domingo, 7 de março de 2010

RÉQUIEM PARA A MÃE DO POETA (*)


Samambaias esvoaçam
Sob as asas do vento
Na tarde amena.

O jardim suspenso
Move teus olhos.
Puro verde-escuro
Protege e adorna
Teu lento – pesado
Caminhar octogenário.

Não há mais dores
Nem rançosos rancores,
Odores e cores ocres.
Colibris voejam – navegam flores;
Cheiro de amor cósmico,
Vidas finitas
Na asa do tempo.

Amores inefáveis – Rastros do Infinito.

Um Jardim
Uma lágrima
Despedida furtiva
Acenos, adeus.

Ah, Deus!

(Eugenio Santana, FRC.)

(*) Fonte: “FLORESTRELA”:
Hórus/9 Editora, Gyn-GO, 2002.
Dedico ao poetamigo e publicitário
Alcimar Fernandes Pereira (em memória de mãe e filho)

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