segunda-feira, 14 de março de 2011

CABEÇA CHEIA DE PÁSSAROS




Rua de passos ausentes
revelam no andar as sementes.
Semeio (in)acabados versos
caminhando sobre o caos e os escombros,
de pés-alados descalços - e a alma nua
com o cérebro cheio de PÁSSAROS.

Rua de fer(idas) antigas - pretéritas
o coração suporta, pulsa - bate forte
pousando nas mãos luas azuis
e nos rios invisíveis que a noite tece
o sacrossanto sangue se veste
de um fogo imperceptível
de um grito no escuro.

Procuro-me, então, no musgo
das pedras do dia
na relva após a chuva
na amarga saliva da boca vazia.
E alumbrado, silenCIO-me.
Nasceu mais um filho noturno:
que tem o nome de POEMA!

(copy-desk by Eugenio Santana - Escritor, Jornalista profissional e Poeta. Radicado, atualmente, na segunda maior e melhor cidade do estado de Goiás, ANÁPOLIS.)

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