terça-feira, 5 de abril de 2011

E NADA É INÚTIL. AINDA QUE PAREÇA CONTRADITÓRIO




Alguma Olga ou alga
inventa o rio do tempo.
Ali onde luas, estrelas, estalos - Reflexos do Sol...
Ali onde áspera é a Beleza,
suave em excesso.
Ali fibra. Ali febre vibra - esconderijo de Hidra?

Vai até a porta.
Esta da almaladazul - a secreta.
O espelho é dentro.
O enigma se chama:
fechado é aberto.

Amiga-irmã nos longes,
nas cartas raras.
Onde se partem amarras,
onde se amarram Destinos.

Terra estranha.
E plena de afetos - ainda há fetos?
Sem efeitos 3D gratuitos.
Sequer palavras coloridas.

Exílio. Exilas.
Ali se resume a vida.
E nada é inútil.
Ainda que pareça o contrário.

(copy-desk by EUGENIO SANTANA, FRC - Escritor, Jornalista, Poeta, Redator publicitário, Ensaísta literário, Relações públicas, Copidesque e Editor. Pertence a mais de 30(trinta) instituições culturais do Brasil e Portugal.)

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