digo, mas apenas se acharem que minhas palavras fazem sentido, que as deixam felizes. Se o que eu digo ajuda-as a despertar, elas que escolham acreditar. Sou responsável pelo que digo, mas não pelo que os outros entendem. Cada um de nós vive num sonho completamente diferente. O que eu digo, mesmo que seja absolutamente verdadeiro para mim, pode não ser para as outras pessoas.
Não acreditem nas outras pessoas, porque todas mentem o tempo todo. Quando vocês não tiverem mais feridas, quando não tiverem a necessidade de acreditar nos outros só para serem aceitos, verão tudo com mais clareza. Verão se algo é preto ou branco, ou não. O que é certo agora talvez não seja mais dentro de alguns momentos. O que agora não é certo, pode ser daqui a alguns instantes. Tudo muda rapidamente, mas vocês terão consciência disso, verão a mudança. Não acreditem nos outros, porque eles usarão essa sua estúpida credulidade para manipular suas mentes. Não acreditem em ninguém que diz que veio das Plêiades para salvar o mundo. Não precisamos que ninguém venha salvar nosso planeta. O mundo não precisa de alienígenas salvadores. O mundo é um ser vivo, mais inteligente do que nós todos juntos. Se acreditarmos que o mundo precisa ser salvo, logo alguém virá para nos dizer: “Olhem, vem se aproximando um cometa, e precisamos fugir do planeta. Matem-se e pronto! Vocês alcançarão o cometa e viajarão nele até o céu”. Não acreditem nessas histórias mitológicas. Criamos nosso próprio sonho de céu, ninguém pode criá-lo por nós. Nada, a não ser o bom senso, nos levará à felicidade.
Tudo o que não for verdadeiro desaparecerá como fumaça neste mundo de ilusão. Tudo é o que é. Não é preciso justificar o que é verdadeiro, não é preciso explicar. O que é verdadeiro não necessita do apoio de ninguém. Mentiras precisam de seu apoio. Uma pessoa tem de criar uma nova mentira para apoiar aquela que dá apoio e mais mentiras para apoiar o conjunto todo. Cria-se, então, uma grande estrutura de mentiras, que desaba quando a verdade aparece. Mas as coisas são assim. Ninguém precisa sentir-se culpado por estar mentindo.
A maioria das mentiras em que acreditamos simplesmente dissipa-se, se deixarmos de acreditar nelas. Mentiras não sobrevivem ao ceticismo, mas a verdade sobrevive. O que é verdade é verdadeiro, acreditemos ou não. O universo é composto de astros. É verdade, acreditemos ou não. Só o que é verdadeiro sobrevive, e isso vale também para os conceitos que temos a nosso respeito.
Quando abrimos as feridas, temos de limpá-las, livrando-as do veneno. E como vamos fazer isso? Perdoando. Foi o mesmo mestre de dois mil anos atrás que nos deu essa resposta. Não há outro instrumento além do perdão para limpar as feridas e eliminar o veneno.
Devemos perdoar aqueles que nos magoam, mesmo que achemos imperdoável o que nos fizeram. Nós os perdoaremos, não porque eles mereçam ser perdoados, mas porque não queremos sofrer, ferindo a nós próprios, toda vez que nos lembramos do mal que nos fizeram. Não importa a extensão da ofensa, nós perdoaremos aqueles que nos ofenderam, porque não queremos viver nos sentindo mal. O perdão é uma cura mental. Perdoamos porque sentimos compaixão por nós mesmos.
Só o amor que jorra de dentro de você pode levá-lo à felicidade. Amor incondicional por si mesmo, uma completa rendição a ele. Assim, você não mais resistirá à vida, não mais se rejeitará, não mais levará consigo uma bagagem de vergonha e culpa, se aceitará como é, e aceitará as outras pessoas como elas são. Você tem o direito de sorrir, de ser feliz, de, sem nenhum medo, dar e receber amor.

(*) por Eugenio Santana, escritor, jornalista. Integrante da ADESG-DF, ALNM-MG, UBE-GO/SC, AMORC-PR, SJP-DF, FENAJ-DF e GREENPEACE-SP. eugeniosantana9@uol.com.br

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