segunda-feira, 14 de março de 2011

DESTINO DE LIBÉLULA



Leio suas asas voláteis e diáfanas
nas narinas das favelas
no lustre dos palácios,
no vôo dos nove anos.
Sinto suas asas soltas e leves
no "blues" dos cegos
no "jeans" de quarenta e cinco outonos,
no olhar pálido dos góticos.
Seu corpo é estranho-exótico
porque estranho é o mundo - de anjos invisíveis
belo ao nascer desejos
nas ruas vazias de luas cheias,
no amor da mão no berço de Arthur Emmanuel...
Se a morte não tem nenhuma graça
(profundo pesadelo
que as asas corta)
vôo maior, aceso, é a vida
fogo oculto
que o mistério da Noite não apaga
e meu coração não afaga.

(copy-desk by EUGENIO SANTANA, FRC - Poeta, Contista, Cronista, Ensaísta literário e Jornalista profissional.)

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