sábado, 8 de maio de 2010

QUANDO O NEÓFITO ESTÁ PRONTO, O MESTRE APARECE


Eu creio que no mundo há provavelmente mais mestres interessados em ensinar do que alunos capacitados a receber ensinamentos. Essa escassez de indivíduos realmente aptos e decididos a serem depositários do saber pode transformar-se num sério problema para alguns professores que não conseguem encontrar discípulos adequados. Transmitir o conhecimento é necessidade imperiosa para qualquer professor. Um professor depende do aluno para existir como tal.

Alguns mestres, todavia, não encontram seus discípulos na forma de alunos à maneira tradicional, ou seja, no contexto de uma transmissão organizada, didática e sistêmica do conhecimento, concomitante à evolução pessoal do discípulo, como é preconizado em todas as escolas iniciáticas. Tais mestres, para liberar-se da carga de conhecimento que carregam, costumam aproveitar toda e qualquer oportunidade para passar adiante pequenas ou grandes parcelas do seu acervo pessoal de sabedoria.

Estão sempre atentos, e apenas surge uma ocasião, eles a aproveitam integralmente. Para esses mestres a humanidade como um todo transforma-se num imenso corpo discente, onde cada pessoa possui o seu grau particular de potencial de aprendizado.

Há uma lei esotérica fundamental, conhecida como “lei da transmissão do conhecimento”. Essa lei diz que o conhecimento é material: ele tem um peso, uma densidade, uma substância em tudo análoga à substância material. Quem, ao longo da vida, acumula conhecimento, não fica necessariamente mais leve e, portanto mais apto a planos ou oitavas superiores da consciência. Pode ficar, ao contrário, mais pesado, mais “gordo”, da mesma forma que quem come demais engorda e move-se com maior dificuldade.

A mesma lei diz ainda que só existe uma possibilidade para quem acumulou muito conhecimento ficar mais leve e pode ascender a dimensões existenciais superiores: é através da transmissão para os outros daquilo que sabe. Quem não doa o que tem fica cada vez mais pesado e tende a afundar. Daí a grande preocupação dos mestres de sabedoria e amor no sentido de “pescar” neófitos capacitados para receber seus sagrados ensinamentos.

(Eugenio Santana, FRC – escritor rosacruz; livros publicados; jornalista, poeta, ensaísta, publicitário e editor.)

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