quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A MEMÓRIA DO VERBO


Vejo-te nos sonhos azuis
que dificilmente visitam minhalma
sutis nuances entre a Luz e a sombra.
Vejo-te quando abro a tela mental
e no abissal cinema de nossas duas vidas
tu te tornaste atriz principal.
A forma de agir, viver, pensar, sonhar, amar
VIDA... por que tirastes ela do meu caminho?
Vôo. Vou. Sigo em frente. Plano. Aterrisso.
Ando tão sem sono olhando pela janela noturna
na perspectiva de que tu chegues
dentro do vestido azul – esvoaçante.
A silhueta linda e inconfundível
saída das silenciosas sombras
da noite fria e misteriosa.
Acendo o incenso rosa musgosa
à tua espera amada asa do amor infindo - eterno.
Será que eu preciso de outras vidas
para reencontrar-te?

(Eugenio Santana, FRC - é Jornalista, escritor, poeta, publicitário, crítico literário. Mineiro de Paracatu, "exilado" no Rio de Janeiro.)

Rio de Janeiro (RJ), 07 de dezembro de 2010.

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