terça-feira, 22 de março de 2011

DÁ-ME DE TI TUA TERNURA




Dá-me de ti tua ternura...

Não quero hoje o opulento amor
Dos teus lábios incendiados,
Dos teus seios intumescidos,
Das tuas ancas, espessas.
Nem quero febril murmúrio
De sentidos inebriados
E explosão rancorosa
De indomáveis ciúmes.

Dá-me de ti tua ternura...

Quero ouvir tua voz musical,
Castiça como tinir de cristais,
Envolvente como perfume de jasmins,
Cálida como o mar em noite de verão.
Quero tua percepção,
Tua intuição de mulher,
Que sabe ler minh’alma
E penetrar meus segredos
E acalentar minha dor.

Dá-me de ti tua ternura.

(*) Para Mariah Lacerda.

(copy-desk by Eugenio Santana – Escritor, Jornalista e Poeta; Ensaísta literário e Autor de livros publicados. Dezoito prêmios literários entre contos,crônicas e poemas, em âmbito nacional.)

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