domingo, 2 de janeiro de 2011

OS CÓDIGOS DO INTELECTO NO GRANDE JOGO DA VIDA


O conformista acredita que todas as coisas são obras do destino, já o ativista acredita que o destino é uma questão de escolha. O conformista é vítima do seu passado, o ativista é autor de sua própria história. O conformista vê tempestade e se amedronta, o ativista vê no mesmo ambiente a chuva e enxerga a oportunidade de cultivar. O conformista se aprisiona no passado, o ativista se liberta no presente.
Alguns são seguros para dirigir carros, mas frágeis para controlar suas reações. Alguns são peritos em conquistar metas profissionais, mas lentos para conquistar seus filhos, alunos, colegas de trabalho. Alguns são exímios leitores de livros, mas péssimos leitores de comportamentos. Alguns são brilhantes para investir na sua empresa, mas péssimos para investir em si mesmos.
O conformista é inerte e mentalmente preguiçoso, pelo menos na área em que se considera incapaz, inábil. Não exerce suas escolhas pelo medo de assumir riscos. Não expande seu espaço por medo da crítica. Prefere ser vítima a agente modificador da sua história. Prefere ser amante da insegurança a parceiro do entusiasmo. Prefere enterrar seus talentos a dar a cara para bater. Os conformistas transformam fracassos em medo; os determinados transformam derrotas em garra.
Ninguém pode asfixiar, anular e amordaçar mais um ser humano do que ele mesmo.
Desconhecem o tesouro soterrado nas pilhas das suas perdas. Se decifrassem os códigos do intelecto, romperiam suas algemas, se reciclariam e se preparariam para uma segunda jornada afetiva e profissional.
Alguns parecem desprendidos do dinheiro, condenam o materialismo, mas no fundo o amam silenciosamente. Coloque uma fortuna em suas mãos que o monstro da cobiça que hiberna como janela killer no seu inconsciente se despertará.
Alguns são mestres dos disfarces. Dizem que está tudo bem, não assumem suas reais dificuldades. Não pedem ajuda e nem treinam seu Eu para correr riscos. Têm medo de serem criticados, vaiados, vencidos. Preferem a falsa proteção do casulo em que se escondem a ousar viver em um mundo livre com suas nuanças e perigos.
Entre os códigos mais notáveis do intelecto está o da psicoadaptação, que reflete a capacidade de suportar dor, transcender obstáculos, administrar conflitos, contornar entraves, se adaptar às mudanças psicossociais. Um choque de gestão do intelecto capaz de esfacelar o pessimismo e irrigar de esperança os horizontes da vida é fundamental para alicerçar habilidades psíquicas para suportar tensões emocionais, pressões sociais, adversidades profissionais.
Se quisermos ser resilientes, “elásticos”, “flexíveis” e “resistentes” diante dos estímulos estressantes, precisamos decifrar, educar, enriquecer o fenômeno da psicoadaptação.
A dor, as derrotas, as lágrimas, devem ser sempre evitadas, mas ninguém vive continuamente em céu de brigadeiro. Como turbulências são inevitáveis até em dias de céu claro deveríamos usá-las para expandir nossa maturidade resiliente.
Uma pessoa determinada, que não desiste de seus sonhos, que não abre mão de ser feliz, apesar do seu caos, tem muito mais chance de usar seu caos como oportunidade criativa. Alguns aspectos da obstinação não são saudáveis, mas não há dúvida de que uma pessoa resiliente tem boas doses de teimosia. Todas as escolhas têm perdas. Quem quer ganhar sempre está despreparado para viver, não sabe que os aplausos de hoje serão as vaias de amanhã. É necessário perder coisas importantes para conquistar as mais relevantes.
Ter consciência de que a vida é cíclica. Não há sucesso que dura todo o tempo e nem fracasso que é “eterno”. Aplausos e anonimato alternam-se de múltiplas formas.
Os que decifram o Código da Resiliência e do intelecto conhecem a si mesmos. Fazem da sua existência um espetáculo inigualável.

(copy-desk by EUGENIO SANTANA, FRC – Escritor, jornalista, poeta; ensaísta literário, publicitário, copidesque, relações públicas e coordenador de RH. Autor de livros publicados. Rosacruz desde 1983.)

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