segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O HOMEM DE CHEGADAS E PARTIDAS


Nunca fui amado.
Só amei.
Perdoei dezoito vezes vinte e sete.
Publiquei e editei.
Fiz filhas (os) – que nunca me amaram.
Plantei árvores
Que nunca vi crescer.
Caminhei. Andei. Viajei. Voei.
Saltei. Vibrei. Sonhei.
Estudei. Pesquisei. Realizei
trabalhando desde os dezesseis.
Mergulhei fundo em buscas metafísicas:
Self; zênite; consciência cósmica.
Celacanto – Nadei profundezas.
Depois – o Nada.
Infinito Vazio – náusea.
Na Asa do Tempo – face desfigurada
à procura da Luz.
E só.
Só.

(Eugenio Santana, FRC – inédito).

Rio de Janeiro (RJ) 16/8/2010 – 15h55m.

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