sábado, 3 de abril de 2010

LUZES E SOMBRAS DE PARACATU


A visão mística das palmeiras seculares
Da Igreja Matriz de Santo Antônio.

Minha “Primeira Comunhão”.
Paracatu: “Atenas de Minas”.
Apenas o brilho farto
Do ouro recordável – antena mineira!

A outra face da menina:
“Fia” – amor; convite paradisíaca ilha.
Tece a luz e os sonhos azuis
No esplendor dos cabelos
E dos negros olhos.
Escorre as águas dos córregos da infância.
Túneis, grutas, corredores, corredeiras:
- Avante, meninos!

Flor do tempo: Dasília...
Amada flor do agreste,
Noroeste, Minas Gerais.

Saudade daquela menina morena jambo,
Cor de cravo, de canela,
Emitindo fascínio e beleza
Nos primeiros anos de volúpia.
Silenciosos orgasmos. Solitários espasmos.

Jamais olvidar a terra-mãe – Paracatu do príncipe.
Luzes e sombras, riquezas, belezas, pobrezas.
Reminiscências. Espelhos d’alma.
Caleidoscópio de sonhos cor do ouro
Que povoaram meu chão-de-infância
Nas pesadas pegadas léguas percorridas
No interminável diário de estrada
De um mineiro-menino Toninho...

Resgatar e revisitar o menino tímido,
Acanhado e introspectivo daqueles velhos tempos.
Que pena!
Penazul...
Pazul...
Não tenho “o teu retrato na parede”,
Minha querida Paracatu do príncipe.
Tenho, sim:
Uma tatuagem irremovível
Com o teu nome gravado
Para sempre nas Asas da Memória!

(Eugenio Santana)

(*) fonte: extraído do livro “FLORESTRELA”
- Hórus/9 Editora, Goiânia-GO, 2002, páginas 69/70.

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