terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OSTRACISMO




Ostra esquecida,
Perdida.
Inacessível no profundo fundo
Do mar.
Oceânicas distâncias.

Aparição do Holandês Voador?
Fantasmagórica neblina marítima...
Meu albatroz companheiro de jornadas infindas
Alçou vôo e me deixou – abandonou a proa.
Amanhã – sem nenhuma angústia,
Serei pérola preciosa,
Rubi-talismã – diamante azul.

Brilhante pêndulo oscilando
No coração opulento
De alguma futurista rainha,
De origem celta ou druida.

Guerreira alma-irmã,
Herdeira de um ostracismo milenar
Que não é só meu.

Florianópolis-SC, 09/09/99

Por Eugenio Santana – Escritor, poeta, jornalista, publicitário, editor. Autor de livros publicados.

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